quinta-feira, 3 de março de 2011

Saudação a Walt Whitman


Na sequência do post anterior e da belíssima escolha poética feita pelo amigo Argos, quero convosco partilhar um poema do heterónimo de Fernando Pessoa, Álvaro de Campos.

A "Saudação a Walt Whitman" é a demonstração de como Walt Whitman influenciou Fernando Pessoa e a sua poesia.

Ambos personificam "o poeta do mundo actual", cantando o futuro com grande exaltação e representando uma ruptura na literatura ao apresentarem uma totalmente nova concepção poética.
Saudação a Walt WhitmanPortugal Infinito, onze de Junho de mil novecentos e quinze...

Hé-lá-á-á-á-á-á-á!
De aqui de Portugal, todas as épocas no meu cérebro,
Saúdo-te, Walt, saúdo-te, meu irmão em Universo,
Eu, de monóculo e casaco exageradamente cintado,
Não sou indigno de ti, bem o sabes, Walt,
Não sou indigno de ti, basta saudar-te para o não ser...
Eu tão contíguo à inércia, tão facilmente cheio de tédio,
Sou dos teus, tu bem sabes, e compreendo-te e amo-te,
E embora te não conhecesse, nascido pelo ano em que morrias,
Sei que me amaste também, que me conheceste, e estou contente.
Sei que me conheceste, que me contemplaste e me explicaste,
Sei que é isso que eu sou, quer em Brooklyn Ferry dez anos antes de eu nascer,
Quer pela Rua do Ouro acima pensando em tudo que não é a Rua do Ouro,
E conforme tu sentiste tudo, sinto tudo, e cá estamos de mãos dadas,
De mãos dadas, Walt, de mãos dadas, dançando o universo na alma.
Ó sempre moderno e eterno, cantor dos concretos absolutos,
Concubina fogosa do universo disperso,
Grande pederasta roçando-te contra a adversidade das coisas,
Sexualizado pelas pedras, pelas árvores, pelas pessoas, pelas profissões,
Cio das passagens, dos encontros casuais, das meras observações,
Meu entusiasta pelo conteúdo de tudo,
Meu grande herói entrando pela Morte dentro aos pinotes,
E aos urros, e aos guinchos, e aos berros saudando Deus!
Cantor da fraternidade feroz e terna com tudo,
Grande democrata epidérmico, contágio a tudo em corpo e alma,
Carnaval de todas as acções, bacanal de todos os propósitos,
Irmão gémeo de todos os arrancos,
Jean-Jacques Rousseau do mundo que havia de produzir máquinas,
Homero do insaisissable de flutuante carnal,
Shakespeare da sensação que começa a andar a vapor,
Milton-Shelley do horizonte da Electricidade futura! incubo de todos os gestos
Espasmo pra dentro de todos os objectos-força,
Souteneur de todo o Universo,
Rameira de todos os sistemas solares...
Quantas vezes eu beijo o teu retrato!
Lá onde estás agora (não sei onde é mas é Deus)
Sentes isto, sei que o sentes, e os meus beijos são mais quentes (em gente)
E tu assim é que os queres, meu velho, e agradeces de lá —,
Sei-o bem, qualquer coisa mo diz, um agrado no meu espírito
Uma erecção abstracta e indirecta no fundo da minha alma.
Nada do engageant em ti, mas ciclópico e musculoso,
Mas perante o Universo a tua atitude era de mulher,
E cada erva, cada pedra, cada homem era para ti o Universo.
Meu velho Walt, meu grande Camarada, evohé!
Pertenço à tua orgia báquica de sensações-em-liberdade,
Sou dos teus, desde a sensação dos meus pés até à náusea em meus sonhos,
Sou dos teus, olha pra mim, de aí desde Deus vês-me ao contrário:
De dentro para fora... Meu corpo é o que adivinhas, vês a minha alma —
Essa vês tu propriamente e através dos olhos dela o meu corpo —
Olha pra mim: tu sabes que eu, Álvaro de Campos, engenheiro,
Poeta sensacionista,
Não sou teu discípulo, não sou teu amigo, não sou teu cantor,
Tu sabes que eu sou Tu e estás contente com isso!
Nunca posso ler os teus versos a fio... Há ali sentir demais...
Atravesso os teus versos como a uma multidão aos encontrões a mim,
E cheira-me a suor, a óleos, a actividade humana e mecânica.
Nos teus versos, a certa altura não sei se leio ou se vivo,
Não sei se o meu lugar real é no mundo ou nos teus versos,
Não sei se estou aqui, de pé sobre a terra natural,
Ou de cabeça pra baixo, pendurado numa espécie de estabelecimento,
No teto natural da tua inspiração de tropel,
No centro do teto da tua intensidade inacessível.
Abram-me todas as portas!
Por força que hei de passar!
Minha senha? Walt Whitman!
Mas não dou senha nenhuma...
Passo sem explicações...
Se for preciso meto dentro as portas...
Sim — eu, franzino e civilizado, meto dentro as portas,
Porque neste momento não sou franzino nem civilizado,
Sou EU, um universo pensante de carne e osso, querendo passar,
E que há de passar por força, porque quando quero passar sou Deus!
Tirem esse lixo da minha frente!
Metam-me em gavetas essas emoções!
Daqui pra fora, políticos, literatos,
Comerciantes pacatos, polícia, meretrizes, souteneurs,
Tudo isso é a letra que mata, não o espírito que dá a vida.
O espírito que dá a vida neste momento sou EU!
Que nenhum filho da... se me atravesse no caminho!
O meu caminho é pelo infinito fora até chegar ao fim!
Se sou capaz de chegar ao fim ou não, não é contigo,
E comigo, com Deus, com o sentido-eu da palavra Infinito...
Pra frente!
Meto esporas!
Sinto as esporas, sou o próprio cavalo em que monto,
Porque eu, por minha vontade de me consubstanciar com Deus,
Posso ser tudo, ou posso ser nada, ou qualquer coisa,
Conforme me der na gana... Ninguém tem nada com isso...
Loucura furiosa! Vontade de ganir, de saltar,
De urrar, zurrar, dar pulos, pinotes, gritos com o corpo,
De me cramponner às rodas dos veículos e meter por baixo,
De me meter adiante do giro do chicote que vai bater,
De ser a cadela de todos os cães e eles não bastam,
De ser o volante de todas as máquinas e a velocidade tem limite,
De ser o esmagado, o deixado, o deslocado, o acabado,
Dança comigo, Walt, lá do outro mundo, esta fúria,
Salta comigo neste batuque que esbarra com os astros,
Cai comigo sem forças no chão,
Esbarra comigo tonto nas paredes,
Parte-te e esfrangalha-te comigo
Em tudo, por tudo, à roda de tudo, sem tudo,
Raiva abstracta do corpo fazendo maelstroms na alma...
Arre! Vamos lá pra frente!
Se o próprio Deus impede, vamos lá pra frente Não faz diferença
Vamos lá pra frente sem ser para parte nenhuma
Infinito! Universo! Meta sem meta! Que importa?
(Deixa-me tirar a gravata e desabotoar o colarinho .
Não se pode ter muita energia com a civilização à roda do pescoço ...)
Agora, sim, partamos, vá lá pra frente.
Numa grande marche aux flabeux-todas-as-cidades-da-Europa,
Numa grande marcha guerreira a indústria, o comércio e ócio,
Numa grande corrida, numa grande subida, numa grande descida
Estrondeando, pulando, e tudo pulando comigo,
Salto a saudar-te,
Berro a saudar-te,
Desencadeio-me a saudar-te, aos pinotes, aos pinos, aos guinos!
Por isso é a ti que endereço
Meus versos saltos, meus versos pulos, meus versos espasmos
Os meus versos-ataques-histéricos,
Os meus versos que arrastam o carro dos meus nervos.
Aos trambolhões me inspiro,
Mal podendo respirar, ter-me de pé me exalto,
E os meus versos são eu não poder estoirar de viver.
Abram-me todas as janelas!
Arranquem-me todas as portas!
Puxem a casa toda para cima de mim!
Quero viver em liberdade no ar,
Quero ter gestos fora do meu corpo,
Quero correr como a chuva pelas paredes abaixo,
Quero ser pisado nas estradas largas como as pedras,
Quero ir, como as coisas pesadas, para o fundo dos mares,
Com uma voluptuosidade que já está longe de mim!
Não quero fechos nas portas!
Não quero fechaduras nos cofres!

Quero intercalar-me, imiscuir-me, ser levado,
Quero que me façam pertença doída de qualquer outro,
Que me despejem dos caixotes,
Que me atirem aos mares,
Que me vão buscar a casa com fins obscenos,
Só para não estar sempre aqui sentado e quieto,
Só para não estar simplesmente escrevendo estes versos!
Não quero intervalos no mundo!
Quero a contiguidade penetrada e material dos objectos!
Quero que os corpos físicos sejam uns dos outros como as almas,
Não só dinamicamente, mas estaticamente também!
Quero voar e cair de muito alto!
Ser arremessado como uma granada!
Ir parar a... Ser levado até...
Abstracto auge no fim de mim e de tudo!

Clímax a ferro e motores!
Escadaria pela velocidade acima, sem degraus!
Bomba hidráulica desancorando-me as entranhas sentidas!

Ponham-me grilhetas só para eu as partir!
Só para eu as partir com os dentes, e que os dentes sangrem
Gozo masoquista, espasmódico a sangue, da vida!

Os marinheiros levaram-me preso,
As mãos apertaram-me no escuro,
Morri temporariamente de senti-lo,
Seguiu-se a minh'alma a lamber o chão do cárcere privado,
E a cega-rega das impossibilidades contornando o meu acinte.
Pula, salta, toma o freio nos dentes,
Pégaso-ferro-em-brasa das minhas ânsias inquietas,
Paradeiro indeciso do meu destino a motores!
He calls Walt:
Porta pra tudo!
Ponte pra tudo!
Estrada pra tudo!
Tua alma omnívora,
Tua alma ave, peixe, fera, homem, mulher,
Tua alma os dois onde estão dois,
Tua alma o um que são dois quando dois são um,
Tua alma seta, raio, espaço,
Amplexo, nexo, sexo, Texas, Carolina, New York,
Brooklyn Ferry à tarde,
Brooklyn Ferry das idas e dos regressos,
Libertad! Democracy! Século vinte ao longe!
PUM! pum! pum! pum! pum!
PUM!
Tu, o que eras, tu o que vias, tu o que ouvias,
O sujeito e o objecto, o activo e o passivo,
Aqui e ali, em toda a parte tu,
Círculo fechando todas as possibilidades de sentir,
Marco miliário de todas as coisas que podem ser,
Deus Termo de todos os objectos que se imaginem e és tu!
Tu Hora,
Tu Minuto,
Tu Segundo!
Tu intercalado, liberto, desfraldado, ido,
Intercalamento, libertação, ida, desfraldamento,
Tu intercalador, libertador, desfraldador, remetente,
Carimbo em todas as cartas,
Nome em todos os endereços,
Mercadoria entregue, devolvida, seguindo...
Comboio de sensações a alma-quilómetros à hora,
À hora, ao minuto, ao segundo, PUM!
Agora que estou quase na morte e vejo tudo já claro,
Grande Libertador, volto submisso a ti.
Sem dúvida teve um fim a minha personalidade.
Sem dúvida porque se exprimiu, quis dizer qualquer coisa
Mas hoje, olhando para trás, só uma ânsia me fica —
Não ter tido a tua calma superior a ti-próprio,
A tua libertação constelada de Noite Infinita.
Não tive talvez missão alguma na terra.
Heia que eu vou chamar
Ao privilégio ruidoso e ensurdecedor de saudar-te
Todo o formilhamento humano do Universo,
Todos os modos de todas as emoções
Todos os feitios de todos os pensamentos,
Todas as rodas, todos os volantes, todos os êmbolos da alma.
Heia que eu grito
E num cortejo de Mim até ti estardalhaçam
Com uma algaravia metafisica e real,
Com um chinfrim de coisas passado por dentro sem nexo.
Ave, salve, viva, ó grande bastardo de Apolo,
Amante impotente e fogoso das nove musas e das graças,
Funicular do Olimpo até nós e de nós ao Olimpo.

23 comentários:

  1. Siempre es un verdadero placer pasar por tu blog..
    Por razones de tiempo en mi trabajo, estoy ausente..
    Espero ponerme pronto a leer sus blog..

    Un abrazo
    Saludos fraternos...

    Que disfruten del fin de semana..

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  2. Gracias por compartir.

    Me ha gustado.

    Un abrazo

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  3. Hola alcance a leerte un poco, volveré con mas tiempo salgo a pagar la patente del vehículo.
    Que tengas excelentes días

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  4. He pasado un ratito entretenida....buen post...besos

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  5. MARAVILHA,reler este poema.
    Recitei-o!
    Fechei a porta do escritório e "rezei" para que os vizinhos ñ chamassem a policia!
    É essa a loucura que me possui quando digo Álvaro de Campos!!!!!!
    Adorei.
    Senti-me viva!
    Beijo.
    isa.

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  6. Foi bom passar por aqui
    matei saudades e li coisas que adorei...


    deixo beijos e...



    POESIA


    A poesia
    É magia
    Magia linda
    Sem idade...
    Sem rosto...
    Sem cor...

    E todos os dias...
    O poeta pode olhar...
    Pode ver à sua volta...
    E fazer dum pequeno nada...
    Um mundo diferente...

    E fá-lo muitas vezes...
    Com loucura...
    Porque o poeta...
    Põe no papel o melhor de si...
    Escreve... sonha... e faz magia...

    E pobre daquele...
    Que não põe poesia
    Naquilo que faz...
    E que nem sequer...
    Consegue sonhar!...


    LILI LARANJO

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  7. En ocasiones como esta, siento rabia por no saber portugués. Me defiendo con textos pequeños, pero me pierdo las sensaciones de los poemas y más si son enormes en contenido y forma como éste.

    Agradezco vuestro aporte impagable a la cultura y al conocimiento de los grandes de las letras.

    Un abrazo muy grande.

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  8. Meus queridos

    Foi uma viagem dos sentidos esta que nos deste aqui, neste poema lindo de Pessoa, adorei e deixo um beijinho com carinho.

    Sonhadora

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  9. Viajando pelas palavras e com Pessoa e saudando à sua maneira o que ele entendia sobre a vida!
    Lindo demais!
    Beijos.
    Graça

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  10. Homenajear a Walt Whitman, uno de los más influyentes escritores norteamericanos y mostrárnoslo en la poesía de Fernando Pessoa, que es seguramente uno de los mejores poetas de la literatura europea, es una maravilla de la qu pocas veces se puede disfrutar.
    Gracias siempre por vuestro magnífico trabajo de divulgación de la cultura y la belleza.
    Un beso con todo mi cariño, Tètis.

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  11. Tétis, que maravilha!
    Eu não conhecia e agora já li mais de uma vez de tanto que gostei.
    Deixo pra ti de Walt Whitman:

    Para que haja grandes poetas é preciso que haja também um grande público.

    Cá estamos nós para aprecias essas composições poéticas belíssimas.

    beijo e o desejo de um ótimo final de semana.
    Com carinho,
    Mara

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  12. Estimada e Fascinante Amiga:
    "...A "Saudação a Walt Whitman" é a demosntração de como Walt Whitman influenciou Fernando Pessoa e a sua poesia.
    Ambos personificam "o poeta do mundo actual", cantando o futuro com grande exaltação e representando uma ruptura na literatura ao apresentarem uma totalmente nova concepção poética..."

    Um Pessoa admiravel na imagem de satisfação e maravilha com Walt Whitman, em nome do povo de sonho português.
    Tive um primeiro contacto com Whitman qunado vi o fime "O Clube dos Poetas Mortos" que sobreviveu ao rasgar de páginas de poesia, restando o inigualável talentoso Whitman para maravilhar e deslumbrar.
    Um poeta fabuloso.
    Bem-Haja, pela exaustiva pesquiza que é uma homenagem aos dois poetas fantásticos e sublimes.
    Parabéns inceros pela deslumbrante partilha.
    Fiquei surpreso pelo seu encanto literário.
    Abraço amigo de respeito e estima pelo que cria.
    Sempre a admirá-la e a lê-la com atenção.

    pena

    Bem-Haja, notável amiga.
    É admirável e notável no que concebe.
    MUITO OBRIGADO pelo seu carinho constante.
    Fico-lhe grato e sensibilizado.
    É uma honra passar aqui.

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  13. Desculpe. Tem que ser assim.
    Beijinhos.

    pena

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  14. O maior presente que podemos
    oferecer a alguém, é aquele que
    não se vende e nem se compra....
    O amor, o carinho e o sentimento
    de uma bela amizade".

    Aqui deixo meu carinho...Bom FDS! M@ria

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  15. "Que o sussurrar do vento
    te leve um beijo carinhoso
    e eterno e me deixe em seus
    pensamentos para que a
    distância não apague em ti
    minha existência."

    (Fernando Pessoa)

    Beijos poéticos e Bom Fds! M@ria

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  16. Sonhos dormem, mas não se evaporam
    Não possuem natureza volátil,
    Criam raízes onde moram
    E, caso encontrem um ramo de esperança,
    Não se permitem sepultar.

    Regina Xavier

    BOM FDS e BEIJOS MEUS! M@ria

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  17. Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena
    acreditar nos sonhos que se têem
    ou que os seus planos nunca vão dar certo
    ou que você nunca vais ser alguém...

    Renato Russo

    Agradeço o carinho de sua amizade.
    Beijos & Flores no seu FDS! M@ria

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  18. ¡Qué maravilla!, pero esto no es un saludo a Walt, es un canto a la vida, una declaración de principios, "el poema de una vida"...
    Tendré que pasarme y releer con calma, entretanto me quedo con:
    "Quero viver em liberdade no ar,
    Quero ter gestos fora do meu corpo,
    Quero correr como a chuva pelas paredes abaixo,
    Quero ser pisado nas estradas largas como as pedras,
    Quero ir, como as coisas pesadas, para o fundo dos mares,..."
    Es inmenso.
    Bicos.

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  19. Querida amiga Tétis,

    merci à toi pour nous faire partager tant de belles choses de Walt Whitman , ce post complète celui de notre ami ARGOS, alors merci a tous les deux mes amis.

    Bisous et a à très bientôt.

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  20. Olá amigos

    Obrigada a todos que comigo estiveram nesta "Saudação a Walt Whitman".

    Beijinhos

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  21. Olá Tétis,

    O teu post foi muito oportuno e bem escolhido - O culminar do hino à vida iniciado no post anterior.
    A ligação que existe entre os dois poemas reflecte de um modo simbólico a amizade e a cumplicidade que existe entre todos os membros deste blog.
    Amizade "agitada" por vezes? Claro, pertencemos ao mar!
    Tétis, Poseidón e Argos!

    Abraço grande

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