quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Floresta


Entre o terror e a noite caminhei
Não em redor das coisas mas subindo
Através do calor das suas veias
Não em redor das coisas mas morrendo
Transfigurada em tudo quanto amei.

Entre o luar e a sombra caminhei:
Era ali a minha alma, cada flor
- cega, secreta e doce como estrelas -
Quando a tocava nela me tornei.

E as árvores abriram os seus ramos
Os seus ramos enormes e convexos
E no estranho brilhar dos seus reflexos
Oscilavam sinais, quebrando ecos
Que no silêncio fantástico beijei.

(Sophia de Mello Breyner Andresen)

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Hoje, o convidado do Farol é...



Pizarro Guareña

Nuestro blog convidado de hoy es Pizarro, nuestro amigo de Guareña, Badajoz, España.



El blog de nuestro amigo está relacionado con Guareña y su comarca, así como fotografías y cosas curiosas.
También con el senderismo, la naturaleza entre otras más cosas que podrás descubrir en este espacio.
A Pizarro le gusta hacernos ver y descubrir cosas curiosas y actividades recreativas al aire libre.

Sus post llevan palabras de amistad, fraternidad, reflexiones, textos, videos, etc…

Sus post están llenos de pureza, sensatez, amor y belleza.

Te aconsejamos visitar este bello lugar muy acogedor. Seguro te quedarás algún rato disfrutando de lo lindo por su bello contenido y valores auténticos.

Muchas gracias Pizarro por compartir tus maravillosos post con nosotros!...


A nuestro amigo Pizarro atribuimos este Diploma al Mérito por el importante papel que su blog desempeña en la blogosfera.



domingo, 17 de novembro de 2013

Desassossego

O que te leva àquele local tão cinzento e ventoso?

A inquietude e os passos…
A ânsia.
Seguir os passos.
Acelerados, vagarosos, vacilantes, rápidos, seguros, claudicantes, vagabundos, ensonados, pequenos, grandes, preguiçosos, curiosos.
Passos livre, passos agrilhoados.
Ser mais um passo.
Ser somente.
Rasto no chão pardacento, no metal do banco, no vento frio.
Esperar.
Do cinzento a luz.
Do engano ao olhar a arquitectura do alto.
Marioneta.
Assombrar miragens.
Da inquietude à resignação.
Desistência ou sabedoria?

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Retrato


Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
Em que espelho ficou perdida a minha face? 

(Cecília Meireles)

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A fotografia

Tinha uma missão: Fotografar o seu “Amigo de Inverno”.
O que dormia escondido no canavial, o mais próximo possível da margem, ficando à mercê dos predadores. Aquele que era sempre o último a levantar voo, esforçando-se para seguir a formação e o último a pousar numa rasante desequilibrada em que era difícil perceber se voava baixo ou se procurava desesperadamente não mergulhar na água fria e escura.
Não seria tarefa fácil. O bando era assustadiço e ao primeiro sinal de que alguma coisa perturbava o frágil equilíbrio, desapareceria em gritos de alerta para não mais voltar.
Ele sabia que fotografar não era só carregar no botão no momento certo. Era preciso estar concentrado e ver, não somente com os olhos.
“Ver” o frio que lhe arrefecia o rosto e gelava as mãos. “Ver” a variação da brisa que lhe diria o momento em que o bando se agitaria e acordaria. “Ver” a intensidade do cheiro a penas húmidas e saber se estaria perto o suficiente para fotografar com nitidez e longe o suficiente para não alertar o grupo. “Ver” o leve chapinar da água e os sussurros dos líderes. E ver também, mas de forma menos fiável a degradação da escala dos cinzentos da madrugada para o colorido da manhã.
Nesse momento ele era quase invisível, fazia parte da natureza circundante, uma mancha silenciosa, um pouco mais escura na margem. Sentia o bater do seu coração acelerado e a respiração rápida na contagem decrescente. Faltava pouco, tão pouco.
A água agitou-se, as sombras moveram-se e quando deu por si, já o bando tinha levantado voo descendo o rio. Piscou os olhos tentando focar o olhar através da lente ampliadora e disparou várias vezes procurando o último dos últimos, o seu Amigo!
Quando mais tarde revelou as fotos, viu o desapontamento no rosto dos que o acompanharam na tarefa, viu o embaraço e ouviu o “sinto muito”. Olhou o resultado do seu esforço e não entendeu o desconforto dos outros.
As duas fotos: 
Um rasto mais escuro no céu cinza claro da alvorada. 
Uma asa prateada no canto superior da fotografia, fugindo da prisão do papel.
Sorriu e sentiu o sol da manhã.



sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Dormir permite al cerebro limpiarse



Según investigadores estadounidenses, el sueño permitiría deshacerse de los residuos diarios acumulados en el cerebro debido a la actividad neuronal.
Es un poco como si  fueses a vaciar la papelera antes de ir a dormir para tener el espíritu más ligero.

Según un artículo publicado en la revista “Science”, publicada por investigadores estadounidenses, dormir podría "limpiar " la basura” acumulada del día a causa de la actividad neuronal.
La información parece banal, pero podría luchar contra ciertas enfermedades neurológicas tales como la enfermedad de Alzheimer.

Es evidente que cuando se duerme, el cerebro utiliza un Sistema llamado "linfático", que va a servir para limpiar las toxinas acumuladas durante el día. Incluyendo las toxinas responsables de las enfermedades neurológicas.

Un  trabajo importante porque, como dicen los investigadores, casi todas las enfermedades neurodegenerativas están relacionadas con la acumulación de los desechos celulares.
De ahí la importancia de un buen sueño.

Os propongo estas dos músicas para relajarse este fin de semana..




domingo, 20 de outubro de 2013

Ninguém pode roubar o direito de te expressares

Não importa de que forma. Um olhar, um sorriso, um trejeito, um gesto.
Um bailado de movimentos dispersos guiado pela música interior que murmura a ânsia de independência.
Autonomia para quebrar as grilhetas do corpo e sonhar.
Liberdade para SER, somente.


domingo, 13 de outubro de 2013

En la mano de un amigo..



En la mano de un amigo,  hay que depositar su confianza;

En su alma, su comprensión;

En sus labios, su sonrisa;

Ante sus ojos, una rosa;

Cerca de él, su presencia y asistencia;

Y en su corazón, la alegría de su amistad.




Jeanne-Marie Sens

LE TEMPS BALANCE NONCHALANT

Les oiseaux s'envolent vers le ciel
Et les enfants jouent à la marelle
Dans la douceur du jour qui s'endort

La petite fille avec son chat
Chantonne et la fontaine là-bas
Murmure dans le silence du soir

Le vent s'amuse avec les roseaux
Un doigt pianote sur le carreau
Et un pas résonne sur le trottoir

La vie s'écoule doucement
Le temps balance nonchalant

La pluie d'été tombe sur la mer
Et le soleil joue avec la terre
Et les roses embaument les jardins

La nuit fait entendre sa chanson
Le vieux chien garde encore sa maison
Et la forêt respire sans bruit

Sur le cahier blanc de l'écolier
Une mouche noire s'est posée
Et les voilà partis en voyage

La vie s'écoule doucement
Le temps balance nonchalant

Je navigue je navigue
Entre le rêve et la réalité

Dehors dehors
La pluie ne cesse de tomber

En fermant les yeux
En fermant les yeux je peux imaginer

Que mes voyages
Mes voyages ont les couleurs de l'été… é…

Les oiseaux s'envolent vers le ciel
Et les enfants jouent à la marelle
Dans la douceur du jour qui s'endort

La petite fille avec son chat
Chantonne et la fontaine là-bas
Murmure dans le silence du soir

Le vent s'amuse avec les roseaux
Un doigt pianote sur le carreau
Et un pas résonne sur le trottoir

La vie écoule doucement
Le temps balance nonchalant

Je navigue je navigue
Entre le rêve et la réalité

Dehors dehors
La pluie ne cesse de tomber

En fermant les yeux
En fermant les yeux je peux imaginer

Que mes voyages
Mes voyages ont les couleurs de l'été… é…

Les oiseaux s'envolent vers le ciel
Et les enfants jouent à la marelle
Dans la douceur du jour qui s'endort

La petite fille avec son chat
Chantonne et la fontaine là-bas
Murmure dans le silence du soir

Le vent s'amuse avec les roseaux
Un doigt pianote sur le carreau
Et un pas résonne sur le trottoir

La vie écoule doucement
Le temps balance nonchalant

La pluie été tombe sur la mer
Et le soleil joue avec la terre
Et les roses embaument les jardins

La nuit fait entendre sa chanson
Le vieux chien garde encore sa maison
Et la forêt respire sans bruit……..