quinta-feira, 26 de maio de 2011

Cinema Paraíso

“Cinema Paraíso”, no original Nuovo Cinema Paradiso, é um filme italiano de 1988 escrito e dirigido por Giuseppe Tornatore e uma das mais belas homenagens ao cinema enquanto arte.

Salvatore di Vitta é um realizador de sucesso em Roma que numa noite recebe a notícia que o seu amigo Alfredo morreu. É nesta altura que Salvatore se recorda de tudo o que pensava que podia ter esquecido. Relembra os seus tempos de infância, vividos numa pequena cidade da Sícilia assombrada pelo pós-guerra e pela imagem do pai que nunca voltou da guerra. Eram tempos difíceis em que reinavam a fome, a pobreza, a censura e o cinema era o único espaço onde as pessoas podiam sonhar e por breves momentos serem felizes. As cenas passadas no “Cinema Paradiso” retratam as situações mais caricatas: o início dos namoros, as partidas das crianças, a corrida destas para a primeira fila frente ao ecrã, os negócios obscuros e até cenas de sexo.
Salvatore recorda-se, enquanto Totó, dessa personagem fabulosa que foi o seu amigo Alfredo, o projeccionista da sua cidade que lhe mostrou os segredos do cinema e das projecções estimulando-lhe a grande paixão pelo cinema, determinante na sua opção de vida.

O filme retrata o amor nas suas diversas facetas: o amor de mãe versus mulher, o amor de adolescente, neste caso contrariado uma vez que o pai de Elena não gostava de Salvatore por este ser pobre, o amor sob forma de amizade e o amor pelo cinema. É em parte devido a esses duros amores contrariados que Totó se vê obrigado a fazer escolhas, sacrifícios, a fugir da realidade e a partir da sua pequena vila na Sicília. Mas na noite em que Salvatore recebeu a triste noticia da morte de Alfredo percebeu que não podia fugir do passado pois, querendo esquecê-lo ou não, ele existia e por esse motivo tinha que o enfrentar. É assim que passados muitos anos de ter “fugido” da sua terra natal, Salvatore volta à Sicília para o funeral do seu amigo, reencontrando os rostos envelhecidos daqueles que o acompanharam durante a sua infância, o que o faz sentir-se de novo em casa.
No final da sua estadia, Salvatore ainda assiste à demolição do “Novo Cinema Paradiso”, já abandonado, em cujo local irá surgir um parque de estacionamento.

Porém, antes de partir, Alfredo deixou um presente a Salvatore, uma fita. É já em Roma que Salvatore a vê e se vai emocionar ao verificar que a fita era aquilo que sempre sonhara: o conjunto das cenas censuradas pelo padre da vila e cortadas dos filmes. Essas cenas não são mais do que os beijos mais famosos do cinema, majestosamente montados numa sequência extremamente emocionante e inesquecível.

Cinema Paraíso tem um encanto especial, sendo acima de tudo um autêntico elogio ao amor, à amizade, à juventude, à vida e ao cinema. É um filme que de uma forma poética consegue mostrar a magia que o cinema transmite a todos os seus amantes.


Aliada a tudo isto está a direcção musical do filme, a cargo de Ennio Morricone, cujas músicas para cada cena fazem realçar os sentimentos nelas presentes.
Não é pois de estranhar que em 1989 “Cinema Paraíso” tenha alcançado o Prémio da Crítica em Cannes e no ano a seguir o Óscar para Melhor Filme Estrangeiro.

13 comentários:

  1. O amor, o amor,...sempre o amor nas coisas belas da vida....
    Adorei relembrar a música.
    Beijo

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  2. Um dos melhores filmes que já vi. Simples na estrutura e na forma. Com uma essência que nos transborda.

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  3. Adoro esta película y me encanta que me la hayáis traído aquí y recordado.
    Mil besos y gracias de nuevo por tanto derroche.

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  4. Cuanto tiempo sin acordarme de esta gran película....Y esque todo lo que tenga que ver con el amor es lindeza..Saludos amigos

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  5. Amiga Tétis,

    Obrigado por trazeres este post.
    "Cinema Paraiso", um tributo ao cinema, um hino a quase todos os tipos de amor.
    Um filme que me faz ficar "estranho" sempre que o vejo!

    Abraço grande, estou com saudades

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  6. Um dos melhores filmes que já vi em toda minha vida. Chorei muito.
    Bjux

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  7. Anjo meu!
    Vim matar as saudades e agradecer a tua compreensão com a minha falta de tempo.
    Para que me perdoes, deixo um lindo poema:

    Amigo Virtual

    © Letícia Thompson


    Vou abrir as portas

    Do meu computador!

    Entre!!!

    Traga pra mim

    Esse gostoso riso

    Que nunca ecoa!

    Conte pra mim

    Suas velhas histórias,

    Deixa que eu me deite

    Em seus ombros invisíveis

    E segure em suas mãos firmes!...

    Não sei olhar em seus olhos,

    Mas sei sentir seu olhar,

    E suas palavras

    Entram direitinho

    No meu coração.

    O mundo parece tão pequeno

    Atrás dessa rede!

    Ah! Você vem

    E eu nem sei de onde,

    Sem passaporte

    Atravessa as fronteiras

    Do limite do impossível,

    Traz paz e consolo,

    Uma palavra, um verso

    E coloridas flores

    Sem perfume,

    Mas que são bálsamo

    Para a alma!...

    Vou abrir minha casa

    Para que você entre!...

    Tome um café com bolo,

    Me conte de você,

    Permita que eu ria seus risos,

    E deixe que eu seque suas lágrimas,

    Se preciso for.

    Você não é apenas um nome

    Que se esconde atrás de um arroba,

    Você tem alma

    E asas,

    Como os verdadeiros anjos...

    Você tem um "eu"

    Que precisa e deve

    Ser respeitado,

    Que precisa e deve

    Ser amado.

    De virtual, na verdade,

    Você não tem nada!!!

    Claro!!!

    Meu café não tem sabor

    E meu bolo não é doce,

    Quando virtual,

    Mas meu carinho

    E meu amor

    São, nessa rede toda,

    Tudo o que tenho de mais real.

    Então...

    Entre sem bater!!!

    Sente-se!

    Tem café, bolo

    E minha amizade

    Esperando por você

    Atrás da tela

    Desse meu computador.



    Meu carinho,

    ANJO SEDUTOR, SEDUZIDO, MALUQUINHO E REBELDE

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  8. Umm amigo es tan bella esta peli...

    todo es pura sensibilidad...

    un film para recordar...

    Muy buena elección..

    Besos

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  9. Amigo,

    Bom fim de semana!
    Beijinhos.

    °º♫
    °º✿Brasil
    º° ✿♥ ♫° ·.

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  10. Hola amiga Tétis,

    es una preciosa pelicula con Philippe Noiret.

    Gracias amiga por elegir siempre lo mejor y lo bueno.

    Besos de saudades..

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  11. Querida Tétis,

    Um hino ao amor, à amizade, à ternura.
    Um dos poucos filmes inesqueciveis.
    E tu sempre atenta, a fazer-nos recordar momentos tão belos na sua simplicidade e na sua enorme grandeza.
    Beijinho.

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  12. Queridos amigos

    O meu muito obrigada a todos que comigo recordaram este belo "Cinema Paraíso" através da sua magnífica trilha sonora.

    Beijinhos

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