Recordando a bela canção Cuando calienta el sol, editada
em 1961 e que viria a tornar-se famosa na interpretação do trio cubano Los
Hermanos Rigual, formado por Pedro, Carlos e Mario Rigual.
Interpretada e com notáveis gravações por muitos e variados
cantores, desde a Europa à América, vamos hoje recordá-la na sua versão
original, de 1962, de Los Hermanos Rigual.
Esta é uma simples e singela homenagem
a José Afonso, figura incontornável na história da música portuguesa e que, se
infelizmente não nos tivesse deixado tão cedo, teria completado no passado dia
2 o seu 90º aniversário.
"No
panorama artístico, social, político, cultural, não foi, José Afonso, um homem
qualquer. Pertencerá sem dúvida aquele número reduzido dos que, pelas suas
obras, se vão “da lei da morte libertando”.
Para
ser grande bastava-lhe a voz. Límpida e jovem voz que ecoou nas escadarias da
velha Academia de Coimbra. Voz madura de Maio, voz de um povo sofrido, voz de
denúncia, voz de inquietude. Voz sinete da revolução de Abril!
Para
ser grande bastavam-lhe as palavras. Palavras de reflexão, de um pensamento
atento e generoso, palavras em poemas, musicados ou não. Palavras irónicas,
duras ou doces, enigmáticas ou mordazes. Palavras cheias. Cortantes, moendo,
denunciando. Trazendo o conforto que nos faz falta, sendo alarme e esperança.
Para
ser grande bastava-lhe a música, o trinado da guitarra e da viola, o
som dos ferrinhos e do adufe, dos instrumentos em harmonia ou
desafiando-se. Bastava a recuperação das raízes musicais, as influências das
terras por onde andou, das Beiras ao Algarve, de África ao Alentejo, todas as
sonoridades que o seu ser andarilho foi captando para nos dar canções de grande
riqueza musical, inovação e originalidade.
Para
ser grande bastava-lhe ser homem.
Um
homem inteiro, vara aprumada, ainda que por dentro vergasse na inquietude
própria de um ser desassossegado e sedento de verdade e justiça. Homem do lado
certo da história, da resistência junto a tantos outros, na
longa noite fascista. Irmão dos oprimidos, dos desterrados, das mulheres da
erva, dos homens que ardem por uma ideia. Fraterno, simples, independente! De
braços abertos numa mesa sempre posta, punhos cerrados quando havia
um camarada à sua espera.
Para
ser enorme bastou-lhe a utopia. Essa utopia presente na ondulação do seu canto,
na atitude perante a vida. Que outros agarraram e colocaram nas lides
clandestinas, nos canos das espingardas, nas escolas e fábricas, nos campos e
nas ruas. A utopia de construir a cidade de “gente igual por dentro e gente
igual por fora” onde o povo seja sempre aquele que mais ordena(...)"
Extracto de texto, publicado pela AJA
(Associação José Afonso), aquando do lançamento da Petição para a classificação
da obra de José Afonso de interesse nacional. Esta Petição, que contou com 11.400
assinaturas, foi entregue no Ministério da Cultura no passado dia 2 de Agosto,
data em que José Afonso completaria 90 anos.
Do
último concerto que deu no Coliseu de Lisboa, quatro anos antes de falecer (a
23 de Fevereiro de 1987) e já notoriamente debilitado, escolhemos a “Balada de
Outono”, cujo refrão soará como uma premonição a todos que na altura o
acompanharam:
Recordamos hoje Frank Sinatra
(1915-1998), o cantor, actor e produtor norte-americano, um músico recordista
de vendas com mais de 150 milhões de cópias e um dos artistas musicais mais
populares e influentes do século XX.
Strangers in the Night, canção de 1966 composta por Charles
Singleton, Eddie Snyder e Bert Kaempfert, foi a canção escolhida que vamos
ouvir e que na voz de Frank Sinatra alcançou a posição 1 da Billboard Hot 100 e
da Billboard Easy Listening e também 1 da UK Singles Chart.
Recordamos
hoje Scott McKenzie (1939-2012), o cantor e compositor norte-americano que se
tornou mundialmente conhecido com a canção San Francisco (Be Sure to Wear Some
Flowers in Your Hair).
Sobre o
estrondoso sucesso desta canção deixamos Scott McKenzir explicá-lo com as suas
próprias palavras:
“Quando San
Francisco foi lançada na Primavera de 1967, o meu país vivia um caos. Além de
sofrimentos por assassinatos políticos, estávamos amargamente divididos pela
escalada da Guerra do Vietmane e sangrando por actos internos de violência e
ódio, muitos deles como reacção a pacíficos protestos e demonstrações pelos
direitos civis. Mesmo quando tantos de nós já havíamos perdido a esperança,
quando o Verão do Amor já estava a transformar-se num Inverno de Desespero, a
nossa música ajudou-nos a manter-nos vivos e a seguirmos em frente num mundo
que ainda tinhamos esperança de mudar. Ainda hoje ela faz isso...”
...*****...
San
Francisco (Be Sure to Wear Flowers in Your Hair)
If you're going to San
Francisco
Be sure to wear some flowers in your hair
If you're going to San Francisco
You're gonna meet some gentle people there
For those who come to San
Francisco
Summertime will be a love-in there
In the streets of San Francisco
Gentle people with flowers in their hair
All across the nation
Such a strange vibration
People in motion
There's a whole generation
With a new explanation
People in motion
People in motion
For those who come to San
Francisco
Be sure to wear some flowers in your hair
If you come to San Francisco
Summertime will be a love-in there
If you
come to San Francisco
Summertime will be a love-in there
Tal día como
hoy un 2 de Octubre pero de 1869 nació Mohandas Karamchand Gandhi más conocido
en todo el mundo como Mahatma Gandhi, político, pensador, abogado y líder de la
independencia de La India.
Gandhi fue el
principal líder social y político que ha tenido La India antes y después de su
independencia; asesinado en 1948 constituye uno de los personajes más
importantes del siglo XX y gran referente moral para aquellos que se piensan
que por la paz no se puede conseguir los fines que uno se proponga…
Frases para recordar a Gandhi
"El amor
es la fuerza más humilde, pero la más poderosa de la cual dispone el
mundo."
"Vive como si fueras a
morir mañana. Aprende como si fueras a vivir siempre."
"Sé el cambio que
quieres ver en el mundo."
"La felicidad está en
lo que piensas, lo que dices y lo que haces cuando se encuentra en
armonía."
"No hay camino hacia la
paz, la paz es el camino."
"No hay de barrera que
el amor no pueda romper."
"Nuestra recompensa se
encuentra en el esfuerzo y no en el resultado. Un esfuerzo total es una victoria completa"
"Perdonar es el valor
de los valientes. Solamente aquel que es bastante fuerte para perdonar una
ofensa, sabe amar.
Recordamos hoje Otis Redding
(1941-1967), o cantor de soul
norte-americano, apelidado de “The King of Soul” e considerado, pela revista de
referência Rolling Stone, o 8º maior
cantor e o 21º maior artista de todos os tempos.
Com um futuro promissor, Otis
Redding perdeu a vida precocemente num desastre aéreo, contava apenas 26 anos
de idade.
Vamos escutá-lo num dos seus grandes
sucessos póstumo “(Sittin’ On) the Dock of the Bay”, de cuja letra também é
autor.
... *** ...
(Sittin' On) The
Dock of the Bay
Sittin' in the mornin' sun
I'll be sittin' when the evenin' comes
Watchin' the ships roll in
Then I watch 'em roll away again
I'm sittin' on the dock of the bay
Watchin' the tide, roll away
I'm sittin' on the dock of the bay
Wastin' time
I left my home in Georgia
And I headed for the Frisco Bay
'Cause I've got nothin' to live for
Looks like nothin's gonna come my way, so
I'm just come sittin' on the dock of the bay
Watchin' the tide roll away
I'm sittin' on the dock of the bay, wastin' time
Looks like nothin's gonna change
Everything seems to stay the same
I can't do what ten people tell me to do
So I guess I'll remain the same
I'm sittin' here restin' my bones
And this loneliness won't leave me alone
This two thousand miles I roamed
Just to make this dock my home
Now I'm just sittin' on the dock of the bay
Watchin' the
tide roll away
Sittin' on the dock of the bay
I'm wastin' time
Conhecida por sucessos como Respect e (You
make me feel like) a natural woman, era considerada uma das melhores
cantoras de todos os tempos.
É
frequente a imprensa entusiasmar-se e chamar a esta ou àquela estrela em
ascensão no espaço mediático, seja no top de vendas seja fora dele, princesa
disto e rei daquilo. Mas quando de trata de alguém com o talento de Aretha
Franklin, não há exagero algum em usar a expressão rainha da soul. Escreva-se,
por isso, que esta quinta-feira morreu a rainha da soul. Tinha 76 anos. A
notícia foi avançada pela Associated Press, citando a agente da cantora.
Na
segunda-feira, a agência de notícias Associated Press tinha já garantido que
Aretha Franklin estava “seriamente doente”, citando uma fonte próxima e sem
avançar quaisquer pormenores.
Desde 2010, ano em que lhe foi diagnosticado um cancro no
pâncreas, que o estado de saúde de Franklin enfrentava altos e baixos, escrevia
o diário britânico The
Guardian. Depois de uma operação, a cantora foi sujeita a uma série
de tratamentos que a fizeram perder muitos quilos, mas continuou a dar
concertos.
No ano passado, mais debilitada, Franklin anunciou que se
retirava dos palcos, embora mantivesse o seu trabalho de estúdios e estivesse
disponível para uma ou outra actuação em eventos especiais. Foi o que aconteceu
em Novembro, numa gala em que se celebravam os 25 anos da fundação de Elton
John de luta contra a sida. Franklin fechou a noite em Nova Iorque com uma
colecção de canções que incluiu I
say a little prayer e Freeway.
No mesmo mês lançou aquele que é, à data, o seu último álbum — A Brand New Me. Ficar em
casa sem fazer nada, dizia, não estava nos seus planos.
Já este ano, e por ordem médica, cancelara duas destas actuações
especiais: em Março, em Newark, na festa do seu 76.º aniversário; e em Abril,
no New Orleans Jazz and Heritage Festival.
Com uma carreira com seis décadas que inclui 18 Grammys e
sucessos como Respect, (You make me feel like) a natural
woman, I
say a little prayer, Think e Chain of Fools,
Aretha Franklin ficou também conhecida pelo seu activismo na defesa dos
direitos civis. Em 1968 cantou no funeral de Martin Luther King, ícone da luta
pela igualdade racial nos Estados Unidos, e em 2009 na tomada de posse de
Barack Obama, o primeiro afro-americano a chegar a Presidente dos EUA. Obama
dizia-se, aliás, um dos seus maiores fãs, e em 2015 foi dos que mais se comoveu
com a actuação surpresa da cantora na gala anual do Kennedy Center.
Intérprete de excepção
do gospel, do R&B e da soul, Franklin foi, em 1987, a primeira mulher a
entrar no Rock & Roll Hall of Fame.
“Não creio que tenha
conhecido alguém que possua um instrumento como o dela e que tenha um
background tão rigoroso no gospel, no blues e no vocabulário essencial da
música negra”, disse sobre Aretha Franklin Ahmet Ertegun, co-fundador da
Atlantic Records, editora em que gravou muitas das suas melhores canções. “Ela
foi abençoada com uma extraordinária combinação de uma sofisticação urbana
notável com aquele feeling profundo
do blues… O resultado é, talvez, a melhor cantora dos nossos tempos.”
Em 2008, a Rolling
Stone, uma das revistas mais respeitadas na área da música,
publicou a lista das 50 melhores vocalistas de sempre – Aretha Franklin ocupava
o primeiro lugar, resultado da votação de um painel composto por 180
especialistas.
Na entrada que sobre ela se escreveu nesse número dedicado às
Melhores cantoras de todos os tempos podia ler-se: “Aretha é um presente de
Deus. Quando se trata de dizer alguma coisa através de uma canção, não há
ninguém como ela. Ela é a razão que leva as mulheres a querem cantar.”
Hoje recordamos Amália Rodrigues numa magnífica interpretação do belo poema de Alexandre O'Neill - Gaivota - musicado pelo famoso compositor Alain Oulman.
... *** ...
Gaivota
Se uma gaivota viesse trazer-me o céu de Lisboa no desenho que fizesse, nesse céu onde o olhar é uma asa que não voa, esmorece e cai no mar.
Que perfeito coração no meu peito bateria, meu amor na tua mão, nessa mão onde cabia perfeito o meu coração.
Se um português marinheiro, dos sete mares andarilho, fosse quem sabe o primeiro a contar-me o que inventasse, se um olhar de novo brilho no meu olhar se enlaçasse.
Que perfeito coração no meu peito bateria, meu amor na tua mão, nessa mão onde cabia perfeito o meu coração.
Se ao dizer adeus à vida as aves todas do céu, me dessem na despedida o teu olhar derradeiro, esse olhar que era só teu, amor que foste o primeiro.
Que perfeito coração no meu peito morreria, meu amor na tua mão, nessa mão onde perfeito bateu o meu coração.
Recordamos
hoje Bee Gees, a banda mais popular dos anos 70. Formada em 1958 pelos irmãos
Barry, Robin e Maurice Gibb, a banda acumulou sucessos desde 1966 até o início
da década de 2010, estando entre os maiores vendedores de discos de todos os
tempos. Estima-se que tenha até hoje vendido mais de 200 milhões de discos em
todo o mundo.
E
para escutar e apreciar as suas inconfundíveis vozes, um dos seus grandes
êxitos – Don’t forget to remember – composta em 1969 por Barry e Maurice Gibb.
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Don't forget to remember
Oh my heart won’t believe that you have left me
I keep telling myself that it's true
I can get over anything you want my love
But I can't get myself over you
Don't forget to remember me
And the love that used to be
I still remember you
I love you
In my heart lies a memory to tell the stars above
Don't forget to remember me my love
On my wall lies a photograph of you girl
Though I try to forget you somehow
You’re the mirror of my soul so take me out of my hole
Let me try to go on living right now
Don't forget to remember me
And the love that used to be
I still remember you
I love you
In my heart lies a memory to tell the stars above
Don't forget to remember me my love
(Lisboa, 24 de Outubro
de 1939/Barcelona, 16 de Janeiro de 2018)
Vamos hoje recordar e
ao mesmo tempo prestar uma merecida homenagem a Madalena Iglésias, a “raínha da
rádio” e uma das figuras mais populares do nacional-cançonetismo dos anos 60, que faleceu
no passado dia 16 de Janeiro numa clínica em Barcelona, cidade onde há vários
anos residia.
Madalena Iglésias
ficará para todo o sempre na memória dos portugueses pela canção “Ele e Ela”
com que venceu o Festival da Canção em 1966 e que, pelo sucesso alcançado, foi
editada na versão espanhola “Él y Ella” na França, Espanha e Holanda.
Além da canção “Ele e Ela” vamos também deixar-vos com
a sua bela interpretação da linda canção “Lisboa”, um tributo à cidade que a
viu nascer.