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segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Recordando... Los Hermanos Rigual

 

Recordando a bela canção Cuando calienta el sol, editada em 1961 e que viria a tornar-se famosa na interpretação do trio cubano Los Hermanos Rigual, formado por Pedro, Carlos e Mario Rigual.

Interpretada e com notáveis gravações por muitos e variados cantores, desde a Europa à América, vamos hoje recordá-la na sua versão original, de 1962, de Los Hermanos Rigual.



Cuando calienta el sol

Amor, estoy solo aqui en la playa,

es el sol quien me acompaña

Y me quema, y me quema, y me quema

 

Cuando calienta el sol

aqui en la playa

Siento tu cuerpo vibrar

cerca de mi

es tu palpitar

es tu cara

es tu pelo

son tus besos

 

Me estremezco, oh, oh, oh.

Cuando calienta el sol

aqui en la playa

siento tu cuerpo vibrar

cerca de mi

es tu palpitar

tu recuerdo

mi locura

mi delirio

me estremezco,oh,oh,oh

cuando calienta el sol.



domingo, 4 de agosto de 2019

Tributo a José Afonso



Esta é uma simples e singela homenagem a José Afonso, figura incontornável na história da música portuguesa e que, se infelizmente não nos tivesse deixado tão cedo, teria completado no passado dia 2 o seu 90º aniversário.


"No panorama artístico, social, político, cultural, não foi, José Afonso, um homem qualquer. Pertencerá sem dúvida aquele número reduzido dos que, pelas suas obras, se vão “da lei da morte libertando”.

Para ser grande bastava-lhe a voz. Límpida e jovem voz que ecoou nas escadarias da velha Academia de Coimbra. Voz madura de Maio, voz de um povo sofrido, voz de denúncia, voz de inquietude. Voz sinete da revolução de Abril!

Para ser grande bastavam-lhe as palavras. Palavras de reflexão, de um pensamento atento e generoso, palavras em poemas, musicados ou não. Palavras irónicas, duras ou doces, enigmáticas ou mordazes. Palavras cheias. Cortantes, moendo, denunciando. Trazendo o conforto que nos faz falta, sendo alarme e esperança.

Para ser grande bastava-lhe a música, o trinado da guitarra e da viola, o som dos ferrinhos e do adufe, dos instrumentos em harmonia ou desafiando-se. Bastava a recuperação das raízes musicais, as influências das terras por onde andou, das Beiras ao Algarve, de África ao Alentejo, todas as sonoridades que o seu ser andarilho foi captando para nos dar canções de grande riqueza musical, inovação e originalidade.
Para ser grande bastava-lhe ser homem.

Um homem inteiro, vara aprumada, ainda que por dentro vergasse na inquietude própria de um ser desassossegado e sedento de verdade e justiça. Homem do lado certo da história, da resistência junto a tantos outros, na longa noite fascista. Irmão dos oprimidos, dos desterrados, das mulheres da erva, dos homens que ardem por uma ideia. Fraterno, simples, independente! De braços abertos numa mesa sempre posta, punhos cerrados quando havia um camarada à sua espera.

Para ser enorme bastou-lhe a utopia. Essa utopia presente na ondulação do seu canto, na atitude perante a vida. Que outros agarraram e colocaram nas lides clandestinas, nos canos das espingardas, nas escolas e fábricas, nos campos e nas ruas. A utopia de construir a cidade de “gente igual por dentro e gente igual por fora” onde o povo seja sempre aquele que mais ordena(...)"

Extracto de texto, publicado pela AJA (Associação José Afonso), aquando do lançamento da Petição para a classificação da obra de José Afonso de interesse nacional. Esta Petição, que contou com 11.400 assinaturas, foi entregue no Ministério da Cultura no passado dia 2 de Agosto, data em que José Afonso completaria 90 anos.



Do último concerto que deu no Coliseu de Lisboa, quatro anos antes de falecer (a 23 de Fevereiro de 1987) e já notoriamente debilitado, escolhemos a “Balada de Outono”, cujo refrão soará como uma premonição a todos que na altura o acompanharam:

Balada de Outono

Águas passadas do rio
Meu sono vazio
Não vão acordar
Águas das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto a cantar

Rios que vão dar ao mar
Deixem meus olhos secar
Águas das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto A cantar

Águas do rio correndo
Poentes morrendo
P'ras bandas do mar
Águas das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto A cantar

Rios que vão dar ao mar
Deixem meus olhos secar
Águas das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto A cantar


domingo, 16 de junho de 2019

Recordando... Frank Sinatra



Recordamos hoje Frank Sinatra (1915-1998), o cantor, actor e produtor norte-americano, um músico recordista de vendas com mais de 150 milhões de cópias e um dos artistas musicais mais populares e influentes do século XX.

Strangers in the Night, canção de 1966 composta por Charles Singleton, Eddie Snyder e Bert Kaempfert, foi a canção escolhida que vamos ouvir e que na voz de Frank Sinatra alcançou a posição 1 da Billboard Hot 100 e da Billboard Easy Listening e também 1 da UK Singles Chart.


*** +++ ***

Strangers in the Night


Strangers in the night exchanging glances
Wondering in the night
What were the chances we'd be sharing love
Before the night was through

Something in your eyes was so inviting
Something in your smile was so exciting
Something in my heart
Told me I must have you

Strangers in the night, two lonely people
We were strangers in the night
Up to the moment
When we said our first hello
Little did we know
Love was just a glance away
A warm embracing dance away and

Ever since that night we've been together
Lovers at first sight, in love forever
It turned all right
For strangers in the night


quarta-feira, 22 de maio de 2019

Maio


Maio, Maduro Maio

Maio maduro Maio
Quem te pintou
Quem te quebrou o encanto
Nunca te amou
Raiava o Sol já no Sul
E uma falua vinha
Lá de Istambul

Sempre depois da sesta
Chamando as flores
Era o dia da festa
Maio de amores
Era o dia de cantar
E uma falua andava
Ao longe a varar

Maio com meu amigo
Quem dera já
Sempre depois do trigo
Se cantará
Qu'importa a fúria do mar
Que a voz não te esmoreça
Vamos lutar

Numa rua comprida
El-rei pastor
Vende o soro da vida
Que mata a dor
Venham ver, Maio nasceu
Que a voz não te esmoreça
A turba rompeu

(Letra, Música e interpretação de José Afonso; Arranjo e Direcção Musical de José Mário Branco)


terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Recordando... Scott McKenzie



Recordamos hoje Scott McKenzie (1939-2012), o cantor e compositor norte-americano que se tornou mundialmente conhecido com a canção San Francisco (Be Sure to Wear Some Flowers in Your Hair).

Sobre o estrondoso sucesso desta canção deixamos Scott McKenzir explicá-lo com as suas próprias palavras:

“Quando San Francisco foi lançada na Primavera de 1967, o meu país vivia um caos. Além de sofrimentos por assassinatos políticos, estávamos amargamente divididos pela escalada da Guerra do Vietmane e sangrando por actos internos de violência e ódio, muitos deles como reacção a pacíficos protestos e demonstrações pelos direitos civis. Mesmo quando tantos de nós já havíamos perdido a esperança, quando o Verão do Amor já estava a transformar-se num Inverno de Desespero, a nossa música ajudou-nos a manter-nos vivos e a seguirmos em frente num mundo que ainda tinhamos esperança de mudar. Ainda hoje ela faz isso...”

...*****...

San Francisco (Be Sure to Wear Flowers in Your Hair)

If you're going to San Francisco
Be sure to wear some flowers in your hair
If you're going to San Francisco
You're gonna meet some gentle people there
For those who come to San Francisco
Summertime will be a love-in there
In the streets of San Francisco
Gentle people with flowers in their hair
All across the nation
Such a strange vibration
People in motion
There's a whole generation
With a new explanation
People in motion
People in motion
For those who come to San Francisco
Be sure to wear some flowers in your hair
If you come to San Francisco
Summertime will be a love-in there
If you come to San Francisco
Summertime will be a love-in there

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Aniversario del nacimiento de Mahatma Gandhi..


Tal día como hoy un 2 de Octubre pero de 1869 nació Mohandas Karamchand Gandhi más conocido en todo el mundo como Mahatma Gandhi, político, pensador, abogado y líder de la independencia de La India.

Gandhi fue el principal líder social y político que ha tenido La India antes y después de su independencia; asesinado en 1948 constituye uno de los personajes más importantes del siglo XX y gran referente moral para aquellos que se piensan que por la paz no se puede conseguir los fines que uno se proponga…

Frases para recordar a Gandhi

"El amor es la fuerza más humilde, pero la más poderosa de la cual dispone el mundo."
"Vive como si fueras a morir mañana. Aprende como si fueras a vivir siempre."
"Sé el cambio que quieres ver en el mundo."
"La felicidad está en lo que piensas, lo que dices y lo que haces cuando se encuentra en armonía."
"No hay camino hacia la paz, la paz es el camino."
"No hay de barrera que el amor no pueda romper."
"Nuestra recompensa se encuentra en el esfuerzo y no en el resultado. Un esfuerzo total es una victoria completa"
"Perdonar es el valor de los valientes. Solamente aquel que es bastante fuerte para perdonar una ofensa, sabe amar.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Recordando... Otis Redding



Recordamos hoje Otis Redding (1941-1967), o cantor de soul norte-americano, apelidado de “The King of Soul” e considerado, pela revista de referência Rolling Stone, o 8º maior cantor e o 21º maior artista de todos os tempos.

Com um futuro promissor, Otis Redding perdeu a vida precocemente num desastre aéreo, contava apenas 26 anos de idade.

Vamos escutá-lo num dos seus grandes sucessos póstumo “(Sittin’ On) the Dock of the Bay”, de cuja letra também é autor.

... *** ...

(Sittin' On) The Dock of the Bay

Sittin' in the mornin' sun
I'll be sittin' when the evenin' comes
Watchin' the ships roll in
Then I watch 'em roll away again
I'm sittin' on the dock of the bay
Watchin' the tide, roll away
I'm sittin' on the dock of the bay
Wastin' time
I left my home in Georgia
And I headed for the Frisco Bay
'Cause I've got nothin' to live for
Looks like nothin's gonna come my way, so
I'm just come sittin' on the dock of the bay
Watchin' the tide roll away
I'm sittin' on the dock of the bay, wastin' time
Looks like nothin's gonna change
Everything seems to stay the same
I can't do what ten people tell me to do
So I guess I'll remain the same
I'm sittin' here restin' my bones
And this loneliness won't leave me alone
This two thousand miles I roamed
Just to make this dock my home
Now I'm just sittin' on the dock of the bay
Watchin' the tide roll away
Sittin' on the dock of the bay
I'm wastin' time


quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Morreu Aretha Franklin, a rainha da soul



Conhecida por sucessos como Respect e (You make me feel like) a natural woman, era considerada uma das melhores cantoras de todos os tempos.

É frequente a imprensa entusiasmar-se e chamar a esta ou àquela estrela em ascensão no espaço mediático, seja no top de vendas seja fora dele, princesa disto e rei daquilo. Mas quando de trata de alguém com o talento de Aretha Franklin, não há exagero algum em usar a expressão rainha da soul. Escreva-se, por isso, que esta quinta-feira morreu a rainha da soul. Tinha 76 anos. A notícia foi avançada pela Associated Press, citando a agente da cantora.
Na segunda-feira, a agência de notícias Associated Press tinha já garantido que Aretha Franklin estava “seriamente doente”, citando uma fonte próxima e sem avançar quaisquer pormenores.

Desde 2010, ano em que lhe foi diagnosticado um cancro no pâncreas, que o estado de saúde de Franklin enfrentava altos e baixos, escrevia o diário britânico The Guardian. Depois de uma operação, a cantora foi sujeita a uma série de tratamentos que a fizeram perder muitos quilos, mas continuou a dar concertos.
No ano passado, mais debilitada, Franklin anunciou que se retirava dos palcos, embora mantivesse o seu trabalho de estúdios e estivesse disponível para uma ou outra actuação em eventos especiais. Foi o que aconteceu em Novembro, numa gala em que se celebravam os 25 anos da fundação de Elton John de luta contra a sida. Franklin fechou a noite em Nova Iorque com uma colecção de canções que incluiu I say a little prayer e Freeway. No mesmo mês lançou aquele que é, à data, o seu último álbum — A Brand New Me. Ficar em casa sem fazer nada, dizia, não estava nos seus planos.
Já este ano, e por ordem médica, cancelara duas destas actuações especiais: em Março, em Newark, na festa do seu 76.º aniversário; e em Abril, no New Orleans Jazz and Heritage Festival.


Com uma carreira com seis décadas que inclui 18 Grammys e sucessos como Respect, (You make me feel like) a natural woman, I say a little prayer, Think e Chain of Fools, Aretha Franklin ficou também conhecida pelo seu activismo na defesa dos direitos civis. Em 1968 cantou no funeral de Martin Luther King, ícone da luta pela igualdade racial nos Estados Unidos, e em 2009 na tomada de posse de Barack Obama, o primeiro afro-americano a chegar a Presidente dos EUA. Obama dizia-se, aliás, um dos seus maiores fãs, e em 2015 foi dos que mais se comoveu com a actuação surpresa da cantora na gala anual do Kennedy Center.

Intérprete de excepção do gospel, do R&B e da soul, Franklin foi, em 1987, a primeira mulher a entrar no Rock & Roll Hall of Fame.
“Não creio que tenha conhecido alguém que possua um instrumento como o dela e que tenha um background tão rigoroso no gospel, no blues e no vocabulário essencial da música negra”, disse sobre Aretha Franklin Ahmet Ertegun, co-fundador da Atlantic Records, editora em que gravou muitas das suas melhores canções. “Ela foi abençoada com uma extraordinária combinação de uma sofisticação urbana notável com aquele feeling profundo do blues… O resultado é, talvez, a melhor cantora dos nossos tempos.”

Em 2008, a Rolling Stone, uma das revistas mais respeitadas na área da música, publicou a lista das 50 melhores vocalistas de sempre – Aretha Franklin ocupava o primeiro lugar, resultado da votação de um painel composto por 180 especialistas.
Na entrada que sobre ela se escreveu nesse número dedicado às Melhores cantoras de todos os tempos podia ler-se: “Aretha é um presente de Deus. Quando se trata de dizer alguma coisa através de uma canção, não há ninguém como ela. Ela é a razão que leva as mulheres a querem cantar.”


(In: Público, 16 Agosto 2018)






sábado, 9 de junho de 2018

Recordando... Amália Rodrigues




Hoje recordamos Amália Rodrigues numa magnífica interpretação do belo poema de Alexandre O'Neill - Gaivota - musicado pelo famoso compositor Alain Oulman.

... *** ...

Gaivota

Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se um português marinheiro,
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de novo brilho
no meu olhar se enlaçasse.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu,
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro,
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.

Que perfeito coração
no meu peito morreria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.


... *** ...


sexta-feira, 20 de abril de 2018

Recordando... Bee Gees



Recordamos hoje Bee Gees, a banda mais popular dos anos 70. Formada em 1958 pelos irmãos Barry, Robin e Maurice Gibb, a banda acumulou sucessos desde 1966 até o início da década de 2010, estando entre os maiores vendedores de discos de todos os tempos. Estima-se que tenha até hoje vendido mais de 200 milhões de discos em todo o mundo.

E para escutar e apreciar as suas inconfundíveis vozes, um dos seus grandes êxitos – Don’t forget to remember – composta em 1969 por Barry e Maurice Gibb.


--- *** ---

Don't forget to remember

Oh my heart won’t believe that you have left me
I keep telling myself that it's true
I can get over anything you want my love
But I can't get myself over you

Don't forget to remember me
And the love that used to be
I still remember you
I love you
In my heart lies a memory to tell the stars above
Don't forget to remember me my love

On my wall lies a photograph of you girl
Though I try to forget you somehow
You’re the mirror of my soul so take me out of my hole
Let me try to go on living right now

Don't forget to remember me
And the love that used to be
I still remember you
I love you
In my heart lies a memory to tell the stars above
Don't forget to remember me my love



quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Recordando... Madalena Iglésias


Madalena Iglésias

(Lisboa, 24 de Outubro de 1939/Barcelona, 16 de Janeiro de 2018)

Vamos hoje recordar e ao mesmo tempo prestar uma merecida homenagem a Madalena Iglésias, a “raínha da rádio” e uma das figuras mais populares do nacional-cançonetismo dos anos 60, que faleceu no passado dia 16 de Janeiro numa clínica em Barcelona, cidade onde há vários anos residia.

Madalena Iglésias ficará para todo o sempre na memória dos portugueses pela canção “Ele e Ela” com que venceu o Festival da Canção em 1966 e que, pelo sucesso alcançado, foi editada na versão espanhola “Él y Ella” na França, Espanha e Holanda.


Além da canção “Ele e Ela” vamos também deixar-vos com a sua bela interpretação da linda canção “Lisboa”, um tributo à cidade que a viu nascer.