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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

"Valeu a Pena" viver...



Moniz Pereira (1921-2016), o homem que fez Portugal acreditar em “coisas impossíveis”, símbolo do desporto nacional, morreu ontem aos 95 anos de idade.
Foi um dos maiores impulsionadores do atletismo nacional e treinador de grandes figuras como Carlos Lopes, Fernando Mamede, Francis Obikwelu ou Naide Gomes.

Chamaram-lhe maluco por acreditar que os atletas portugueses podiam ter resultados tão bons quanto os seus concorrentes. Mas ele nunca se desviou do objectivo de ver um português subir ao lugar mais alto do pódio nuns Jogos Olímpicos. Demorou 39 anos, mas provou que a razão estava do seu lado quando Carlos Lopes conquistou a primeira medalha olímpica portuguesa de ouro, na maratona, em Los Angeles 1984. Mário Moniz Pereira, apaixonado pelo desporto e a quem chamavam “senhor atletismo”, moldou campeões e teve um papel inigualável na projecção internacional dos atletas portugueses. Morreu neste domingo aos 95 anos, de pneumonia, razão pela qual estava internado há alguns dias.

O desporto esteve sempre presente na sua vida. Praticou andebol, basquetebol, futebol, hóquei em patins, ténis de mesa e voleibol. E, claro, atletismo — a sua grande paixão. O recorde nacional do triplo salto chegou a pertencer-lhe, mas foi quando assumiu o papel de treinador que começou a fazer uma revolução em Portugal.


No Sporting, clube do qual era o sócio número 2 e foi um pouco de tudo (até preparador físico da equipa de futebol em 1970 e 1971, sagrando-se campeão nacional e vencedor da Taça de Portugal), tornou-se um técnico de elite e forjou alguns dos nomes que hoje são referências do atletismo nacional. Carlos Lopes, Fernando Mamede, Domingos Castro e Dionísio Castro, Rui Silva, Francis Obikwelu ou Naide Gomes passaram-lhe pelas mãos e ajudaram a tornar o seu sonho realidade: ter atletas portugueses a ombrear com os melhores do mundo.

Licenciado em Educação Física pelo Instituto Nacional de Educação Física (INEF) em Lisboa, onde deu aulas durante 27 anos, Moniz Pereira participou em 12 Jogos Olímpicos entre 1948 e 2012.

“Para o atletismo representa um pilar fundamental. Moniz Pereira tem um lugar ímpar, foi efectivamente ele que lançou a nossa modalidade para os níveis que temos hoje. Tinha a convicção que os atletas portugueses, com os mesmos apoios, seriam tão bons quanto os outros. E conseguiu provar essa tese. Fez-nos acreditar que era possível”, notou o presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, Jorge Vieira, num testemunho ao PÚBLICO.


Moniz Pereira aborrecia-se por Portugal ser um país concentrado no futebol. Mesmo que, por vezes, isso implicasse criticar o Sporting, clube de sempre: “O atletismo deu mais títulos e nome ao clube do que o futebol e, no entanto, só pensam no futebol. Quando foi a construção do novo estádio prometeram uma pista, ia acompanhando as obras e não via nada. Até que percebi — um estádio novo sem pista. É difícil manter dezenas de modalidades sem infra-estruturas”, queixava-se numa entrevista ao PÚBLICO, em 2012, antes do início dos Jogos Olímpicos de Londres.

“O professor Moniz Pereira tinha uma ideia que era mostrar aos portugueses que podiam ser tão bons como os outros. Destacava-se por essa ideia e pelo seu trabalho diário. Tinha uma capacidade de persuasão extraordinária, de elevar os nossos patamares de motivação”, recordou José Carvalho, ex-atleta olímpico.

Amigo íntimo do “senhor atletismo”, o fadista Carlos do Carmo define-o simplesmente como “o maior”. “Gostava que os mais jovens soubessem que, desportivamente falando, estamos perante talvez o mais ilustre português que tivemos. Fundou uma escola de atletismo e criou uma série de campeões do mundo”, sublinhou o fadista com quem Moniz Pereira partilhava a paixão pela música – o treinador compôs várias músicas cantadas por grandes nomes do fado português.

Moniz Pereira deixou o comando directo do atletismo do Sporting após os Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992. E, nos tempos mais recentes, a idade fazia com que praticamente não saísse de casa. Mas nem por isso deixava de acompanhar atentamente a modalidade, fossem as provas internacionais ou os campeonatos nacionais. “Eu consegui realmente as tais coisas impossíveis e estou bastante satisfeito”, concluía na entrevista de 2012. O legado de Moniz Pereira fará com que nunca seja esquecido.



Mário Moniz Pereira era um contador de histórias, que imobilizava plateias, mas também um compositor, autor e cantor de fado. "Valeu a Pena" é um dos seus mais conhecidos.

Fontes:

Valeu a Pena

Autor da Letra: Mário Moniz Pereira
Autor da Música: Mário Moniz Pereira
Intérprete: Maria da Fé

Com voz serena, perguntaram-me ao ouvido
Valeu a pena, vir ao mundo e ter nascido?

Com lealdade, vou responder, mas primeiro
Consultei meu travesseiro, sobre a verdade

Tive porém, que lembrar o meu passado
Horas boas do meu fado, e as más também

Valeu a pena
Ter vivido o que vivi
Valeu a pena
Ter sofrido o que sofri
Valeu a pena
Ter amado quem amei
Ter beijado quem beijei
Valeu a pena

Valeu a pena, ter sonhado o que sonhei
Valeu a pena, ter passado o que passei

Valeu a pena, conhecer quem conheci
Ter sentido o que senti, valeu a pena

Valeu a pena, ter cantado o que cantei
Ter chorado o que chorei, valeu a pena

Valeu a pena
ter amado quem amei
ter beijado quem beijei
valeu a pena
valeu a pena
ter cantado o que cantei
ter chorado o que chorei
valeu a pena.


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

As ondas gigantes da Nazaré


Garrett McNamara: “ondas da Nazaré são únicas no mundo”


Surfar na Nazaré é cada ano mais desafiante, afirmou esta terça-feira Garrett McNamara, sublinhando as características únicas das vagas da Praia do Norte consideradas pelo surfista norte-americano «únicas no mundo».

«Na Nazaré a onda é sempre muito imprevisível, pode vir de um lado ou de outro e nunca sabemos como vai rebentar», disse Garrett McNamara, surfista que na segunda-feira surfou na Praia do Norte uma onda que lhe poderá valer novo recorde do mundo.

Apesar de já ter surfado ondas grandes em vários pontos do Mundo e de reconhecer à Nazaré algumas semelhanças com mares do México e do Havai, McNamara não tem dúvidas em considerar a Praia do Norte «um lugar único no mundo, onde as ondas têm muita personalidade e são muito especiais».

Aliás, frisou, «tudo na Nazaré é especial» e por isso regressa ano após não para concorrer mas também para «partilhar com o maior número de pessoas» as aventuras em ondas gigantes que no último ano têm contribuído para atrair milhares de pessoas à localidade.

Garrett McNamara, que desta vez está acompanhado por Kealii Mamala (com quem surfou ondas geradas pela queda de blocos de um glaciar no Alasca em 2007) e por Kamaki Worthington e Hugo Vau (que formaram a equipa de segurança dentro de água), realçou a emoção de assistir ao desempenho dos companheiros dentro de água, onde durante o dia de hoje continuam à procura de ondas gigantes.

O surfista que não quer dar a sua opinião sobre se a onda de segunda-feira foi ou não maior que a surfada em 2011. Contudo, disse que foi «definitivamente diferente, poderá não ter sido a mais alta, mas poderá ter sido mais larga e uma enorme massa de água».

A expectativa de McNamara é que se o recorde não tiver sido batido na segunda-feira não o será hoje, porque «as ondas estão perfeitas, mas mais baixas».

Até ao final da semana promete voltar à água todos os dias na busca da onda de cem pés.

Garrett MacNamara está na Nazaré no âmbito da ZON NORTH CANYON SHOW, um projeto de três anos, iniciado em 2010, protagonizado pelo surfista e desenvolvido pela Nazaré Qualifica com o objetivo de promover a Nazaré internacionalmente como destino turístico de referência para a prática dos desportos de ondas grandes e de filmar três documentários que registam a atividade desportiva de McNamara e o quotidiano da vila.



Porquê estas ondas gigantes? O que é o "Canhão da Nazaré"?


O “Canhão da Nazaré” é o maior desfiladeiro submerso da Europa com uma extensão de cerca de 200 quilómetros, que se desenvolve ao longo da direcção Este-Oeste e que atinge os 5000 metros de profundidade na planície abissal onde desemboca. A cabeceira do canhão encontra-se a menos de um quilómetro da costa na direcção Sudoeste. Esta contiguidade da cabeceira à linha de costa potencia condições oceanográficas singulares que originam processos hidrodinâmicos e de transporte sedimentar, directamente relacionados com a presença do canhão e sua morfologia.

A proximidade da cabeceira do canhão à costa afecta as características da ondulação nas zonas pouco profundas adjacentes, como se atesta pelo significativo empolamento da onda na Praia do Norte, antes da zona de rebentação em situações de incidência de Oeste. Este fenómeno deve-se à interacção da ondulação com o bordo norte da cabeceira que resulta numa focagem ou convergência da onda por refracção e consequente empolamento.


sábado, 5 de junho de 2010

Fútbol - Mundial Sudáfrica 2010

Copa Mundial de Fútbol 2010

La Copa Mundial de la FIFA Sudáfrica 2010 (FIFA World Cup South Africa 2010, en inglés) será la XIX edición de la Copa Mundial de Fútbol. Se llevará a cabo entre el 11 de junio y el 11 de julio 2010, siendo la primera vez que este torneo sea disputado en África, y por quinta ocasión en el hemisferio sur.

Son treinta y dos equipos participantes.


El campeonato estará compuesto de dos fases:

en la primera, se conformarán ocho grupos de cuatro equipos cada uno, avanzando a la siguiente ronda los dos mejores de cada grupo. Los dieciséis clasificados se enfrentarán posteriormente en partidos eliminatorios, hasta llegar a los dos equipos que disputarán la final en el estadio Soccer City de Johannesburgo.

El fútbol :

Deporte practicado entre dos equipos de once jugadores cada uno, que se disputan un balón con los pies y tratan de introducirlo en la portería contraria siguiendo determinadas reglas.



Cuidado con este equipo sorpresa!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Rio 2016

“Um Farol chamado Amizade” e o nosso amigo e colaborador do Brasil, “O Mar”, vêm saudar, felicitar e congratularem-se com a escolha do Rio de Janeiro para a realização das Olimpíadas de 2016.

Para nós, portugueses, esta escolha tem um significado muito especial pois, além de ter recaído no nosso querido país irmão e de ter a sua estreia na América Latina, é a primeira vez que nos Jogos Olímpicos se vai ouvir e falar, “oficialmente”, a língua de Camões. Estes irão ser os verdadeiros Jogos da Lusofonia.

E, para assinalar este grandioso acontecimento, nada melhor do que partilharmos com todos vós o vídeo oficial de apresentação do Rio 2016.



E não ficamos por aqui, pois ainda temos este belíssimo texto que nos enviou o nosso colaborador e amigo “O Mar”:

“Chegou a vez do Brasil! O Rio de Janeiro foi a cidade escolhida para sediar as Olimpíadas de 2016, a primeira a ser realizada na América do Sul. Esse fato histórico merece um registro especial, o que faço através de um vídeo convite. Num passeio aéreo a cidade do Rio de Janeiro é cantada ao som da música “Samba do avião” de Tom Jobim.

Vamos fazer esse passeio juntos?”



Parabéns BRASIL !!!