No passado dia vinte e seis, fez 21 anos que nos deixou, vítima de um acidente de viação, aquele que é considerado um dos maiores compositores portugueses.
A notícia da sua morte foi, na altura, um choque tremendo, quer por se tratar de um jovem com apenas 30 anos, quer pela simpatia que irradiava e ainda pelo seu talento e pela carreira promissora que já iniciara como cantor e compositor.
Carlos Manuel de Marques Paião, conhecido apenas por Carlos Paião, nasceu em Coimbra a 1 de Novembro de 1957, vindo a falecer em Rio Maior, a 26 de Agosto de 1988.
Licenciou-se em Medicina em 1983, pela Universidade de Lisboa, mas acabou por decidir dedicar-se exclusivamente à música. Desde muito cedo Carlos Paião demonstrou ser um talentoso e prolífero compositor, já que no ano de 1978 tinha escritas mais de duzentas canções.
No ano de
1981, Carlos Paião decidiu enviar algumas das suas músicas ao Festival RTP da Canção, numa época em que este evento se apresentava como um meio de se atingir a fama e o sucesso no mundo da música portuguesa. Foi com a canção "Play-Back” que Paião ganhou o Festival da Canção, conseguindo ultrapassar outros concorrentes bem mais famosos e populares. A canção é uma crítica divertida mas incisiva aos artistas que cantam em play-back.
Nesse mesmo ano, Carlos Paião editou outro single de sucesso, “Pó de Arroz”, que mantém até hoje a sua popularidade. Seguiu-se-lhe a "Marcha do Pião das Nicas", canção onde novamente está bem patente a sua faceta ligeira mas certeira para a crítica e a sátira.
Tendo participado no programa televisivo “Foguete” foi, contudo, no programa “Hermanias” que Carlos Paião mais se destacou ao compor a totalidade das músicas e letras de "Serafim Saudade", uma caricatura criada por Herman José, já então uma das figuras mais populares da televisão portuguesa.
Em 1983, cantava ao lado de Cândida Branca Flor (também prematuramente desaparecida em 2001 devido a suicídio, o que surpreendeu os seus admiradores devido à imagem de alegria contagiante que projectava em público), com quem interpretou um dueto muito patriótico intitulado "Vinho do Porto, Vinho de Portugal", que ficou em 3.º lugar no Festival RTP da canção.
Em 1985, concorreu ao Festival Mundial de Música Popular de Tóquio, tendo a sua canção sido uma das 18 seleccionadas em mais de 2000 representativas de 58 países.
A editora EMI - Valentim de Carvalho tinha chegado a encomendar a Carlos Paião canções para outros artistas, entre os quais o próprio Herman José, que viria a alcançar grande êxito com "A Canção do Beijinho", e Amália Rodrigues. Para a diva da música portuguesa, Carlos Paião escreveu "O Senhor Extra-Terrestre", cuja letra chegou mesmo a constar dum manual para alunos da escola primária.
Em 1986, a canção de Carlos Paião, “Bamos lá, Cambada!”, feita para “José Esteves” (outra famosa personagem criada por Herman José), ficará para sempre na memória de todos os portugueses, que a consagraram como a canção-hino da Selecção Portuguesa de Futebol. Das 500 canções que escreveu só chegou a gravar 50, donde se destacam, além de "Play-Back", exitos como "Cinderela", "Pó-de-Arroz", "Vinho do Porto", “Versos de Amor” e tantos outros.
Para além de excelente e prolífico compositor, Carlos Paião distinguia-se também em palco, onde demonstrou todas as suas qualidades num número infindável de espectáculos que realizou. Foi a 26 de Agosto de 1988, a caminho de mais um espectáculo, que Carlos Paião encontrou a morte num violento acidente de viação. Talvez devido ao choque que este acidente causou, logo surgiu o boato de que Paião não estaria morto na altura do seu funeral, mas sim em coma. Contudo, e apesar da violência com que se deu o acidente negar a possibilidade de sobrevivência, o boato de que Carlos Paião foi sepultado vivo mantém-se até ao dia de hoje.
Na altura da sua morte, Carlos Paião estava a preparar um novo álbum intitulado “Intervalo”, que acabou por ser editado em Setembro desse ano, e cujo tema de maior sucesso foi “Quando as nuvens chorarem”.
Compositor, intérprete e instrumentista, Carlos Paião produziu mais de quinhentas canções, tendo sido homenageado em 2003, com um CD comemorativo dos 15 anos da sua morte - "Carlos Paião: Letra e Música - 15 anos depois".
Em 2008, quando se completaram 20 anos do seu desaparecimento, vários músicos e bandas reinterpretaram alguns dos seus temas na edição do albúm, "Tributo a Carlos Paião".
Considerado por muitos como um dos maiores compositores portugueses e uma das maiores e mais queridas estrelas do mundo da música portuguesa, Carlos Paião e a sua música são intemporais, sobrevivendo a diversas gerações.
Alguns vídeos para recordar:
Versos de Amor
Cinderela
Vinho do Porto
A notícia da sua morte foi, na altura, um choque tremendo, quer por se tratar de um jovem com apenas 30 anos, quer pela simpatia que irradiava e ainda pelo seu talento e pela carreira promissora que já iniciara como cantor e compositor.
Carlos Manuel de Marques Paião, conhecido apenas por Carlos Paião, nasceu em Coimbra a 1 de Novembro de 1957, vindo a falecer em Rio Maior, a 26 de Agosto de 1988.
Licenciou-se em Medicina em 1983, pela Universidade de Lisboa, mas acabou por decidir dedicar-se exclusivamente à música. Desde muito cedo Carlos Paião demonstrou ser um talentoso e prolífero compositor, já que no ano de 1978 tinha escritas mais de duzentas canções.
No ano de
Nesse mesmo ano, Carlos Paião editou outro single de sucesso, “Pó de Arroz”, que mantém até hoje a sua popularidade. Seguiu-se-lhe a "Marcha do Pião das Nicas", canção onde novamente está bem patente a sua faceta ligeira mas certeira para a crítica e a sátira.
Tendo participado no programa televisivo “Foguete” foi, contudo, no programa “Hermanias” que Carlos Paião mais se destacou ao compor a totalidade das músicas e letras de "Serafim Saudade", uma caricatura criada por Herman José, já então uma das figuras mais populares da televisão portuguesa.

Em 1983, cantava ao lado de Cândida Branca Flor (também prematuramente desaparecida em 2001 devido a suicídio, o que surpreendeu os seus admiradores devido à imagem de alegria contagiante que projectava em público), com quem interpretou um dueto muito patriótico intitulado "Vinho do Porto, Vinho de Portugal", que ficou em 3.º lugar no Festival RTP da canção.
Em 1985, concorreu ao Festival Mundial de Música Popular de Tóquio, tendo a sua canção sido uma das 18 seleccionadas em mais de 2000 representativas de 58 países.
A editora EMI - Valentim de Carvalho tinha chegado a encomendar a Carlos Paião canções para outros artistas, entre os quais o próprio Herman José, que viria a alcançar grande êxito com "A Canção do Beijinho", e Amália Rodrigues. Para a diva da música portuguesa, Carlos Paião escreveu "O Senhor Extra-Terrestre", cuja letra chegou mesmo a constar dum manual para alunos da escola primária.
Para além de excelente e prolífico compositor, Carlos Paião distinguia-se também em palco, onde demonstrou todas as suas qualidades num número infindável de espectáculos que realizou. Foi a 26 de Agosto de 1988, a caminho de mais um espectáculo, que Carlos Paião encontrou a morte num violento acidente de viação. Talvez devido ao choque que este acidente causou, logo surgiu o boato de que Paião não estaria morto na altura do seu funeral, mas sim em coma. Contudo, e apesar da violência com que se deu o acidente negar a possibilidade de sobrevivência, o boato de que Carlos Paião foi sepultado vivo mantém-se até ao dia de hoje.
Na altura da sua morte, Carlos Paião estava a preparar um novo álbum intitulado “Intervalo”, que acabou por ser editado em Setembro desse ano, e cujo tema de maior sucesso foi “Quando as nuvens chorarem”.
Compositor, intérprete e instrumentista, Carlos Paião produziu mais de quinhentas canções, tendo sido homenageado em 2003, com um CD comemorativo dos 15 anos da sua morte - "Carlos Paião: Letra e Música - 15 anos depois".
Em 2008, quando se completaram 20 anos do seu desaparecimento, vários músicos e bandas reinterpretaram alguns dos seus temas na edição do albúm, "Tributo a Carlos Paião".
Considerado por muitos como um dos maiores compositores portugueses e uma das maiores e mais queridas estrelas do mundo da música portuguesa, Carlos Paião e a sua música são intemporais, sobrevivendo a diversas gerações.
Alguns vídeos para recordar:
Versos de Amor
Cinderela
Vinho do Porto



