sábado, 17 de julho de 2010

Aqui nesta praia...


Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade.

Sophia de Mello Breyner Andresen


42 comentários:

  1. Qué bonita playa nos regalas hoy.

    Besitos desde tu tierra.

    ResponderEliminar
  2. Es un placer visitar este faro: bonita imagen acompañada de buena música. Un saludo.

    ResponderEliminar
  3. Olá Argos,

    A nossa saudosa Sophia sabia, como ninguém, cantar o mar e as suas belezas.
    Só queria estar aí, só queria poder usufruir da paz que o mar sempre me transmite. Só queria...
    Abraço, Amigo.

    ResponderEliminar
  4. "Amigos são flores plantadas ao longo
    do nosso caminho para que saibamos
    encontrar primavera o ano todo."

    (Letícia Thompson)

    Feliz Sábado e beijos na alma...M@ria


    Obs:Tem selinho aqui,um carinho prá voce!Leve-o.

    ResponderEliminar
  5. Obrigada Farol....obrigada Argos.
    Amo vocessssss e saibam que moram em meu coração...Beijos na alma
    M@ria

    ResponderEliminar
  6. Era no Madredeus que brilhava....
    agora esbateu-se um pouco...
    Mas é uma bela voz.

    ResponderEliminar
  7. Amigo excelente escolha.

    "O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar." (Carlos Drummond de Andrade)

    Aproveito para desejar um excelente Domingo.
    Bjs do tamanho do infinito
    Maria

    ResponderEliminar
  8. Meu querido amigo
    Uma bela escolha, poema lindissimo.
    Obrigada pelo carinho.

    Beijinhos
    Sonhadora

    ResponderEliminar
  9. Poxa vida meu querido que postagem linda.
    Praia,mar tuuuudo de bom.
    Amado,se eu te falar q eu ñ estou triste eu vou estar mentindo,mas eu sei q vai passar.
    Vc me desculpe pela postagem mas é q indignação faz coisa q até Deus duvida.

    ResponderEliminar
  10. que sintamos o amor
    e o desabrochar de uma flor
    que um dia foi semente...
    E que renasçamos sim...
    Se preciso for... Diariamente".

    Carolina Salcides


    Um Domingo abençoado prá ti!
    Beijos poéticos....M@ria

    ResponderEliminar
  11. Amigo Argos,

    No imaginas lo bien que me vendria esa playa para descansar y disfrutar...

    Necesito esa impureza con certeza.

    Me gusta es libertad, gracias amigo.

    Te mando un abrazo de fraternidad.

    Feliz domingo en Galicia

    ResponderEliminar
  12. Amigo Argos

    Que te posso dizer que já não saibas?

    Mar, ondas, praia, liberdade e, como se já não fosse pouco, uma das minhas preferidas - Sophia Andresen.

    Obrigada.

    Um enorme abraço do tamanho do oceano.

    ResponderEliminar
  13. Siempre deseé amar como el mar ama la playa; ese ir y venir constante, interminable. No lo he conseguido, demasiado esfuerzo; el mar no se cansa de enviar olas y olas y yo sí. Agotador, para los mortales amar es agotador; de ahí la melancolía de la canción, así de rendido me ha hecho sentir.

    Precioso.

    Bikiños

    ResponderEliminar
  14. Argos

    Saudades!

    Bonita e inteligente escolha onde se pode buscar o mar e liberdade

    Tudo o que se refere a água, simboliza emoções.
    E Liberdade é só para quem a sabe viver, sem amarras.
    Não basta postar, mas viver!

    Sempre
    (E)ternamente...
    Mariz

    ResponderEliminar
  15. Tudo perfeito. Imagem, texto, música e vídeo . Amei
    Um abraço

    ResponderEliminar
  16. Un faro, tres fareros y una playa... a la que llegan los navegantes en paz.
    Gracias por vuestra existencia.
    Besos

    ResponderEliminar
  17. Una playa maravillosa para sentirse en plenitud y libertad. Precioso post. ¡GFelicitaciones! UN abrazo.

    ResponderEliminar
  18. se um dia eu cair no abismo de rosas
    não olhes para baixo, mire as estrelas,
    pois é no firmamento que meu espírito
    passeia feito um beija-flor-poeta.


    Sérgio, beija-flor-poeta


    Te desejo uma semana de paz!
    Beijos poéticos....M@ria

    ResponderEliminar
  19. Atgos,

    Linda postagem!!!Parabéns, sempre!!

    Um grande beijo e ótima semana!

    Reggina Moon

    ResponderEliminar
  20. Amigo Argos

    Adoro esta música...
    Começei a semana em beleza!

    Muito obrigado

    ResponderEliminar
  21. Maravillosa música, maravillosa voz, maravilloso mar, maravillosooooo¡¡
    Gracias por compartir emociones¡¡
    Besitos y buen verano a los tres.
    Carmendy

    ResponderEliminar
  22. Hadaluna par ti, mais um “dia de mar” da Sophia de Mello Breyner

    Día de mar en el viento...

    Día de mar en el viento, construido
    Con sombras de caballos y de plumas.

    Día de mar en mi cuarto -cubo
    Donde mis gestos sonámbulos se deslizan
    Entre animal y flor como medusas.

    Día de mar en el viento, día alto
    Donde mis gestos son gaviotas que se pierden
    Girando sobre las olas, sobre las nubes.

    Sophia de Mello Breyner Andresen

    Abraço grande

    ResponderEliminar
  23. Victoria

    Ainda bem que gostaste da imagem e da música…
    Do poema, gostaste, sentiste o chamamento dessa praia?

    Llamé por mí cuando cantaba el mar...
    Llamé por mí cuando cantaba el mar
    Llamé por mí cuando corrían las fuentes
    Llamé por mí cuando morían los héroes
    Y cada ser me dio señal de mí.

    (Sophia de Mello Breyner Andresen)

    Abraço

    ResponderEliminar
  24. Olá Teresa

    Tens razão, Sophia sabia, como ninguém, cantar o mar!
    E tu, porque gostas tanto do mar?
    Deixa-me adivinhar:

    O mar azul e branco e as luzidias
    Pedras – O arfado espaço
    Onde o que está lavado se relava
    Para o rito do espanto e do começo
    Onde sou a mim mesma devolvida
    Em sal espuma e concha regressada
    À praia inicial da minha vida.

    Sophia de Mello Breyner Andresen


    Abraço muito grande

    ResponderEliminar
  25. Olá Maria

    Costumas ser tu a trazer aqui lindas poesias que nos aquecem o coração, agora chegou a minha vez, espero que gostes

    Mar sonoro, mar sem fundo mar sem fim.
    A tua beleza aumenta quando estamos sós.
    E tão fundo intimamente a tua voz
    Segue o mais secreto bailar do meu sonho
    Que momentos há em que eu suponho
    Seres um milagre criado só para mim.

    (Sophia de Mello Breyner Andresen)

    Grande abraço

    ResponderEliminar
  26. Andrade

    Tem razão, Madredeus transmitia magia e sonho, tal como Sophia sabia transmitir o mar.
    Mas não são todos os portugueses, como dizia esta poetisa

    Mar,
    Metade da minha alma é feita de maresia

    Não seremos todos?

    Abraço

    ResponderEliminar
  27. Maria, olá de novo!

    Em troca do “mar” de Carlos Drummond de Andrade, aqui vai o “mar” de Sophia:
    Meio-dia. Um canto da praia sem ninguém.
    Não há fantasmas nem almas,
    E o mar imenso, solitário e antigo,
    Parece bater palmas.

    Outro abraço

    ResponderEliminar
  28. Olá Sonhadora

    Não tens que agradecer nada, todos fazemos parte do farol chamado AMIZADE!
    Para ti, mais um trecho de um poema de Sophia, espero que gostes!

    Reino de medusas e água lisa
    Reino de silêncio luz e pedra
    Habitação das formas espantosas
    Coluna de sal e círculo de luz
    Medida da Balança misteriosa

    Abraço

    ResponderEliminar
  29. Pérola

    Para ajudar a tristeza a passar, que tal um excerto de um poema de Sophia onde o mar vai cantar só para ti?

    As ondas quebravam uma à uma
    Eu estava só com a areia e com a espuma
    Do mar que cantava só p’ra mim

    Um Abraço e um sorriso

    ResponderEliminar
  30. Amigo Poseidón

    Sei que necessitas de descansar e desfrutar mas nunca te esqueças de escutar!


    Escucho

    Escucho mas no sé
    Si lo que oigo es silencio
    O dios

    Escucho sin saber si estoy oyendo
    El resonar de las planicies del vacío
    O la conciencia atenta
    Que en los confines del universo
    ¡Me mira y me descifra

    Sólo sé que camino como quien
    Es mirado amado y conocido
    y por eso en cada gesto pongo
    Gravedad y riesgo

    Um abraço grande e espero que gostes deste poema de Sophia!

    ResponderEliminar
  31. Amiga Tétis

    Para ti, sei que vais gostar deste poema da Sophia!

    De todos os cantos do mundo
    Amo com um amor mais forte e mais profundo
    Aquela praia extasiada e nua
    Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.

    Adivinhei?

    Um abraço de amizade profundo como o mar

    ResponderEliminar
  32. Anamorgana

    Ficamos felizes por teres gostado do nosso blog, passa mais vezes por aqui, esperamos que nunca nos “percas”!


    No mar passa de onda em onda repetido
    O meu nome fantástico e secreto
    Que só os anjos do vento reconhecem
    Quando os encontro e perco de repente

    (Sophia de Mello Breyner Andresen)

    Abraço da Tètis, Poseidón e Argos

    ResponderEliminar
  33. Olá XoseAntón

    Sentir é preciso!
    Mas no sentir existe sempre melancolia e algum vazio.

    En el punto
    En el punto donde silencio y soledad
    Se cruzan con la noche y con el frío,
    Esperé como quien espera en vano,
    Tan nítido y preciso era el vacío.

    (Sophia de Mello Breyner Andresen)

    Abraço

    ResponderEliminar
  34. Olá Mariz

    Que saudades de te ver por aqui!
    Quanto ao que escreveste, e se não vivermos tudo?
    A Sophia terá razão quando diz

    “Quando eu morrer voltarei para buscar
    Os instantes que não vivi junto do mar”

    Abraço grande

    ResponderEliminar
  35. Olá Wanderley

    Fico feliz por teres gostado deste post.
    O objectivo do blog é esse mesmo, transmitir felicidade e alegria a todos os nossos amigos.
    Espero que também gostes destes pequenos versos da Sophia que te deixamos aqui

    Livre e verde a água ondula
    Graça que não modula
    O sonho de ninguém.

    Abraço da Tètis, Poseidón e Argos

    ResponderEliminar
  36. Hola Maria

    Gracias por tus palabras.
    Para ti

    Día

    Mi cara se mezcla con el día
    Nubes tejados ramas y diciembre
    Apasionada estoy dentro del tiempo
    Que me abriga con canto y con imágenes

    Tan abrigada estoy dentro de la hora
    Que ni lamento ya la tarde antigua
    Todo se vuelve presente y se demora
    ¿Será que el día me pide que lo diga?

    (Sophia de Mello Breyner Andresen)

    Abraços da Tétis, Poseidón e Argos

    ResponderEliminar
  37. Hola Alma

    Na praia sente-se liberdade e na noite…que nos diz Sophia?

    Noche

    Noche de hoja en hoja murmurada,
    Blanca de mil silencios, negra de astros,
    Con desiertos de sombra y luna, danza
    Imperceptible en gestos quietos.

    Abraço

    ResponderEliminar
  38. Olá Reggina

    Para uma grande apreciadora de poemas
    Aqui vai um da nossa amiga Sophia, espero que gostes!

    Fundo do mar

    No fundo do mar há brancos pavores,
    Onde as plantas são animais
    E os animais são flores.

    Mundo silencioso que não atinge
    A agitação das ondas.
    Abrem-se rindo conchas redondas,
    Baloiça o cavalo-marinho.
    Um polvo avança
    No desalinho
    Dos seus mil braços,
    Uma flor dança,
    Sem ruído vibram os espaços.

    Sobre a areia o tempo poisa
    Leve como um lenço.

    Mas por mais bela que seja cada coisa
    Tem um monstro em si suspenso.

    Abraço

    ResponderEliminar
  39. Olá Domenico

    Fiquei muito feliz de o “ver” aqui!
    Gosta de Madredeus e de Sophia gosta?
    Que me diz da análise deste poema?

    Navio Naufragado

    Vinha de um mundo
    Sonoro, nítido e denso.
    E agora o mar o guarda no seu fundo
    Silencioso e suspenso.

    É um esqueleto branco o capitão,
    Branco como as areias,
    Tem duas conchas na mão
    Tem algas em vez de veias
    E uma medusa em vez de coração.

    Em seu redor as grutas de mil cores
    Tomam formas incertas quase ausentes
    E a cor das águas toma a cor das flores
    E os animais são mudos, transparentes.

    E os corpos espalhados nas areias
    Tremem à passagem das sereias,
    As sereias leves dos cabelos roxos
    Que têm olhos vagos e ausentes
    E verdes como os olhos de videntes.

    Abraço

    ResponderEliminar
  40. Carmendy

    Mas emociones para compartir

    Si todo el ser al viento abandonamos...

    Si todo el ser al viento abandonamos
    Y sin miedo ni compasión nos destruimos,
    Si morirnos en aquello que sentimos
    Y podemos cantar, es porque estamos
    Al desnudo, el propio dolor meciendo en sangre
    Frente a las madrugadas del amor.
    Cuando la mañana brille otra vez floreceremos
    Y el alma beberá ese esplendor
    Prometido en las formas que perdemos

    (Sophia de Mello Breyner Andresen)

    Abrazo de los tres

    Tétis, Poseidón y Argos

    ResponderEliminar
  41. Isso mesmo querido Argos, é assim que vejo, sinto o mar!
    Obrigada pelo belissimo excerto.
    Abraço grande.

    ResponderEliminar

Cada comentário a este post é mais um Facho de Luz que nos ilumina.
Mas, se apenas quiser assinalar a sua presença, dar-nos um recadinho ou dizer-nos um simples “olá”, poderá também fazê-lo no nosso Mural de Recados.
A equipa do Farol agradece o vosso carinho e Amizade.