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sábado, 29 de agosto de 2009

Recordando Carlos Paião

01-11-1957 / 26-08-1988


No passado dia vinte e seis, fez 21 anos que nos deixou, vítima de um acidente de viação, aquele que é considerado um dos maiores compositores portugueses.

A notícia da sua morte foi, na altura, um choque tremendo, quer por se tratar de um jovem com apenas 30 anos, quer pela simpatia que irradiava e ainda pelo seu talento e pela carreira promissora que já iniciara como cantor e compositor.

Carlos Manuel de Marques Paião, conhecido apenas por Carlos Paião, nasceu em Coimbra a 1 de Novembro de 1957, vindo a falecer em Rio Maior, a 26 de Agosto de 1988.
Licenciou-se em Medicina em 1983, pela Universidade de Lisboa, mas acabou por decidir dedicar-se exclusivamente à música. Desde muito cedo Carlos Paião demonstrou ser um talentoso e prolífero compositor, já que no ano de 1978 tinha escritas mais de duzentas canções.
No ano de 1981, Carlos Paião decidiu enviar algumas das suas músicas ao Festival RTP da Canção, numa época em que este evento se apresentava como um meio de se atingir a fama e o sucesso no mundo da música portuguesa. Foi com a canção "Play-Back” que Paião ganhou o Festival da Canção, conseguindo ultrapassar outros concorrentes bem mais famosos e populares. A canção é uma crítica divertida mas incisiva aos artistas que cantam em play-back.

Nesse mesmo ano, Carlos Paião editou outro single de sucesso, “Pó de Arroz”, que mantém até hoje a sua popularidade. Seguiu-se-lhe a "Marcha do Pião das Nicas", canção onde novamente está bem patente a sua faceta ligeira mas certeira para a crítica e a sátira.
Tendo participado no programa televisivo “Foguete” foi, contudo, no programa “Hermanias” que Carlos Paião mais se destacou ao compor a totalidade das músicas e letras de "Serafim Saudade", uma caricatura criada por Herman José, já então uma das figuras mais populares da televisão portuguesa.
Em 1983, cantava ao lado de Cândida Branca Flor (também prematuramente desaparecida em 2001 devido a suicídio, o que surpreendeu os seus admiradores devido à imagem de alegria contagiante que projectava em público), com quem interpretou um dueto muito patriótico intitulado "Vinho do Porto, Vinho de Portugal", que ficou em 3.º lugar no Festival RTP da canção.

Em 1985, concorreu ao Festival Mundial de Música Popular de Tóquio, tendo a sua canção sido uma das 18 seleccionadas em mais de 2000 representativas de 58 países.
A editora EMI - Valentim de Carvalho tinha chegado a encomendar a Carlos Paião canções para outros artistas, entre os quais o próprio Herman José, que viria a alcançar grande êxito com "A Canção do Beijinho", e Amália Rodrigues. Para a diva da música portuguesa, Carlos Paião escreveu "O Senhor Extra-Terrestre", cuja letra chegou mesmo a constar dum manual para alunos da escola primária.
Em 1986, a canção de Carlos Paião, “Bamos lá, Cambada!”, feita para “José Esteves” (outra famosa personagem criada por Herman José), ficará para sempre na memória de todos os portugueses, que a consagraram como a canção-hino da Selecção Portuguesa de Futebol. Das 500 canções que escreveu só chegou a gravar 50, donde se destacam, além de "Play-Back", exitos como "Cinderela", "Pó-de-Arroz", "Vinho do Porto", “Versos de Amor” e tantos outros.

Para além de excelente e prolífico compositor, Carlos Paião distinguia-se também em palco, onde demonstrou todas as suas qualidades num número infindável de espectáculos que realizou. Foi a 26 de Agosto de 1988, a caminho de mais um espectáculo, que Carlos Paião encontrou a morte num violento acidente de viação. Talvez devido ao choque que este acidente causou, logo surgiu o boato de que Paião não estaria morto na altura do seu funeral, mas sim em coma. Contudo, e apesar da violência com que se deu o acidente negar a possibilidade de sobrevivência, o boato de que Carlos Paião foi sepultado vivo mantém-se até ao dia de hoje.
Na altura da sua morte, Carlos Paião estava a preparar um novo álbum intitulado “Intervalo”, que acabou por ser editado em Setembro desse ano, e cujo tema de maior sucesso foi “Quando as nuvens chorarem”.
Compositor, intérprete e instrumentista, Carlos Paião produziu mais de quinhentas canções, tendo sido homenageado em 2003, com um CD comemorativo dos 15 anos da sua morte - "Carlos Paião: Letra e Música - 15 anos depois".
Em 2008, quando se completaram 20 anos do seu desaparecimento, vários músicos e bandas reinterpretaram alguns dos seus temas na edição do albúm, "Tributo a Carlos Paião".
Considerado por muitos como um dos maiores compositores portugueses e uma das maiores e mais queridas estrelas do mundo da música portuguesa, Carlos Paião e a sua música são intemporais, sobrevivendo a diversas gerações.
Alguns vídeos para recordar:
Versos de Amor


Cinderela


Vinho do Porto

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Voltando a recordar Carlos Paião

01-11-1957 / 26-08-1988

No dia que se completam 23 anos do seu falecimento, voltamos a recordar Carlos Paião, um dos maiores e mais queridos compositores portugueses que, infelizmente, nos deixou com apenas 30 anos de idade mas cujo talento indiciava já uma carreira repleta de êxitos e sucessos.

As músicas que nos deixou continuam a ser escutadas por todos com agrado e admiração, crendo-se que assim continuará ao longo de muitas gerações.

Deixo-vos com duas canções, dois grandes êxitos de Carlos Paião e, para saberem mais deste simpático compositor que trocou a Medicina pela canção, podem aceder ao seguinte link:

http://nuestramizade.blogspot.com/search?q=pai%C3%A3o





domingo, 26 de julho de 2015

Cegonha


A ti, Argos, dedico este post que concebi pensando no quanto admiras esta ave tão comum no nosso Portugal. Termino-o com a bela e inesquecível canção do não menos inesquecível Carlos Paião que sei, é uma das tuas preferidas do seu imenso e criativo reportório.

Cegonha-Branca (Ciconia ciconia)


As cegonhas (Ciconia spp.) são aves da família Ciconiidae com cerca de 1 metro de altura e 3 kg de peso. Migratórias e monogâmicas, estas aves caracterizam-se por emitir sons através do bater dos bicos, actividade a que se dá o nome de “gloterar”.

De habitat variado, as cegonhas vivem em locais como campos abertos, margens de lagos e lagoas, zonas pantanosas, prados húmidos, várzeas, cidades, pântanos, pastagens e falésias.

Alimentam-se de pequenos vertebrados, como rãs, lagartos, cigarras, cobras, insectos, minhocas e peixes.

As crias das cegonhas, nascem na Primavera de uma postura de cerca de 3 a 5 ovos e de uma incubação entre 20 a 30 dias. É interessante ver a atitude protectora da cegonha-mãe que quando chove abre as asas para proteger as crias indefesas.

Existem várias espécies de cegonhas: a Cegonha-de-abdim (Ciconia abdimii), a Ciconia episcopus, a Cegonha-de-storm (Ciconia stormi), a Maguari (Ciconia maguari), a Cegonha-branca-oriental (Ciconia boyciana), a Cegonha-branca (Ciconia ciconia) e a Cegonha-preta (Ciconia nigra).

Em Portugal a cegonha-branca é uma das duas espécies do género Ciconia mais conhecidas da nossa fauna. Mais comum do que a cegonha-preta, a cegonha-branca é reconhecível por todos devido à sua tonalidade branca e preta e ao seu característico bico vermelho.
Por procurar ambientes quentes, é vulgar avistarem-se populações de cegonhas brancas principalmente na região centro, tornando-se assim uma ave bastante característica da paisagem portuguesa. A sua presença está fortemente enraizada na nossa cultura, sendo considerada por muitos um símbolo regional devido a ter-se tornado já um elemento característico da paisagem em muitas regiões do país. Espécie normalmente admirada e respeitada pela grande maioria da população, existem actualmente várias reservas e planos ambientais para a sua conservação.

Mais comum no sul e centro do que no norte de Portugal, a cegonha-branca é presença constante nas searas e pousios alentejanos e nos arrozais, verificando-se, nos últimos anos, um aumento acentuado do número de efectivos ao longo de todo o ano. 

Inconfundível, a cegonha-branca apresenta uma das silhuetas mais facilmente identificáveis da nossa avifauna. O seu pescoço e patas compridas, a tonalidade branca do corpo, com as pontas das primárias e secundárias pretas, e a cor vermelha viva do bico e das patas, tornam-na uma ave emblemática do nosso território.

Fontes: Wikipédia e ICNF