segunda-feira, 10 de agosto de 2015

A L.

O meu irmão é a escada firme que me ajuda a alcançar as estrelas.
Que elas iluminem sempre a sua vida.




sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Errores, Equivocación..



- Y hoy me gusta compartir con vosotros estas citas sobre errores y equivocaciones..



"El hombre que ha cometido un error y no lo corrige comete otro error mayor."

Confucio (551 AC-478 AC)



"El error es un arma que acaba siempre por dispararse contra el que la emplea."

Concepción Arenal (1820-1893) Escritora y socióloga española.



"Los errores pasan, sólo la verdad permanece.

Denis Diderot (1713-1784) Escritor francés."


"Podemos cometer muchos errores en nuestras vidas, menos uno: aquel que nos destruye."
Paulo Coelho

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Paraíso




PARAÍSO



Deixa ficar comigo a madrugada,

para que a luz do Sol me não constranja.

Numa taça de sombra estilhaçada,

deita sumo de lua e de laranja.



Arranja uma pianola, um disco, um posto,

onde eu ouça o estertor de uma gaivota...

Crepite, em derredor, o mar de Agosto...

E o outro cheiro, o teu, à minha volta!



Depois, podes partir. Só te aconselho

que acendas, para tudo ser perfeito,

à cabeceira a luz do teu joelho,

entre os lençóis o lume do teu peito...



Podes partir. De nada mais preciso

para a minha ilusão do Paraíso.

(In: "Infinito Pessoal" de David Mourão-Ferreira)
 

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Ou isto ou aquilo

Há decisões que são para ser tomadas....




Ou se tem chuva e não se tem sol,
ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo nos dois lugares!

Ou guardo o dinheiro e não compro doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.

Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranquilo.

Mas não consegui entender ainda
qual é o melhor: se é isto ou aquilo.

(Cecília Meireles) 

domingo, 26 de julho de 2015

Cegonha


A ti, Argos, dedico este post que concebi pensando no quanto admiras esta ave tão comum no nosso Portugal. Termino-o com a bela e inesquecível canção do não menos inesquecível Carlos Paião que sei, é uma das tuas preferidas do seu imenso e criativo reportório.

Cegonha-Branca (Ciconia ciconia)


As cegonhas (Ciconia spp.) são aves da família Ciconiidae com cerca de 1 metro de altura e 3 kg de peso. Migratórias e monogâmicas, estas aves caracterizam-se por emitir sons através do bater dos bicos, actividade a que se dá o nome de “gloterar”.

De habitat variado, as cegonhas vivem em locais como campos abertos, margens de lagos e lagoas, zonas pantanosas, prados húmidos, várzeas, cidades, pântanos, pastagens e falésias.

Alimentam-se de pequenos vertebrados, como rãs, lagartos, cigarras, cobras, insectos, minhocas e peixes.

As crias das cegonhas, nascem na Primavera de uma postura de cerca de 3 a 5 ovos e de uma incubação entre 20 a 30 dias. É interessante ver a atitude protectora da cegonha-mãe que quando chove abre as asas para proteger as crias indefesas.

Existem várias espécies de cegonhas: a Cegonha-de-abdim (Ciconia abdimii), a Ciconia episcopus, a Cegonha-de-storm (Ciconia stormi), a Maguari (Ciconia maguari), a Cegonha-branca-oriental (Ciconia boyciana), a Cegonha-branca (Ciconia ciconia) e a Cegonha-preta (Ciconia nigra).

Em Portugal a cegonha-branca é uma das duas espécies do género Ciconia mais conhecidas da nossa fauna. Mais comum do que a cegonha-preta, a cegonha-branca é reconhecível por todos devido à sua tonalidade branca e preta e ao seu característico bico vermelho.
Por procurar ambientes quentes, é vulgar avistarem-se populações de cegonhas brancas principalmente na região centro, tornando-se assim uma ave bastante característica da paisagem portuguesa. A sua presença está fortemente enraizada na nossa cultura, sendo considerada por muitos um símbolo regional devido a ter-se tornado já um elemento característico da paisagem em muitas regiões do país. Espécie normalmente admirada e respeitada pela grande maioria da população, existem actualmente várias reservas e planos ambientais para a sua conservação.

Mais comum no sul e centro do que no norte de Portugal, a cegonha-branca é presença constante nas searas e pousios alentejanos e nos arrozais, verificando-se, nos últimos anos, um aumento acentuado do número de efectivos ao longo de todo o ano. 

Inconfundível, a cegonha-branca apresenta uma das silhuetas mais facilmente identificáveis da nossa avifauna. O seu pescoço e patas compridas, a tonalidade branca do corpo, com as pontas das primárias e secundárias pretas, e a cor vermelha viva do bico e das patas, tornam-na uma ave emblemática do nosso território.

Fontes: Wikipédia e ICNF


quarta-feira, 22 de julho de 2015

Os Erros


A confusão a fraude os erros cometidos 
A transparência perdida — o grito 
Que não conseguiu atravessar o opaco 
O limiar e o linear perdidos 

Deverá tudo passar a ser passado 
Como projecto falhado e abandonado 
Como papel que se atira ao cesto 
Como abismo fracasso não esperança 
Ou poderemos enfrentar e superar 
Recomeçar a partir da página em branco 
Como escrita de poema obstinado? 

Sophia de Mello Breyner Andresen, in "O Nome das Coisas" 

sábado, 18 de julho de 2015

Súplica


SÚPLICA

Mortos que em certas horas me falais

Com a vossa mudez ou murmúrios subtis,

Dizei: Custa muito morrer?

Há lá, por esse mundo, uma outra vida,

Que valha a pena viver?



Mortos que em certas horas me tocais

Com a vossa mão fria,

Dizei-me: Com a morte tudo acaba,

Ou, como se nascêssemos de novo,

Um novo mundo principia?



Nada sei.

Sou inexperiente na morte,

Pois não morri ainda

Queria saber desvendar

Se com a morte que tomba

Alguma coisa começa,

Ou, se pelo contrário, tudo finda.



Esses que amei, com quem vivi, felizes,

Num mundo de amarguras povoado

De novo, poderei tornar a vê-los,

Felizes ao meu lado?



Ilusões, quem as criou,

É um benfeitor

Que merece guarida!

Dai-me a ilusão, todos vós que morrestes,

De uma outra vida melhor

Para além desta vida.

(Alfredo Brochado)