Hoje (ontem) era a minha vez de publicar.Mas uma conversa partilhada deixou-me sem título, roubou-me o texto.
As frases trabalhadas durante dias desvaneceram-se nuns segundos.
Aquilo que escrevi já não é importante. O diálogo de “ainda agora” é.
Que devo dizer-te?
Olho o meu mundo, o meu quarto em busca de inspiração.
“Uma Viagem à Índia”, de Gonçalo M. Tavares, espreita em cima da mesa.
“Abraço”, de José Luís Peixoto, aberto na unidade de leitura.
(Os dois, recomendação de alguém da blogosfera que desapareceu sem deixar rasto).
“Os Sete Pilares da Sabedoria”, de T. E. Lawrence, no sofá.
Os poemas Eugénio de Andrade no computador.
“Os dias a recordar” nas prateleiras e livros, livros e mais livros.
Irónico para quem tem tanta falta de fé nas palavras!
As notas da “A Montanha Mágica” de Rodrigo Leão enchem o quarto.
“A Montanha Mágica”…
Não, não quero que tenhas uma Montanha Mágica. Não neste momento.
Quero que tenhas outro tipo de magia.
Nada de introspecção, nada de mundos interiores.
O jogo das palavras?
Mas não acabei de dizer que não acredito nas palavras?
Que importa, mesmo sem acreditar elas podem envolver-nos, a magia é isso!
Começo eu?
Estrelas
Abraço
Mar
Asas
Azul
...
Aceitas este repto tonto?
O objectivo é sorrir e ser feliz por um momento.
Continuas tu?
































