O Dia
Mundial da Árvore ou da Floresta celebra-se anualmente a 21
de Março no hemisfério norte e a 21 de Setembro no hemisfério sul,
coincidindo com o início da Primavera.
O objectivo da comemoração do Dia
Mundial da Árvore é sensibilizar a população para a importância da preservação
das árvores, quer ao nível do equilíbrio ambiental e ecológico, quer da própria
qualidade de vida da população.
Estima-se que 1000 árvores adultas
absorvem cerca de 6000 kg de CO2 (dióxido de carbono) e por isso as florestas
são consideradas “pulmões do mundo”.
A
celebração do Dia Mundial da Árvore ou da Floresta começou a 10 de Abril de
1872, no estado norte-americano do Nebraska (EUA). O seu mentor foi o
jornalista e político Julius Sterling Morton, que incentivou a plantação
ordenada de árvores no Nebraska, promovendo o "Arbor Day".
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Árvore Cortada
Cortaram a árvore cheia de vida,
cortaram
E os frutos que ela produzia se acabaram
E chega alguém e diz
Acabou a história aqui
Mais ainda bem que a resposta vem do céu
E a última palavra
Quem determina ainda é Deus
Alguém diz só restou raiz
Mais Deus diz tem vida ai e eu vou restituir
A esperança para a árvore cortada
Novamente crescera ao cheiro das águas
E se caso envelheceu na terra a sua raiz
Ou se o seu tronco morreu
Ouça bem o que Deus diz
Ainda há esperança a alegria vai chegar
E tudo novamente ira voltar ao seu lugar
A água já esta presente, e vai começar regar
Vai ser tão lindo o testemunho que você ira contar
Eu fui uma árvore cortada mais ao cheiro das águas
Vi Deus minha vida restaura
Mais ainda bem que a resposta vem do céu
E a última palavra quem determina ainda é Deus
Alguém diz só restou raiz
Mais Deus diz tem vida ai e eu vou restituir
Ainda há esperança para a árvore cortada
Novamente crescera ao cheiro das águas
E se caso envelheceu na terra a sua raiz
Ou se o seu tronco morreu, ouça bem o que Deus diz
Ainda há esperança a alegria vai chegar
E tudo novamente ira voltar ao seu lugar
A água já esta presente, e vai começar regar
Vai ser tão lindo o testemunho que você ira contar
Eu fui uma árvore cortada mais ao cheiro das águas
Vi Deus minha vida restaura
Restauro meus sonhos, restauro a minha
fé
E sobre a minha saúde ele me colocou de pé
Restauro a minha casa e toda a minha família
E hoje todos nós te servimos com alegria
E toda vez que eu escutava alguém dizer
Até tinha estrutura mais veio a morrer
E lembrava da promessa pra não desanimar
Essa promessa me dizia, essa promessa me garantia
Que ainda há esperança para a árvore
cortada
Novamente crescera ao cheiro das águas
E se caso envelheceu na terra a sua raiz
Ou se o seu tronco morreu, ouça bem o que Deus diz
Ainda há esperança a alegria vai chegar
E tudo novamente ira voltar ao seu lugar
É que a água esta presente, e vai começar regar
Vai ser tão lindo o testemunho que você ira contar
Eu fui uma árvore cortada mais ao cheiro das águas
Vi Deus minha vida restaura
Eu fui uma árvore cortada mais ao cheiro das águas
Vi meu ministério Deus levantar
Eu fui uma árvore cortada mais ao cheiro das águas
Vi minha saúde Deus tocar
Eu fui uma árvore cortada mais ao cheiro das águas
Vi minha família Deus salvar
José Mário Branco (25 de Maio de 1942 - 19 de Novembro de 2019)
A manhã despertou cinzenta e o poeta morreu. José Mário
Branco, o músico, o produtor mas essencialmente um grande poeta, um grande
escrevedor de canções, partiu e deixou-nos um pouco mais pobres. Toda a sua
arte mas também toda a sua insubmissão, toda a sua inquietação, são
ingredientes fundamentais para a compreensão de uma boa parte da nossa história
contemporânea. Se alguma coisa José Mário Branco foi – e ele foi tantas coisas
- , ou seja, se pode ser classificado, é como poeta de uma ideia originária de
resistência. José Mário Branco resistiu a Salazar, resistiu às apropriações
culturais e políticas da sua obra, resistiu à normalização do regime político,
recusou comendas e prebendas, encontrou sempre um átomo de insatisfação social,
ao lado dos mais fracos e desprotegidos, dos deserdados do alegado progresso.
A sua luta foi Portugal e os portugueses, a igualdade e a
liberdade, a cultura e o conhecimento. E, aí, a sua inteligência artística
blindou sempre o que a sua obra tem de intervenção política, protegendo-a da
apropriação por sectarismos e fanatismos de ocasião. A forma como abraçou o
fado e se transformou no seu melhor produtor, através da influência discreta e
sempre de enorme sensibilidade da sua companheira de sempre, Manuela de
Freitas, é um exemplo acabado do seu espírito aberto, inquieto e ecuménico
(palavra estranha em José Mário Branco mas muito apropriada). José Mário Branco
é, por isso, património de todos os que amam a liberdade e sonham com uma
sociedade um pouco mais equilibrada, mais digna, mais justa, mais
redistributiva. E a sua inquietação, que vem de muito longe, vai perdurar por
muitos anos como motor de transformação individual e social. Bem hajas, grande
e inolvidável poeta e cantor!
Va
cayendo la noche: La bruma
ha bajado a los montes el cielo:
Una lluvia menuda y monótona
humedece los árboles secos.
El rumor de sus gotas penetra
hasta el fondo sagrado del pecho,
donde el alma, dulcísima, esconde
su perfume de amor y recuerdos.
¡Cómo cae la bruma en el alma!
¡Qué tristeza de vagos misterios
en sus nieblas heladas esconden
esas tardes sin sol ni luceros!
En las tardes de rosas y brisas
los dolores se olvidan, riendo,
y las penas glaciales se ocultan
tras los ojos radiantes de fuego.
Cuando el frío desciende a la tierra,
inundando las frentes de invierno,
se reflejan las almas marchitas
a través de los pálidos cuerpos.
Y hay un algo de pena insondable
en los ojos sin lumbre del cielo,
y las largas miradas se pierden
en la nada sin fe de los sueños.
La nostalgia, tristísima, arroja
en las almas su amargo silencio,
Y los niños se duermen soñando
con ladrones y lobos hambrientos.
Los jardines se mueren de frío;
en sus largos caminos desiertos
no hay rosales cubiertos de rosas,
no hay sonrisas, suspiros ni besos.
¡Como cae la bruma en el alma
perfumada de amor y recuerdos!
¡Cuantas almas se van de la vida
estas tardes sin sol ni luceros!