domingo, 20 de fevereiro de 2011

Uma canção...


VOAR

Eu queria ser astronauta .. o meu país não deixou!
Depois quis ir jogar á bola .. a minha mãe não deixou!
Tive vontade de voltar á escola .. mas o doutor não deixou!
Fechei os olhos e tentei dormir .. aquela dor não deixou!

Oh meu anjo da guarda faz-me voltar a sonhar...
Faz-me ser astronauta e voar!

O meu quarto é o meu mundo ... o ecrã é a janela!
Não choro em frente à minha mãe ... eu que gosto tanto dela!
Mas esta dor não quer desaparecer ... Vai-me levar com ela!

Oh meu anjo da guarda faz-me voltar a sonhar...
Faz-me ser astronauta e voar!

Acordar meter os pes no chão ... levantar pegar no que tens mais à mão!
Voltar a rir .. Voltar a andar .. Voltar! Voltar!

voltarei !! voltarei !! voltarei .. voltarei !!
voltarei !! voltarei !!
voltarei!! .. voltarei !!

Acordar meter os pés no chão ... levantar pegar no que tens mais à mão!
Voltar a rir .. Voltar a andar .. Voltarei!


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Aimons toujours ! Aimons encore !...

Amor es armonía, felicidad, paz, respeto, dialogo bondad, libertad y tantas cosas mas…

Entonces quien no tiene amor no tiene nada!


Que te parece?
O mejor te lo pregunto con la frase de San Agustín :

- Si quieres conocer a una persona, no lo preguntes lo que piensa sino lo que ama.

Por lo tanto hoy os propongo un amor de poema de Víctor HUGO .

Víctor-Marie Hugo, (Besanzón; 26 de febrero de 1802 – París; 22 de mayo de 1885) fue un escritor, dramaturgo, poeta, político, académico e intelectual francés, considerado como uno de los más importantes escritores románticos en lengua francesa .

Victor-Marie Hugo, né le 26 février 1802 à Besançon et mort le 22 mai 1885 à Paris, est un écrivain, dramaturge, poète, homme politique, académicien et intellectuel engagé français, considéré comme l'un des plus importants écrivains romantiques de langue française.

Victor HUGO (1802-1885)

Aimons toujours ! Aimons encore !...

Aimons toujours ! Aimons encore !
Quand l'amour s'en va, l'espoir fuit.
L'amour, c'est le cri de l'aurore,
L'amour c'est l'hymne de la nuit.

Ce que le flot dit aux rivages,
Ce que le vent dit aux vieux monts,
Ce que l'astre dit aux nuages,
C'est le mot ineffable : Aimons !

L'amour fait songer, vivre et croire.
Il a pour réchauffer le cœur,
Un rayon de plus que la gloire,
Et ce rayon c'est le bonheur !

Aime ! qu'on les loue ou les blâme,
Toujours les grand cœurs aimeront :
Joins cette jeunesse de l'âme
A la jeunesse de ton front !

Aime, afin de charmer tes heures !
Afin qu'on voie en tes beaux yeux
Des voluptés intérieures
Le sourire mystérieux !

Aimons-nous toujours davantage !
Unissons-nous mieux chaque jour.
Les arbres croissent en feuillage ;
Que notre âme croisse en amour !

Soyons le miroir et l'image !
Soyons la fleur et le parfum !
Les amants, qui, seuls sous l'ombrage,
Se sentent deux et ne sont qu'un !

Les poètes cherchent les belles.
La femme, ange aux chastes faveurs,
Aime à rafraîchir sous ses ailes
Ces grand fronts brûlants et rêveurs.

Venez à nous, beautés touchantes !
Viens à moi, toi, mon bien, ma loi !
Ange ! viens à moi quand tu chantes,
Et, quand tu pleures, viens à moi !

Nous seuls comprenons vos extases.
Car notre esprit n'est point moqueur ;
Car les poètes sont les vases
Où les femmes versent leur cœurs.

Moi qui ne cherche dans ce monde
Que la seule réalité,
Moi qui laisse fuir comme l'onde
Tout ce qui n'est que vanité,

Je préfère aux biens dont s'enivre
L'orgueil du soldat ou du roi,
L'ombre que tu fais sur mon livre
Quand ton front se penche sur moi.

Toute ambition allumée
Dans notre esprit, brasier subtil,
Tombe en cendre ou vole en fumée,
Et l'on se dit : " Qu'en reste-t-il ? "

Tout plaisir, fleur à peine éclose
Dans notre avril sombre et terni,
S'effeuille et meurt, lis, myrte ou rose,
Et l'on se dit : " C'est donc fini ! "

L'amour seul reste.
O noble femme Si tu veux dans ce vil séjour,
Garder ta foi, garder ton âme,
Garder ton Dieu, garde l'amour !

Conserve en ton cœur, sans rien craindre,
Dusses-tu pleurer et souffrir,
La flamme qui ne peut s'éteindre
Et la fleur qui ne peut mourir !

- Bueno, os he traducido algunos versos del francés al español para quien no entiende el francés y pueda por lo menos apreciar este precioso poema!


L'amour fait songer, vivre et croire.
Il a pour réchauffer le cœur,
Un rayon de plus que la gloire,
Et ce rayon c'est le bonheur !

"El amor hace a uno pensar, vivir y creer.
Tiene para calentar el corazón,
Un rayo de más que la gloria
Y ese rayo es la felicidad!


Aimons-nous toujours davantage !
Unissons-nous mieux chaque jour.
Les arbres croissent en feuillage ;
Que notre âme croisse en amour !

Amémonos siempre más!
Unámonos mejor cada día.
Los árboles crecen en el follaje
Que nuestras almas pueden crecer en el amor!

Soyons le miroir et l'image !
Soyons la fleur et le parfum !
Les amants, qui, seuls sous l'ombrage,
Se sentent deux et ne sont qu'un !

Seamos el espejo y la imagen!
Seamos la flor y el perfume!
Los amantes, que, solos en la sombra,
Se sienten dos y no son que uno!




quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Um pouco de Geologia...

As raízes da Península Ibérica têm 290 milhões de anos

A Península Ibérica sofreu muitos altos e baixos ao longo da sua história geológica. Uma equipa de investigadores acaba de revelar que há entre 310 e 290 milhões de anos atrás, houve uma série de movimentos das placas tectónicas que alteraram o panorama exterior e interior do território.


Naquela era geológica, no Carbónico, a Península ocupava o centro do que era denominado como o grande continente “Pangea”, o único que existia no planeta. Os movimentos tectónicos destruíram o manto litosférico, que está localizado entre 30 a 150 km de profundidade e levaram à formação de um novo, que é o actualmente existente.

O trabalho, em que os cientistas investiram mais de dois anos, confirma a tese mantida por um dos investigadores, Gabriel Gutiérrez Alonso, da Universidade de Salamanca, que revela a maneira como se formou a cadeia montanhosa conhecida como “Arco Ibero-Armonicano”.


Também explica a origem da grande quantidade de rochas vulcânicas, de granitos e de mineralizações associadas que são a base dos minerais metálicos do noroeste da Península Ibérica.

Para o desenvolvimento desta investigação, os geólogos serviram-se de amostras de rochas vulcânicas que poderiam ter tido a sua origem nesse manto, antes e depois dos 310 e 290 milhões de anos, rochas essas que afloram em alguns pontos da geografia ibérica. “Sabemos que esse é o momento em que se deu o processo de transformação, tanto na superfície como no interior terrestre”, salientou Gutiérrez Alonso.

As amostras das rochas vulcânicas provaram que o manto anterior ao actual formou-se há cerca de 1.000 milhões de anos atrás, enquanto que o que existe agora data de há cerca de 290 milhões de anos e substituiu quase totalmente o anterior.


Segundo estas conclusões, apurou-se que primeiro foi-se dobrando a camada superficial da crosta terrestre (a litosfera), o que mudou a forma da cadeia montanhosa “Arco Ibero-Armoricano” que, de alongada, passou a ter a forma de “ferradura”. Com estes movimentos, a litosfera tornou-se mais espessa e acabou por romper o manto que tinha por baixo. Este foi substituído por materiais do interior da Terra que, ao arrefecerem, formaram a litosfera actual.

Durante os próximos anos, este grupo de investigadores, que integram cientistas da Universidad de Salamanca, da Universidad Complutense, da St. Francis Xavier University do Canadá e da Bryan Mawr de Filadélfia, continuará a testar este modelo através de modelizações analógicas e estudos isotópicos.

Fonte: www.elmundo.es

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Os Poetas do Parque

Vamos retomar os nossos passeios pelo Parque dos Poetas com mais um vulto contemporâneo (de que muitos ainda se lembrarão!...), homem este que nos legou uma vasta obra e tem lugar de destaque na cultura e na literatura portuguesa do século XX – Vitorino Nemésio


Vitorino Nemésio (1901-1978)

Parte 1
Vitorino Nemésio Mendes Pinheiro da Silva, filho de Vitorino Gomes da Silva e Maria da Glória Mendes Pinheiro, nasceu a 19 de Dezembro de 1901, na cidade da Praia da Vitória, na Ilha Terceira, nos Açores.

É nesse arquipélago que fará os estudos primários e secundários.

Iniciou os estudos secundários no liceu de Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira, em 1912, onde cedo manifestou a sua vocação de poeta e prosador.

Colaborou em 1916 no “Eco Académico”, travando conhecimento com Jaime Brasil, seu mentor de iniciação literária e agnóstica. No mesmo ano dirigiu a “Estrela de Alva”, revista literária Ilustrada e noticiosa e publicou o seu primeiro livro de poemas “Canto Matinal”.
Não foi, no entanto, um aluno brilhante, dado que foi expulso do liceu de Angra e reprovou no 5.º ano, facto este que o levou a sentir-se incompreendido pelos professores.

Com 16 anos de idade, Nemésio desembarcou pela primeira vez na cidade da Horta, na Ilha do Faial, para se apresentar a exames como aluno externo do Liceu Nacional da Horta, tendo em 1918 concluído aí o 5º ano do liceu.

Apesar de ainda bastante novo, Nemésio chegou à Horta já imbuído de alguns ideais republicanos, pois em Angra do Heroísmo já havia participado em reuniões literárias, republicanas e anarco-sindicalistas, tendo sido influenciado pelo seu amigo Jaime Brasil, cinco anos mais velho e por outras personalidades como Luís da Silva Ribeiro, advogado, e Gervásio Lima, escritor e bibliotecário. Em 1918 o jornal “O Telégrafo” dava a notícia de que Nemésio, apesar de ser um “fedelho”, já tinha um ano antes da sua chegada à Horta enviado um exemplar do seu primeiro livro de poesia ao director de “O Telégrafo”, Manuel Emídio.

Em 1919, Vitorino Nemésio após um desaire escolar, iniciou o serviço militar como voluntário na arma de Infantaria, o que lhe proporcionou a primeira viagem a Lisboa.

Uma vez no continente, foi empregado de escritório em Lisboa e, em 1921, tornou-se redactor da “Imprensa Nacional” e de “A Pátria”, o que lhe permitiu privar com jornalistas como Norberto Lopes e Artur Portela e com dirigentes anarco-sindicalistas da CGT. Foi também um dos fundadores de “Última Hora”, precursor do “Diário de Lisboa”.

Em 1922 concluiu o liceu em Coimbra e inscreveu-se no curso de Direito onde, como revisor da Imprensa da Universidade, publicou o poema “Nave Etérea”. No ano seguinte, em que lhe morre o pai, é iniciado na Maçonaria, na loja Revolta, de Coimbra com o nome simbólico de Manuel Bernardos.

Começou também a colaborar na revista "Bizâncio", de Coimbra, e viajou para Espanha com o Orfeão Académico. Em Salamanca conheceu Miguel Unamuno, escritor e filósofo espanhol (1864-1936), intelectual republicano, e teórico do humanismo revolucionário anti franquista, com quem mais tarde trocaria correspondência.

Em 1924 abandonou o curso de Direito e matriculou se na Faculdade de Letras, em Ciências Histórico-Geográficas. Com Afonso Duarte, António de Sousa, Branquinho da Fonseca, Campos de Figueiredo e Gaspar Simões, entre outros, fundou a revista "Tríptico".


Em 1925 optou definitivamente pelo curso de Filologia Românica, tendo sido também redactor principal do jornal "Humanidade", quinzenário de Estudantes de Coimbra. Nesse jornal colaboraram, entre outros, José Régio, João Gaspar Simões e António de Sousa.

Em 1926 fundou e dirigiu com Paulo Quintela, Cal Brandão e Sílvio Lima, o jornal "Gente Nova", jornal republicano académico e, a partir de 1928, passou a colaborar na revista "Seara Nova".

Em 1930 colaborou na revista "Presença", com textos poéticos. Em Outubro desse ano transferiu-se para a Faculdade de Letras de Lisboa onde começou a pesquisa sobre Herculano que o iria ocupar até ao fim da vida.

Licenciou-se em Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 1931, com elevadas classificações e ali iniciou o magistério, leccionando Literatura Italiana e dois anos depois, Literatura Espanhola.

Em 1934 doutorou-se em Letras pela Universidade de Lisboa com a tese “A Mocidade de Herculano até à Volta do Exílio”.

Após o doutoramento, vai para França como leitor de português na Universidade de Montpellier e é então que tem oportunidade de conviver com intelectuais como KarI Vossler, Marcel Bataillon, Robert Ricard, Pierre Hourcade. Durante esta estada em Montpellier publica o livro de poemas “La Voyelle Promise” (1935) e profere algumas conferências, mais tarde reunidas no volume “Études Portugaises” (1938).

Em 1935 colaborou no jornal "O Diabo" com vários poemas.

Em 1937 fundou e dirigiu, em Coimbra, em conjunto com Alberto Serpa , a "Revista de Portugal". No mesmo ano, partiu para a Bélgica tendo leccionado na Universidade Livre de Bruxelas durante dois anos. De regresso a Portugal em 1939, lecciona de novo na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Colaborou nos "Cadernos de Poesia", na revista "Variante" e na revista "Litoral".
Em 1944 foi editada a primeira edição de "O Mau Tempo no Canal", que recebeu no ano seguinte o “Prémio Ricardo Malheiros” da Academia das Ciências.

Em 1946 iniciou a sua colaboração no jornal "Diário Popular" e na revista "Vértice".

Em 1952 viajou pela primeira vez para o Brasil, que viria a tornar-se para Nemésio um destino frequente.

Entre 1956 e 1958 foi director da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e, a partir de 1958, começou a leccionar no Brasil nas Universidades da Baía, Ceará, Rio de Janeiro, etc.).

Em 1960 interveio na reforma dos planos de estudos das Faculdades de Letras e viajou para África por causa dos cursos de extensão universitária em Luanda e Lourenço Marques.

Em 1963, torna-se sócio efectivo da Academia das Ciências de Lisboa.

Em 1965 preside à Comissão Nacional do V Centenário de Gil Vicente. Foi “doutor honoris causa” pela Universidade Paul Valery, de Montpellier e, no mesmo ano, recebeu o “Prémio Nacional de Literatura”, pelo conjunto da sua obra.

Em 1966 a Biblioteca e Arquivo Distrital de Angra comemorou os “50 Anos de Vida Literária de Vitorino Nemésio” com uma exposição bibliográfica e a realização de várias conferências.

É em 1969 que inicia uma colaboração regular na RTP com o programa "Se bem me lembro", que o imporá como figura impar em matéria de comunicação audiovisual.

Em 1970 inaugurou as comemorações do centenário da "Geração de 70" no Centro Cultural Português de Paris, da Fundação Calouste Gulbenkian.


Iniciou em 1971 a sua colaboração regular na revista "Observador" e no mesmo ano, em 12 de Dezembro, atingido pelo limite legal de idade para exercício de funções públicas, profere a sua última lição na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde ensinara durante quase quatro décadas, facto esse que deu lugar à publicação, em 1972, do seu “Limite de Idade”.

Recebe em 1974 o Prémio Montagine, da Fundação Freiherr von Stein/Friedrich von Schiller, de Hamburgo. No mesmo ano, a Livraria Bertrand lançou a primeira colectânea de estudos sobre a obra de Vitorino Nemésio.

Em 1975 colaborou na homenagem ao Prof. Aurélio Quintanilha, a quem dedicou "Limite de Idade". Em Dezembro desse ano assumiu a direcção do jornal "O Dia".

Em 1977 foi coordenador nacional do centenário de Alexandre Herculano.

Faleceu a 20 de Fevereiro de 1978, em Lisboa no Hospital da CUF, tenso sido sepultado, a seu pedido, em Coimbra. Pouco antes de morrer pediu ao filho para ser sepultado no cemitério de Santo António dos Olivais, em Coimbra, pedindo-lhe também que os sinos tocassem o “Aleluia” em vez do dobre a finados. O seu pedido foi respeitado.

Homem de letras dos mais fecundos e originais, poeta, ficcionista, ensaísta, cronista, professor e crítico literário, Vitorino Nemésio domina, com uma vasta obra de criação e de investigação, o campo da cultura e da literatura portuguesa do século XX.



Autores: Argos e Tétis

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Aurora


A poesia não é voz - é uma inflexão.
Dizer, diz tudo a prosa. No verso
nada se acrescenta a nada, somente
um jeito impalpável dá figura
ao sonho de cada um, expectativa
das formas por achar. No verso nasce
à palavra uma verdade que não acha
entre os escombros da prosa o seu caminho.
E aos homens um sentido que não há
nos gestos nem nas coisas:

voo sem pássaro dentro.

(Adolfo Casais Monteiro)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Buenos deseos


Nuestra querida amiga LUISA del blog :

http://elblusdelasencinas.blogspot.com/

ha sido victima de “Plagio”
Para animarla la deje el siguiente comentario:

Poseidón dijo...
Hola LUISA,

Lo hiciste (te defendiste) muy bien.


Aquí ES TU LUGAR! (su blog)

Gracias por hacernos DISFRUTAR con tus post que estaremos a ESPERAR..

Tú no te vas a DESANIMAR.

Besos con cariño

Ps: Te aconsejo ir a visitar el blog de LUISA, es de un contenido poético maravilloso y de paso la ánimas también.


Ese comentario mío me hizo pensar en las palabras que escribí de corazón y de repente para LUISA.

Al final es lo que queremos y deseamos siempre para el blog “Um farol Chamado Amizade”

“Que el Farol sea un LUGAR para DISFRUTAR con post para AGRADAR.
Amigos solo os pedimos ESPERAR…, siempre haremos y daremos lo mejor para PUBLICAR y que ninguno se vaya a DESANIMAR!”




terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Mireille Mathieu e Paul Anka


A série “Duetos musicais” apresenta hoje duas bonitas vozes de dois cantores consagrados a nível mundial: Mireille Mathieu e Paul Anka
Mireille Mathieu é uma famosa cantora francesa.

Nascida em Avignon, sul da França, Mireille Mathieu, a mais velha de 14 irmãos, é originária de uma família que enfrentou grandes dificuldades económicas. Herdou o talento musical do pai que, possuindo uma voz de tenor, sempre alimentou o sonho de poder cantar.

Um pouco precoce, com quatro anos Mireille já cantava na igreja e era grande admiradora de Edith Piaff, o que lhe valeu o apelido de “la vie en rose”. Com essa idade cantou pela primeira vez em público na Missa do Galo da Igreja Matriz da sua cidade.

Aos quinze anos a sua vida e da família melhorou um pouco e Mireille começou a estudar canto, ao mesmo tempo que, para subsistir, trabalhava numa fábrica de envelopes.

A 21 de Novembro de 1965, aos dezoito anos, participa num concurso de calouros, no programa “Télé Dimanche”. Embora o público tenha preferido outra candidata, para sua sorte o empresário Johnny Stark assistiu à apresentação e apostou em Mireille. Daí surge o seu primeiro disco, em 48 rotações, que vendeu mais de um milhão de cópias, contando com músicas famosas como “Mon credo”, “C’est ton nom”, “Qu’elle est belle” e “Le funambule”.

Mireille teve como mentores o maestro Paul Mauriat e o compositor André Pascal que, aproveitando a sua potência vocal, começaram a ensinar-lhe as técnicas vocais, para que tirasse o máximo partido da sua belíssima voz. Ao mesmo tempo Mireille tinha aulas de francês e de inglês, além de boas maneiras, comportamento social, como caminhar num palco, num estúdio de televisão, como dominar a distância certa de cantar ao microfone e todas as diversas técnicas necessárias ao bom desempenho de uma cantora.

Com uma carreira de ascensão meteórica, Mireille participa de programas de televisão nos Estados Unidos e apresenta-se, no ano de 1967, no Olympia, quando já era uma celebridade pública. Saudada pela imprensa como a "próxima Edith Piaf", era já bem evidente a semelhança do seu timbre de voz com o de Edith, morta poucos anos antes.

Nessa época, o Instituto Francês de Opinião Pública, após uma pesquisa junto do público, declarou Mireille Mathieu como a cantora preferida do povo francês.

Mireille tornou-se a embaixatriz da cultura francesa ao redor do mundo. Continuando ainda a ser muito requisitada, Mireille frequenta os palcos sofisticados de Monte Carlo e faz regularmente turnés pelo mundo apresentando-se no Carnegie Hall de Nova York, no “Sport Palais” do Canadá ou no “The Ice Palace” de San Petersburg.
Contando com mais de 40 anos de carreira, Mireille já vendeu mais de 150 milhões de cópias dos seus discos, gravou mais de 1200 músicas em 9 línguas e foi a primeira artista do ocidente a fazer um concerto de música popular na China.
Paul Anka é um cantor e compositor canadiano de sucesso.

Paul Anka nasceu em Otava, no Canadá, tendo em 1990 adquirido a nacionalidade americana.

De estatura pequena mas de constituição robusta, Paul começou a destacar-se no desporto, embora a sua verdadeira paixão fosse desde cedo a música.

Aos 11 anos já actuava nos “nightclubs” do Quebec, interpretando as canções dos cantores “pop” da época.

Cedo começou a fazer parte de grupos vocais e a compor canções baseadas na sua experiência pessoal. Também aprende piano e guitarra.

Uma ida a Nova Iorque do grupo musical Rover Boys, de que fazia parte, vai permitir-lhe conhecer um dos directores da ABC-Paramount que fica impressionado com o número de canções compostas por Paul e com a sua forma de as interpretar.

Em menos de um mês Paul grava o seu primeiro grande êxito “Diana”. A música, baseada num popular ritmo latino, o calipso (o “cha-cha-cha” modificado), foi gravada, entre 1957 e 1963, mais de 300 vezes em 16 países. A versão mundial da canção vendeu mais de nove milhões de cópias.

O single seguinte, a famosa "You Are My Destiny", atingiu o “Top Ten” em 1958.

Em 1959, num pequeno papel no filme “Girl’s Town”, Paul conta “Lonely Boy”, que viria a tornar-se um dos seus maiores êxitos. Seguem-se outras canções famosas que também vieram a fazer parte do “Top Ten”, "Put Your Head On My Shoulder," "It's Time To Cry," "Puppy Love," and "My Home Town".

Paul Anka compôs 12 canções que se tornaram discos de ouro. Escreveu ainda um grande número de canções para outros cantores. Destacam-se “My Way” o grande êxito na voz de Frank Sinatra, "It Doesn't Matter Anymore" interpretada por Buddy Holly pouco antes da sua morte e "She's A Lady" que ficou famosa na voz de Tom Jones.
Actualmente Paul Anka é um multimilionário devido ao sucesso do seu clube nocturno, dos direitos das suas gravações e edições e das suas duas editoras.

Paul Anka foi um caso único entre os ídolos dos anos 50 pois além de cantor foi também um compositor de sucesso.








domingo, 6 de fevereiro de 2011

Um passeio a Norte (sentido por um lisboeta)


O sol não demasiado quente empresta calor à aragem salgada e com sabor a maresia da foz do rio Minho em Caminha.
Pequenos barcos de pesca, alguns típicos e coloridos como a bateira, outros mais modernos, de fibra de vidro, repousam no chão lodoso da maré baixa servindo de poiso a gaivotas adormentadas.
No lodo, entre cabos e bóias, ostraceiros, rolas-do-mar e uma garça-branca-pequena competem por alimento num incessante movimento, indiferentes ás pessoas que caminham relativamente perto.
Em frente, na Galiza, o monte de Santa Tecla envolto em nevoeiro tem uma atmosfera misteriosa, avivando os contos de amores infelizes e naufrágios.
Mais para norte, o ferry "Santa Rita de Cássia" aguarda para fazer a travessia até La Guardia.
Seguindo pelo passeio marginal, o pinhal do Camarido atrai-nos com a sua sombra verde e por ele, rapidamente chegamos à praia de Moledo.
Mandado plantar por D. Dinis, o pinhal recebe-nos com frescura e vários caminhos serpenteantes. Momentos de relaxe e descontracção; a riqueza ambiental deste espaço é tal, que se tem tentado a todo o custo proteger certas espécies vegetais, como por exemplo as camarinheiras – "um pequeno arbusto que se desenvolve em terrenos arenosos da orla costeira e produz uma pequena baga comestível, a camarinha".
Mas o murmúrio do vento nos ramos conta-nos de outra forma a história desta planta:
Diz a lenda que El Rei D. Dinis era infiel à sua esposa. A rainha Dona Isabel seguiu-o num dos seus passeios e descobriu a verdade. O pranto foi tanto que as suas lágrimas rolaram até à areia... Daí brotaram pequenos arbustos de onde nasceram bagas, parecidas com pérolas, fazendo lembrar as lágrimas da rainha!
Será verdade? Isto segundo a lenda aconteceu em Leiria, estamos em Caminha.
Não é tão importante assim a veracidade do facto, também vivemos de sonho!
Caminhar em silêncio, usufruir ao máximo cada passo desta beleza natural e um tanto mágica.
Já se consegue ver as dunas de Moledo além, com alguma vegetação nativa como o cardo-marinho e uma planta invasora de origem africana, chamada "chorão-das-praias", de difícil controlo e nefasta para as dunas (nem tudo é perfeito).
De repente, saído do nada, um solitário moinho de vento recorda uma sentinela a guardar a praia.
O areal neste quase anoitecer é um refúgio, onde a calma e o silêncio – somente quebrado pelas ondas do mar – são a melhor terapia para revigorar corpo e mente.
Se fitarmos o mar, o nosso olhar tanto se perde na sua imensidão como se depara com a fortaleza e antigo convento da Ínsua de Santo Isidro, a cerca de duzentos metros da costa.
Esta pequena ilha foi primitivamente utilizada como local de culto (onde segundo a lenda existiria um templo erigido em honra de Saturno). Em época cristã, nela se erguia uma pequena ermida sob a invocação de Nossa Senhora da Ínsua. Posteriormente foi mosteiro e local de defesa da barra.
Actualmente ao abandono, quantas histórias guardará entre as ruínas?
No passeio junto à praia, as luzes dos candeeiros da rua acendem-se.
Já é demasiado tarde para voltar pelo mesmo caminho. Enquanto espero pelo carro que me levará de regresso ao meu destino, olho o mar agora tão escuro e de cor indefinida com pequenos apontamentos laranja de um sol escondido no horizonte.

(este texto é dedicado a uma grande amiga minha, que tal como eu adora o mar)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

El dulce sabor de una mujer exquisita

Gabriel García Márquez es un novelista, cuentista, guionista y periodista colombiano. En 1982 recibió el Premio Nobel de Literatura.

Gabriel García Márquez ha sido inextricablemente relacionado con el género literario del realismo mágico. Su obra más conocida, la novela Cien años de soledad, es considerada una de las más representativas de este género.

En 2007, la Real Academia Española y la Asociación de Academias de la Lengua Española lanzaron una edición popular conmemorativa de esta novela, por considerarla parte de los grandes clásicos hispánicos de todos los tiempos. El texto fue revisado por el propio Gabriel García Márquez.

“Para quien no ha leído aun esta novela, procúresela vale la pena
.”

Os propongo hoy este texto de G. G. M.

EL DULCE SABOR DE UNA MUJER EXQUISITA.
por Gabriel García Márquez

Una mujer exquisita no es aquella que más hombres tiene a sus pies, si no aquella que tiene uno solo que la hace realmente feliz.

Una mujer hermosa no es la más joven, ni la más flaca, ni la que tiene el cutis más terso o el cabello más llamativo, es aquella que con tan sólo una franca y abierta sonrisa y un buen consejo puede alegrarte la vida.

Una mujer valiosa no es aquella que tiene más títulos, ni más cargos académicos, es aquella que sacrifica su sueño temporalmente por hacer felices a los demás.

Una mujer exquisita no es la más ardiente (aunque si me preguntan a mí, todas las mujeres son muy ardientes...Los que estamos fuera de foco somos los hombres) sino la que vibra al hacer el amor solamente con el hombre que ama.


Una mujer interesante no es aquella que se siente halagada al ser admirada por su belleza y elegancia, es aquella mujer firme de carácter que puede decir NO.

Y un HOMBRE....UN HOMBRE EXQUISITO es aquel que valora a una mujer así.....Que se siente orgulloso de tenerla como compañera....
Que sabe tocarla como un músico virtuosísimo toca su amado instrumento... Que lucha a su lado compartiendo todos sus roles, desde lavar platos y atender tripones, hasta devolverle los masajes y cuidados que ella le prodigó antes...

La verdad, compañeros hombres, es que las mujeres en eso de ser 'Muy machas' nos llevan gran recorrido...
¡Qué tontos hemos sido y somos cuando valoramos el regalo solamente por la vistosidad de su empaque...

¡Tonto y mil veces tonto el hombre que come mierda en la calle, teniendo un exquisito manjar en casa!'

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Tema de Lara

Quero hoje convosco partilhar o belo e célebre Tema de Lara (Lara’s theme), composto por Maurice Jarre para o filme Doutor Jivago (Doctor Zhivago).

Baseado no romance homónimo de Boris Pasternak, Doutor Jivago conta a história de Yuri Zhivago (interpretado por Omar Sharif), um jovem médico e poeta aristocrático que vive dividido entre dois amores, a esposa Tania (protagonizada por Geraldine Chaplin) e uma enfermeira plebeia de nome Lara (interpretada por Julie Christie).

Toda a história tem como pano de fundo a Revolução Russa de 1917.

A visão poética de David Lean, o director do filme, oferece-nos imagens inesquecíveis que, aliadas à bela trilha sonora e ao desempenho magnífico dos actores, granjearam a este filme vários óscares, globos de ouro, “grammies” e outros prémios em diversos festivais de cinema.


sábado, 29 de janeiro de 2011

Hoje, o convidado do Farol é...


La mirada sencilla

Nuestro blog convidado de hoy es “La mirada sencilla” de nuestra amiga Estrella Altaír, de Castilla, España.
Estrella Altaír nos invita a su blog describiéndolo con todo lo que la gusta que es, entre otras cosas :
“Todo aquello relacionados con aprender y mejorar cada día, siendo feliz en cada minuto, cada instante y cada segundo.
Y sobre todo la observación y el disfrute de la naturaleza.”

Estrella nos dice que lo hace “con una mirada sencilla que es por lo visto tremendamente eficaz total y completa“
Podrás ver como nuestra amiga es apasionada por tratar temas como:
Valores, Sentimientos, Política, Poesía, Filosofía, Psicología, Naturaleza, etc..
Te aconsejamos visitar este bello lugar muy acogedor. Seguro te quedarás algún rato disfrutando de lo lindo por su bello contenido poético, filosófico y de valores auténticos.
A nuestra amiga Estrella Altaír atribuimos este Diploma al Mérito por el importante papel que su blog desempeña en la blogosfera.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Mãe


Completas hoje cinquenta e cinco anos de vida. E há quase trinta e três que és minha.

“MÃE”

Que significa realmente este termo?
Uma palavra mínima, m-a -e, demasiado pequena para tanto sentimento.

Que és para mim? És tudo e tentar traduzir “tudo” por palavras é reduzir o seu conteúdo, por outro lado, “tudo” não cabe em vocábulos.

Não serás porventura a melhor mãe do mundo, mas eu também não sou o melhor filho do mundo!
Não serás a mais bela das mães, mas quando sorris iluminas a minha vida.
Não serás a mais perseverante das mães, mas obrigaste-me (e obrigas) a seguir em frente.
Não serás a mais forte das mães, mas foram as tuas mãos que não me deixaram cair, nunca.
Não serás a mais meiga das mães, mas foste tu quem me abraçou e me fez sentir protegido.
Não serás a maior das mães, mas enches o meu mundo.
Não precisas de ser perfeita, basta que sejas minha e nem imaginas o orgulho e o calor que sinto dentro de mim.
Que és para mim? És serenidade. És o meu porto de abrigo. És amor. És uma mãe que nunca desistiu.
Parabéns por este dia, desejo-te as maiores felicidades e que continues a ser sempre “simplesmente mãe”.

Um abraço deste filho que tanto te ama e não sabe dizê-lo.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O Relógio do Coração


O Relógio do Coração

Há tempos em nossa vida

que contam de forma diferente.

Há semanas que duraram anos,

como há anos

que não contaram um dia.


Há paixões que foram eternas,

como há amigos

que passaram céleres,

apesar de o calendário mostrar

que ficaram por anos

em nossas agendas.


Há amores não realizados

que deixaram olhares de meses,

e beijos e abraços não dados

que até hoje

esperam o desfecho.


Há trabalhos

que tomaram décadas

de nosso tempo na Terra,

mas que nossa memória insiste

em contá-los como semanas.


E há casamentos que,

ao olharmos para trás,

mal preenchem

os feriados da folhinha.


Há tristezas

que nos paralisaram por meses,

mas que hoje,

passados os dias difíceis,

mal guardamos

a lembrança de horas.


Há eventos que marcaram,

e que duram para sempre:

o nascimento do filho,

a morte da avó,

a viagem inesquecível,

o êxtase do sonho realizado.


Estes têm a duração

que nos ensina o significado

da palavra “eternidade”.


Já viajei para a mesma cidade

uma centena de vezes,

e na maioria das viagens

o tempo do percurso

foi (quase) o mesmo.


Mas conforme meu espírito,

houve viagem

que não teve fim até hoje,

como há também o percurso

que nem me lembro de ter feito,

tão feliz estava eu na ocasião.


O relógio do coração,

hoje descubro,

bate em freqüência diversa

daquele que carrego no pulso.

Marca um tempo diferente,

o das emoções que perduram

e que mostram

o verdadeiro tempo

da existência da gente.


Por este relógio,

velhice é coisa de quem

não conseguiu esticar o tempo

que temos no mundo.

É olhar as rugas...

e não perceber a maturidade

e a experiência adquiridas.

É pensar antes

naquilo que não foi feito,

ao invés de se alegrar e sorrir

com as lembranças do que viveu.


Pense nisso.

Consulte sempre

o relógio do coração!

É ele que lhe mostrará

o verdadeiro tempo da vida...

“A vida é o dever

que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê

perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.

Se me fosse dada outra oportunidade,

Eu nem olharia o relógio...


...Seguiria sempre em frente

e iria jogando pelo caminho

a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente

e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer

algo de que gosta

devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado

por puro medo de ser feliz:

A única falta que sentirás

será a desse tempo, que infelizmente, jamais voltará!”


Mário Quintana (O tempo)


Pense Nisso..

Viva o tempo do Seu coração

E Seja Feliz!



domingo, 23 de janeiro de 2011

Ajoite

Retomando a série “Gemas-Cristais-Minerais…”, apresento-vos hoje a Ajoite, uma gema praticamente quase extincta mas de que se conhecem ainda alguns exemplares bastante belos.


***** *** *****

A Ajoite é uma das mais difíceis gemas de se obter. Na verdade, é tão rara que está praticamente limitada aos coleccionadores que disponham de recursos financeiros para poderem pagar o seu alto preço.

Uma das razões pela qual a Ajoite é tão rara prende-se com o facto de que durante muito tempo e logo após ter sido descoberta pela tribo índia dos Papago, ser identificada erradamente como uma outra gema.


Ninguém sabe ao certo quando foi descoberta pela primeira vez esta pedra, apenas se sabe que até aos anos 60 a única ocorrência conhecida era na zona chamada Ajo, no estado do Arizona. É esse lugar que está na origem do seu nome.

Foi mais tarde encontrada uma outra ocorrência na África do Sul, numa mina de cobre, numa região chamada de Messina, a norte do Transval. Aqui a Ajoite aparecia quase sempre associada a outros minerais como a Hematite, a Limonite e a Papagoite. Mas, apesar de ter sido explorada nessa mina durante mais de 30 anos, em 1992 a mina teve de ser fechada devido às suas más condições de exploração, pela perigosidade que os seus túneis apresentavam. Foi então dinamitada e fechada com cimento para nunca poder ser aberta.

Uma outra pequena ocorrência de Ajoite foi descoberta no Zimbabué, também actualmente esgotada e encerrada.

Não havendo exploração de Ajoite há cerca de 20 anos, desta gema rara e requintada apenas se poderão encontrar no mercado o que resta da exploração das duas minas africanas e o que eventualmente possa ter sido retirado do Arizona. Dentro em breve a Ajoite corre o risco de ser considerado um mineral “extincto”.

Embora muitas vezes a Ajoite seja classificada como um silicato de mineral de cobre, um filossilicato, esta classificação é bastante questionável dado que a sua verdadeira estrutura permanece ainda desconhecida.

É um mineral secundário à base de cobre que se forma a partir da oxidação de outros minerais de cobre secundários. Encontra-se em inclusões em cristais de quartzo, sob a forma de espécimes de microcristais. Os pequenos cristais prismáticos são muitas vezes dispostos em tufos de cor azul-esverdeada, semelhante à da água-marinha. Outros apresentam manchas de azul turquesa intenso dentro das formações de cristal de quartzo. Algumas variedades de Ajoite aparecem ainda em tons de turquesa suave difundidos por todo o cristal.
Variando entre o verde claro, o azul intenso e turquesa e o a azul celeste, a Ajoite tornou-se popular pelas suas bonitas tonalidades de azul.

Embora altamente valorizada pela sua cor e pela rara beleza, existem muito poucas jóias feitas com esta gema.

Sendo uma gema muito apreciada pelos coleccionadores por ser considerada rara e pouco usada como ornamento, a Ajoite é contudo muito conceituada pelas suas diversas qualidades metafísicas. Estas qualidades, das mais fortes que podem ser encontradas numa gema, fazem com que a Ajoite seja muito popular e procurada, hoje em dia, pelas suas propriedades curativas.

Ajoite é considerada uma pedra da paz, da cura, da harmonia e do fortalecimento. Acredita-se que têm o poder de mudar a energia negativa em algo positivo.

Acredita-se também que é útil para ajudar a curar feridas profundas e antigas, bem como em fortalecer a confiança interna e aumentar o amor.

Muitos acreditam que esta pedra tem a capacidade de ajudar a alcançar o divino, bem como uma fortíssima energia feminina que faz a ligação com a Mãe-Terra, o que ajuda a compreender o nosso lugar no plano físico da Terra. É por vezes referida como uma "pedra-anjo” porque se acredita que pode abrir linhas de comunicação com os guias angelicais.


Aqueles que meditam regularmente com a Ajoite dizem que tanto pode provocar a alegria como a tristeza, porque desencadeia emoções fortes.

Esta gema é sinónimo de beleza interior e exterior, inspira e eleva, alimenta e provoca emoções àqueles que a possuem. Actuando sobre o chacra do coração, a Ajoite acalma o espírito perturbado, liberta a alma do sofrimento e ajuda a ultrapassar a raiva e o medo, proporcionando um sentimento de paz interior. É um bom auxiliar da concentração.

Além disso, acredita-se que a Ajoite pode ajudar na tomada de decisões, afastando os obstáculos e as barreiras.

A Ajoite possui também propriedades de cura física. Acredita-se que consegue equilibrar as hormonas e certas substâncias químicas do cérebro que, por vezes, podem levar à depressão ou outros extremos emocionais.

Acredita-se igualmente que pode ajudar a fortalecer e a equilibrar o sangue, afastando ou curando doenças como a anemia, bem como defender o corpo dos vírus.
A Ajoite é a gema que corresponde ao signo astrológico Virgem.
A Ajoite está ligada ao número 6.