La música:
sábado, 24 de abril de 2021
segunda-feira, 11 de janeiro de 2021
segunda-feira, 4 de janeiro de 2021
Carlos do Carmo, morreu a andorinha e a voz de Lisboa
Amanheceu triste o primeiro dia do
ano em Portugal, com a morte de Carlos do Carmo, a andorinha e a voz de Lisboa,
o fadista do charme e do Bairro da Bica que se despediu dos palcos na data
decidida, em Novembro de 2019, com três concertos, salas lotadas em Braga, no
Porto e em Lisboa, o público de pé, ovação demorada, e ele de lágrimas no rosto
antes sequer de começar a cantar o fado que renovou e espraiou pelo mundo.
"A vida correu-me bem", repetiu nas últimas entrevistas.
O filho da fadista Lucília do Carmo e do livreiro
Alfredo de Almeida foi internado, com um aneurisma na aorta, no Hospital de
Santa Maria, em Lisboa, na última noite de 2020, morrendo na primeira manhã de
2021. Tinha 81 anos, quase 60 de carreira e, entre inúmeras distinções, a única
alguma vez atribuída a alguém que não é chefe de Estado - a chave da cidade de
Lisboa. Do seu extenso legado, que inclui 300 canções por muitos de muitas
gerações sabidas de cor - "Os Putos", "Lisboa, Menina e
Moça", "Estrela da tarde", "Um homem na cidade" - ,
faz parte um álbum de estúdio que também decidiu que seria o derradeiro, mas
não póstumo como acabará por ser. "E Ainda" traz dentro poetas como
Sophia e Herberto, Pomar e Palma, e está pronto a ser editado. "Carlos do
Carmo deu vida às palavras como ninguém. Muitas vezes visionário, nunca abdicou
de levar o Fado para outras dimensões, de lhe introduzir novos instrumentos, de
evangelizar novos poetas", diz o comunicado da editora Universal.
O Governo decretou um Dia de Luto Nacional para
segunda-feira, dia em que se realizam as cerimónias fúnebres - o velório
começa às nove horas na Basílica da Estrela e a missa de corpo presente às 14h,
não sendo ainda conhecido o cemitério para onde irá - e propôs ao Presidente da
República a atribuição da Ordem da Liberdade, a título póstumo. "Por
detrás de uma grande figura da cultura estava um grande homem, com uma grande
riqueza pessoal, uma sensibilidade e uma intuição e identificação com o povo
português que o povo português não esquece", afirmou Marcelo Rebelo de
Sousa numa declaração à RTP.
Carlos do Carmo, cavalheiro e "maluco",
amante da palavra, da liberdade e de Judite, a mulher de uma vida inteira,
nasceu em Lisboa, em 21 de dezembro de 1939, iniciando a carreira aos 25 anos,
até aos 34 em censura. Ao mesmo tempo geria "O Faia", no Bairro Alto,
casa de fados da família em que a mãe era diva. O pai, que fizera questão de
que o filho estudasse na Suíça, morrera-lhe quatro anos antes. "2021
amanheceu sem charme, triste e mais pobre", lê-se na página de Facebook
d"O Faia, amostra do desalento que inesperadamente ensombrou todas as
casas idênticas da capital. "Esta era a notícia que não queríamos no
começo do novo ano."
Primeiro português a ser distinguido com o Grammy Latino de Carreira, subiu aos palcos do Olympia de Paris, da Ópera de Frankfurt, do Canecão do Rio de Janeiro, do Royal Albert Hall de Londres, e aos palcos de centenas de salas espalhadas por todas cidades do mundo que acolhem as comunidades portuguesas. E cantou com dezenas de fadistas, homens e mulheres, a maioria tratava-o por mestre, mesmo quando na crítica não era manso. "Miúdas a cantar com bateria não é fado, é cabaret", chegou a dizer. Como chegou a mandar calar as palmas do público. O fado exigia-lhe silêncio e respeito. Era também essa dignificação do fado, pela qual lutou incansavelmente depois do 25 de Abril, que os outros procuravam nele. "A parede negra da ausência das pessoas que nos são próximas é coisa muito triste", escreveu Sérgio Godinho, que para ele escreveu "Velho Cantor". Chocado, Camané manteve o tom. "É difícil de lidar, vai ser sempre uma das pessoas mais importantes do fado."
Mas Carlos do Carmo, para quem Ary dos Santos escreveu tantos poemas, não se confinou a cantar. Foi um dos fundadores da Associação Portuguesa dos Amigos do Fado, o principal impulsionador da criação do Museu do Fado, em Lisboa, e embaixador da candidatura do Fado a Património Imaterial da Humanidade, finalmente assim classificado pela Unesco em 2011. Ele é "o representante máximo do chamado fado novo", lê-se na Enciclopédia da Música Portuguesa no Século XX, acentuando também a diferença literária. Com ele, "a tónica passa da saudade para a liberdade, e da tristeza passiva para a enérgica vontade ativa". Quando quis descer o pano, escolheu fazê-lo como andorinha. "Vivo a vida como dantes a cantar/ Não tenho menos nem mais do que já tinha".
In: jn.pt/artes/carlos-do-carmo-morreu-a-andorinha-e-a-voz-de-lisboa, 1 Jan.2021
segunda-feira, 10 de agosto de 2020
Recordando... Los Hermanos Rigual
Recordando a bela canção Cuando calienta el sol, editada
em 1961 e que viria a tornar-se famosa na interpretação do trio cubano Los
Hermanos Rigual, formado por Pedro, Carlos e Mario Rigual.
Interpretada e com notáveis gravações por muitos e variados cantores, desde a Europa à América, vamos hoje recordá-la na sua versão original, de 1962, de Los Hermanos Rigual.
Amor,
estoy solo aqui en la playa,
es
el sol quien me acompaña
Y
me quema, y me quema, y me quema
Cuando
calienta el sol
aqui
en la playa
Siento
tu cuerpo vibrar
cerca
de mi
es
tu palpitar
es
tu cara
es
tu pelo
son
tus besos
Me
estremezco, oh, oh, oh.
Cuando
calienta el sol
aqui
en la playa
siento
tu cuerpo vibrar
cerca
de mi
es
tu palpitar
tu
recuerdo
mi
locura
mi
delirio
me
estremezco,oh,oh,oh
cuando
calienta el sol.
segunda-feira, 6 de julho de 2020
quarta-feira, 3 de junho de 2020
Quiero paz..
sábado, 21 de março de 2020
Dia Mundial da Árvore
E os frutos que ela produzia se acabaram
E chega alguém e diz
Acabou a história aqui
E a última palavra
Quem determina ainda é Deus
Alguém diz só restou raiz
Mais Deus diz tem vida ai e eu vou restituir
Novamente crescera ao cheiro das águas
E se caso envelheceu na terra a sua raiz
Ou se o seu tronco morreu
Ouça bem o que Deus diz
E tudo novamente ira voltar ao seu lugar
A água já esta presente, e vai começar regar
Vai ser tão lindo o testemunho que você ira contar
Eu fui uma árvore cortada mais ao cheiro das águas
Vi Deus minha vida restaura
E a última palavra quem determina ainda é Deus
Alguém diz só restou raiz
Mais Deus diz tem vida ai e eu vou restituir
Novamente crescera ao cheiro das águas
E se caso envelheceu na terra a sua raiz
Ou se o seu tronco morreu, ouça bem o que Deus diz
E tudo novamente ira voltar ao seu lugar
A água já esta presente, e vai começar regar
Vai ser tão lindo o testemunho que você ira contar
Eu fui uma árvore cortada mais ao cheiro das águas
Vi Deus minha vida restaura
E sobre a minha saúde ele me colocou de pé
Restauro a minha casa e toda a minha família
E hoje todos nós te servimos com alegria
Até tinha estrutura mais veio a morrer
E lembrava da promessa pra não desanimar
Essa promessa me dizia, essa promessa me garantia
Novamente crescera ao cheiro das águas
E se caso envelheceu na terra a sua raiz
Ou se o seu tronco morreu, ouça bem o que Deus diz
Ainda há esperança a alegria vai chegar
E tudo novamente ira voltar ao seu lugar
É que a água esta presente, e vai começar regar
Vai ser tão lindo o testemunho que você ira contar
Eu fui uma árvore cortada mais ao cheiro das águas
Vi Deus minha vida restaura
Vi meu ministério Deus levantar
Eu fui uma árvore cortada mais ao cheiro das águas
Vi minha saúde Deus tocar
Eu fui uma árvore cortada mais ao cheiro das águas
Vi minha família Deus salvar








