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sábado, 17 de setembro de 2016

Si el hombre pudiera decir lo que ama (Luis Cernuda



 Si el hombre pudiera decir lo que ama,
si el hombre pudiera levantar su amor por el cielo
como una nube en la luz;
si como muros que se derrumban,
para saludar la verdad erguida en medio,
pudiera derrumbar su cuerpo,
dejando sólo la verdad de su amor,
la verdad de sí mismo,
que no se llama gloria, fortuna o ambición,
sino amor o deseo,
yo sería aquel que imaginaba;
aquel que con su lengua, sus ojos y sus manos
proclama ante los hombres la verdad ignorada,
la verdad de su amor verdadero.

Libertad no conozco sino la libertad de estar preso en alguien
cuyo nombre no puedo oír sin escalofrío;
alguien por quien me olvido de esta existencia mezquina
por quien el día y la noche son para mí lo que quiera,
y mi cuerpo y espíritu flotan en su cuerpo y espíritu
como leños perdidos que el mar anega o levanta
libremente, con la libertad del amor,
la única libertad que me exalta,
la única libertad por que muero.

Tú justificas mi existencia:
si no te conozco, no he vivido;
si muero sin conocerte, no muero, porque no he vivido.


quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Pedagogia



PEDAGOGIA

Brinca enquanto souberes!
Tudo o que é bom e belo
Se desaprende...
A vida compra e vende
A perdição.
Alheado e feliz,
Brinca no mundo da imaginação,
Que nenhum outro mundo contradiz!

Brinca instintivamente
Como um bicho!
Fura os olhos do tempo,
E à volta do seu pasmo alvar
De cabra-cega tonta,
A saltar e a correr,
Desafronta
O adulto que hás-de ser!

(Miguel Torga, Diário IX, Coimbra, 16 de Março de 1960)

sábado, 23 de julho de 2016

Estou à procura de um livro para ler


Estou à procura de um livro para ler. É um livro todo especial. Eu o imagino como a um rosto sem traços. Não lhe sei o nome nem o autor. Quem sabe, às vezes penso que estou à procura de um livro que eu mesma escreveria. Não sei. Mas faço tantas fantasias a respeito desse livro desconhecido e já tão profundamente amado. Uma das fantasias é assim: eu o estaria lendo e, de súbito, uma frase lida com lágrimas nos olhos, diria em êxtase de dor e de enfim libertação: Mas é que eu não sabia que se pode tudo, meu Deus!

(Clarice Lispector)

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Miguel de Cervantes sobre la naturaleza humana..



"Hoy es el día más hermoso de nuestra vida, querido Sancho; Los obstáculos más grandes, nuestras propias indecisiones; nuestro enemigo más fuerte, el miedo al poderoso y a nosotros mismos; la cosa más fácil, equivocarnos; la más destructiva, la mentira y el egoísmo; la peor derrota, el desaliento; Los defectos más peligrosos, la soberbia y el rencor; Las sensaciones más gratas, la buena conciencia, el esfuerzo para ser mejores sin ser perfectos, y sobre todo, la disposición para hacer el bien y combatir la injusticia donde quiera que esté."

Parece mentira que Don Miguel de Cervantes escribiese sobre la naturaleza humana de esta manera hace ya más 400 años..


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Perfume da Amizade



Amigos,

Vou estar ausente por uns dias ficando o Farol entregue aos meus queridos e especiais amigos Argos e Poseidón que tão bem como eu sabem dele cuidar.

A vós deixo como oferta um miminho também muito especial:
O Perfume da “minha” Amizade

Até Outubro e fiquem bem!...

......***......

O PERFUME DA AMIZADE

Neste meus versos queria
A amizade perfumar
E em jeito de poesia
Aos amigos dedicar.
Belo e nobre sentimento
P'los seres humanos vivido
É da alma o alimento
P'ra dar à vida sentido.

As palavras de amizade
P'los amigos proferidas
São véus de felicidade
Que iluminam nossas vidas.
Quantas vezes terapia
Que enternece o coração
E em centelhas de alquimia
Ameniza a solidão.

A amizade é qual riqueza
De grande preciosidade
É maior que a natureza
Não tem tempo nem idade.
Uma amizade sincera
Não se compra nem se vende
É união que se gera
E uns aos outros nos prende.

Amigos são a família
Que nós seleccionamos
E estão sempre em vigília
Quando deles precisamos.
Que esta força a que me prendo
Com tanta afectividade
Continue sempre mantendo
O PERFUME DA AMIZADE !...

(Euclides Cavaco)


segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Arma Secreta





Arma Secreta

Tenho uma arma secreta
ao serviço das nações.
Não tem carga nem espoleta
mas dispara em linha recta
mais longe que os foguetões.

Não é Júpiter, nem Thor,
nem Snark ou outros que tais.
É coisa muito melhor
que todo o vasto teor
dos Cabos Canaverais.

A potência destinada
às rotações da turbina
não vem da nafta queimada,
nem é de água oxigenada
nem de ergóis de furalina.

Erecta, na noite erguida,
em alerta permanente,
espera o sinal da partida.
Podia chamar-se VIDA.
Chama-se AMOR, simplesmente.

(António Gedeão, “Poesias Completas”)

sexta-feira, 4 de julho de 2014

A cegueira e não só...





Príncipes, Reis, Imperadores, Monarcas do Mundo: vedes a ruína dos vossos Reinos, vedes as aflições e misérias dos vossos vassalos, vedes as violências, vedes as opressões, vedes os tributos, vedes as pobrezas, vedes as fomes, vedes as guerras, vedes as mortes, vedes os cativeiros, vedes a assolação de tudo? Ou o vedes ou o não vedes. Se o vedes como o não remediais? E se o não remediais, como o vedes? Estais cegos. Príncipes, Eclesiásticos, grandes, maiores, supremos, e vós, ó Prelados, que estais em seu lugar: vedes as calamidades universais e particulares da Igreja, vedes os destroços da Fé, vedes o descaimento da Religião, vedes o desprezo das Leis Divinas, vedes o abuso do costumes, vedes os pecados públicos, vedes os escândalos, vedes as simonias, vedes os sacrilégios, vedes a falta da doutrina sã, vedes a condenação e perda de tantas almas, dentro e fora da Cristandade? Ou o vedes ou não o vedes. Se o vedes, como não o remediais, e se o não remediais, como o vedes? Estais cegos. Ministros da República, da Justiça, da Guerra, do Estado, do Mar, da Terra: vedes as obrigações que se descarregam sobre vosso cuidado, vedes o peso que carrega sobre vossas consciências, vedes as desatenções do governo, vedes as injustças, vedes os roubos, vedes os descaminhos, vedes os enredos, vedes as dilações, vedes os subornos, vedes as potências dos grandes e as vexações dos pequenos, vedes as lágrimas dos pobres, os clamores e gemidos de todos? Ou o vedes ou o não vedes. Se o vedes, como o não remediais? E se o não remediais, como o vedes? Estais cegos.

(Padre António Vieira in "Sermões"; Padre e escritor português, 1608-1697)
 

terça-feira, 21 de maio de 2013

En el huerto





Hoy os propongo este bello poema de Víctor Hugo con un precioso video de una lindísima canción de Roberto CARLOS
 

En el huerto

Por cerezas garrafales
Íbamos juntos al huerto.

Con sus brazos de alabastro
Escalaba los cerezos,
Y montábase en las ramas,
Que se doblaban al peso.

Yo subía detrás de ella
Y mis ojos indiscretos
Su blanca pierna seguían,
Y ella cantando y riendo,
Les decía con sus ojos
A los míos: -¡Estad quietos!

Luego hacia mí se inclinaba,
En los dientes ya trayendo
Suspendida una cereza;
Y yo mi boca de fuego
Sobre su boca posaba;
Y ella, siempre sonriendo,
Me dejaba la cereza
Y se llevaba mi beso.

 Víctor Hugo