Mostrar mensagens com a etiqueta Homenagem. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Homenagem. Mostrar todas as mensagens

sábado, 1 de setembro de 2012

Saudades de ti


Dedicado a um amigo que adora escutar Tony Carreira e de quem já sinto muitas saudades!...


terça-feira, 7 de agosto de 2012

Caetano Veloso completa hoje 70 anos de idade


Em plena produção, ele é protagonista absoluto da música popular brasileira

Caetano Veloso chega aos 70 anos sem nunca deixar de ter sido… Caetano Veloso. Desde que apareceu para o Brasil e para o mundo, em meados dos anos 1960, o baiano nascido na pequena Santo Amaro da Purificação sempre foi um protagonista. Primeiro, por liderar um movimento que ganhou o nome de Tropicalista e mudou os rumos da música popular brasileira; depois, por manter o espírito de artista inventivo e irrequieto, capaz de ir da bossa nova ao rock e homenagear até gêneros musicais considerados menos nobres. 

Em todos esses anos, Caetano foi polêmico e deu opiniões exageradas, mas cantou tudo e todos: o amor, a desilusão, a alegria, o sol, o vento, os presos, a miséria, a política, o carnaval, Londres, sua amada Salvador, até a dura poesia concreta de São Paulo. É impossível dizer qual é canção mais linda de Caê, ou qual é o melhor disco entre os 50 que gravou, mas uma coisa é certa: o baiano tem uma das vozes mais perfeitas da música popular brasileira e é um grande intérprete de suas canções e de outros compositores. 

Mais? Caetano escreveu um livro fundamental sobre a música brasileira, o seu “Verdade Tropical" (1997), se aventurou pelo cinema e assina uma das melhores frases da nossa cultura: “de perto, ninguém é normal".

Caetano não programou nada em especial para comemorar o dia de hoje. Está em estúdio, gravando um novo disco de músicas inéditas – que certamente será surpreendente e adorável. O único compromisso do músico por esses dias, conforme o seu site, é um show de voz e violão no dia 10 para homenagear outro baiano ilustre, o centenário Jorge Amado. 

Parabéns, Caetano. E faça valer sua canção: “o homem velho deixa a vida e a morte para trás...”

In: band.com.br 

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Vincent Van Gogh


No próximo dia 29 completam-se 122 anos após a morte de Vincent Van Gogh.

Como tributo ao famoso pintor pós-impressionista neerlandês, frequentemente considerado um dos maiores de todos os tempos, deixo-vos aqui uma canção, que talvez muitos não conheçam, que é uma homenagem de Don McLean ao grande Vincent Van Gogh.

Don McLean é um cantor e compositor norte-americano, nascido em 1945, que ficou famoso pela canção American Pie, e que escreveu Vincent em 1971 depois de ter ficado fascinado com a leitura de um livro sobre a vida de Vincent Van Gogh.

A canção Vincent tornou-se um grande êxito internacional, tendo em 1972 sido nº 1 no Reino Unido e nº 12 nos EUA.

Nos anos 70, o museu de Van Gogh em Amesterdão tocava esta música diariamente.

Nos últimos anos a canção tornou-se ainda mais conhecida ao ser cantada pelos participantes de grandes shows, como American Idol e BBC Fame Academy.

Apesar do vídeo ter a tradução em português, aqui fica a letra original de Vincent para aqueles que dominam o inglês poderem apreciar a sua beleza poética e a mensagem que Don pretende transmitir. 


 
VINCENT
(Don McLean)

Starry, starry night.
Paint your palette blue and grey,
Look out on a summer's day,
With eyes that know the darkness in my soul.
Shadows on the hills,
Sketch the trees and the daffodils,
Catch the breeze and the winter chills,
In colors on the snowy linen land.

Now I understand what you tried to say to me,
How you suffered for your sanity,
How you tried to set them free.
They would not listen, they did not know how.
Perhaps they'll listen now.

Starry, starry night.
Flaming flowers that brightly blaze,
Swirling clouds in violet haze,
Reflect in Vincent's eyes of china blue.
Colors changing hue, morning field of amber grain,
Weathered faces lined in pain,
Are soothed beneath the artist's loving hand.

Now I understand what you tried to say to me,
How you suffered for your sanity,
How you tried to set them free.
They would not listen, they did not know how.
Perhaps they'll listen now.

For they could not love you,
But still your love was true.
And when no hope was left in sight
On that starry, starry night,
You took your life, as lovers often do.
But I could have told you, Vincent,
This world was never meant for one
As beautiful as you.

Starry, starry night.
Portraits hung in empty halls,
Frameless head on nameless walls,
With eyes that watch the world and can't forget.
Like the strangers that you've met,
The ragged men in the ragged clothes,
The silver thorn of bloody rose,
Lie crushed and broken on the virgin snow.

Now I think I know what you tried to say to me,
How you suffered for your sanity,
How you tried to set them free.
They would not listen, they're not listening still.
Perhaps they never will...


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Ao meu gato



Ode ao Gato

Tu e eu temos de permeio
a rebeldia que desassossega,
a matéria compulsiva dos sentidos.
Que ninguém nos dome,
que ninguém tente
reduzir-nos ao silêncio branco da cinza,
pois nós temos fôlegos largos
de vento e de névoa
para de novo nos erguermos
e, sobre o desconsolo dos escombros,
formarmos o salto
que leva à glória ou à morte,
conforme a harmonia dos astros
e a regra elementar do destino.

(José Jorge Letria, in: Animália, Odes aos Bichos")
 
Homenagem ao meu Eddy, o gatinho que me deixou em Abril 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

José Afonso- 25 anos de saudade

Zeca Afonso recordado hoje, 25 anos após a sua morte

Os tributos a José Afonso vão multiplicar-se esta quinta-feira, quando se assinalam 25 anos sobre a sua morte. As cantigas do mais importante músico de intervenção português vão ouvir-se por todo o país e Barcelona também entra no roteiro.

Segundo o site da Associação José Afonso (AJA), a agenda começa logo em Coimbra, onde José Afonso estudou, onde se lançou como músico e activista político e se transformou num símbolo dos estudantes.

José Afonso morreu a 23 de Fevereiro de 1987, aos 57 anos, em Setúbal, onde morava. Sofria de esclerose lateral amiotrófica, doença neurodegenerativa progressiva e fatal que o afastou dos palcos a partir de 1983.

Os derradeiros concertos foram os dos coliseus de Lisboa e Porto. «Galinhas do Mato», de 1985, é o seu último álbum, que teve de ser completado pelos amigos José Mário Branco, Sérgio Godinho, Helena Vieira, Fausto e Luís Represas. Em 1986, já muito debilitado, ainda apoiou a candidatura presidencial de Maria de Lourdes Pintasilgo.

A maior parte das iniciativas publicitadas pela AJA acontecem esta quinta-feira. A própria associação preparou um espectáculo de celebração da obra de José Afonso para Lisboa. Terá lugar na Academia de Santo Amaro, em Alcântara, às 21:00. A apresentação estará a cargo do encenador Hélder Costa (que partilha a direcção de A Barraca com Maria do Céu Guerra) e contará com nomes de palco como Francisco Fanhais, Zeca Medeiros, Francisco Naia, Pedro Branco ou Couple Coffee.

Também em Lisboa, às 18:00, no espaço da Cidade Universitária da Biblioteca-Museu República e Resistência, o jornalista e escritor Viriato Teles vai promover uma sessão de evocação. «Recordar José Afonso» é a palavra de ordem e é o mesmo que se fará em Setúbal, no La Bohème, a partir das 22:00, com António Galrinho e Rui Lino a lerem 25 poemas de «Zeca».

Em Braga, o Theatro Circo abre as portas a um tributo conjunto: de José Afonso e de Adriano Correia de Oliveira, cujo desaparecimento aconteceu há 30 anos (a 16 de Outubro). Com apresentação e declamação de Camilo Silva e Maria Torcato, o Canto D´Aqui convidou vários artistas para subir ao palco às 21:30 e na próxima, para o mesmo espectáculo.

Na sexta-feira, o itinerário passa pelo Seixal e pelo Barreiro, à hora de jantar. No Seixal, Luís Pires, Pedro Branco, Vítor Sarmento actuam no restaurante O Bispo. No Barreiro, a associação «Grupo dos Amigos do Barreiro Velho» vai ao restaurante O Pial mostrar como as canções de José Afonso «mantêm toda a actualidade», 25 (ou mais) anos depois. «Zeca Afonso sempre esteve e continua a estar com os que lutam por um mundo melhor», lê-se no convite.

Por fim, Barcelona. A capital catalã vai acolher dois concertos no L´Auditori, a 25 de Fevereiro e a 3 de Março. O primeiro será da responsabilidade dos Drumming, grupo português de percussão com sede no Porto. O segundo é do projecto «20 canções para Zeca Afonso», que propõe «um novo olhar sobre a música» do autor de «Grândola, Vila Morena».

Fonte: diariodigital.sapo.pt


Recordaremos José Afonso com dois vídeos, um dos seus tempos de Coimbra e o outro da sua fase como músico de intervenção



sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Fado - Património Imaterial da Humanidade

No passado dia 27 de Novembro, em Bali, na Indonésia, o “Fado” foi pela UNESCO elevado à categoria de “Património Cultural Imaterial da Humanidade”.

Nascido em Lisboa, o Fado tornou-se rapidamente na canção nacional mas, a partir de agora, ele é um tesouro do mundo, uma jóia que fala de Portugal, da sua cultura, da sua língua, do seu povo e dos seus poetas cujos versos cantam o amor, a dor, o ciúme, a solidão, o destino e a “saudade” esse sentimento tão fortemente entranhado na alma lusa.

Pretende-se com este post comemorar este novo estatuto do Fado e ao mesmo tempo homenageá-lo através da voz daquela que é por todos conhecida como a Raínha do Fado – Amália Rodrigues e de uma outra bonita voz do Fado, da nova geração, mas a quem já chamam de Príncipe do Fado – Gonçalo Salgueiro.

Ambas as letras dos fados destes vídeos são da grande Amália. A imagem inicial é uma tela de 1910 do pintor português José Malhoa, intitulada "Fado".




quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Um tributo a Eunice Muñoz

No passado dia 28, Eunice Muñoz subiu ao palco do Auditório Municipal que tem o seu nome, em Oeiras, para estrear a peça "O cerco a Leninegrado", no dia em que se celebraram os 70 anos da sua estreia, no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa. Foi ainda agraciada, nesse mesmo dia, pelo Presidente da República com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.


Eunice do Carmo Muñoz nasceu em Amareleja, uma freguesia do Baixo Alentejo, a 30 de Julho de 1928.

Com origens numa família de actores, estreou-se em 1941 na peça “Vendaval”, de Virgínia Vitorino, com a Companhia Amélia Rey Colaço/ Robles Monteiro, sediada no Teatro Nacional D. Maria II. O seu talento, de imediato reconhecido e admirado, permite-lhe uma rápida integração na Companhia.

Em 1943 contracena com Palmira Bastos em “Riquezas da sua Avó”, uma comédia espanhola, a que se segue, no ano seguinte,” Labirinto”, de Manuel Pressler. Ainda no Verão desse ano protagoniza a opereta “João Ratão”. Continuou a coleccionar sucessos, ao lado de Maria Lalande e Irene Isidro em “Raparigas Modernas”, sendo ainda dirigida por Maria Matos em “A Portuguesa”, de Carlos Vale.

Já aluna do Conservatório Nacional de Teatro celebriza-se em “A Casta Susana”, de Georg Okonkowikski. Termina o Conservatório com 18 anos e uma média final de 18 valores.

Foi porém, no Teatro Variedades com a peça “Chuva de Filhos”, ao lado de Vasco Santana e Mirita Casimiro, que começou a ganhar grande popularidade.

Em 1946 dá-se a sua estreia no cinema, no filme de Leitão de Barros, “Camões”. Por esta interpretação, Eunice ganha o prémio do SNI - Secretariado Nacional de Informação, para a melhor actriz cinematográfica do ano. Seguem-se “Um Homem do Ribatejo” (1946) e “Os Vizinhos do Rés-do-Chão” (1947).

Em 1947 ingressa na Companhia de Comediantes Rafael de Oliveira e no ano seguinte regressa ao Teatro Nacional para protagonizar “Outono em Flor”, de Júlio Dantas. Com a peça “Espada de Fogo”, de Carlos Selvagem, encenado por Palmira Bastos, atinge um êxito retumbante.

Trabalha de novo no cinema, protagonizando, em 1949, “A Morgadinha dos Canaviais” e “Ribatejo”.

Volta aos palcos em 1950, com a comédia “Ninotchka”, de Melchior Lengyel, contracenando com Igrejas Caeiro, Maria Matos e Vasco Santana.

Do seu ingresso em 1951 na Companhia do Teatro Ginásio, salienta-se a peça, “A Loja da Esquina”, de Edward Percy.

Passa pelo Teatro da Trindade e depois retira-se por quatro anos da actividade teatral. A sua re-apariçao dá-se em 1956 no Teatro Avenida com a peça “Joana D' Arc”, de Jean Anouilh. Multidões perfilam-se pela Avenida da Liberdade, desejosas de obter um bilhete para ver Eunice, aclamada pela crítica como genial.

Em 1957, depois da peça “A Desconhecida”, de Pirandello, ingressa, juntamente com outros autores famosos, no Teatro Nacional Popular onde interpreta Shakespeare “Noite de Reis”, de Shakespeare, “Um Serão nas Laranjeiras”, de Júlio Dantas e “Pássaros das Asas Cortadas”, de Luiz Francisco Rebello.

Nos anos 60, passa para a comédia na Companhia de Teatro Alegre, ao lado de nomes como António Silva ou Henrique Santana. No Teatro Monumental fez “O Milagre de Anna Sullivan”, de William Gibson que lhe grangeou, em 1963, o Prémio de Melhor Actriz do SNI ex-aequo com Laura Alves .

Começa a aparecer com regularidade na televisão em peças repetidas por desejo expresso do público, como “O Pomar das Cerejeiras”, de Anton Tcheckov, “A Dama das Camélias”, de Alexandre Dumas Filho, “Recompensa”, de Ramada Curto, “Os Anjos não Dormem”, de Armando Vieira Pinto, ou séries como “Cenas da Vida de uma Actriz”, doze episódios de Costa Ferreira.

Em 1965, quando Raúl Solnado funda a Companhia Portuguesa de Comediantes (CPC), no recém inaugurado Teatro Villaret, Eunice recebe o maior salário até aí pago a uma actriz dramática: 30 contos mensais. A peça de estreia é “O Homem que Fazia Chover”, de Richard Nash, encenado por Alain Oulman. Seguiram-se interpretações de Tenessee Williams e Bernardo Santareno.

Regressa ao Teatro Variedades e ao Teatro Experimental de Cascais e em 1970 funda a Companhia Somos Dois, com a qual faz uma longa tournée por Angola e Moçambique com a peça “Dois num Baloiço”, de William Gibson. Em seguida, estreia-se na encenação com “A Voz Humana”, de Jean Cocteau.

Em 1971 volta ao palco do Teatro Nacional para, ao lado de João Perry, fazer “O Duelo”, de Bernardo Santareno. No mesmo ano integra uma nova formação artística no Teatro São Luiz onde interpreta José Régio. Com a proibição pela censura, a poucas horas da estreia, de “A Mãe”, de Stanislaw Wiktiewicz, em que Eunice era a protagonista, o director da companhia, Luiz Francisco Rebello, demite-se e cessa a actividade desse conjunto que augurava grande êxito.

Dedica-se, então, à divulgação de poetas que ama, quer em disco, quer em recitais, dando voz a Florbela Espanca ou António Nobre.

Volta ao teatro para interpretar “As Criadas”, de Jean Genet. Integrada no Teatro Experimental de Cascais faz uma longa tournée por África, onde se contam espectáculos como “A Maluquinha de Arroios”, de André Brum.

O seu regresso aos palcos portugueses dá-se em 1978, integrada na companhia do reaberto Teatro Nacional D. Maria II, onde viverá êxitos enormes, interpretando peças de Donald Coburn, John Murray, Bertolt Brecht, Hermann Broch, Athol Fuggard, Eurípedes, entre outros.

Aparecerá de novo no cinema, em vários filmes, tendo uma interpretação magnífica em “Manhã Submersa”, de Lauro António (1980) e Tempos Difíceis, de João Botelho (1987).

Após a participação na revista “Passa por mim no Rossio”, de Filipe La Féria (1992), volta à televisão na telenovela “A Banqueira do Povo”, de Walter Avancini (1993).

Em 1991, celebraram-se os seus 50 anos de Teatro, com uma exposição no Museu Nacional do Teatro, sendo Eunice condecorada, em cena aberta, no palco do Teatro Nacional, pelo Presidente da República.

“A Maçon” (1997), escrito pela romancista Lídia Jorge propositadamente para Eunice, e “A Casa do Lago” (2001), de Ernest Thompson, são duas das suas mais recentes participações nos palcos.

Em 2006 representou pela primeira vez na casa a que deu nome, o Auditório Municipal Eunice Muñoz, em Oeiras, com a peça “Miss Daisy”, seguindo-se-lhe, em 2007, “Dúvida”, de John Patrick Shanley, no Teatro Maria Matos.

Em Maio de 2008 é agraciada com o Globo de Ouro de Mérito e Excelência.

Em 2009 regressa ao Teatro Nacional D. Maria II com a peça “O Ano do Pensamento Mágico”, de Joan Didion.

Em 2011 volta à cena com "O Comboio da Madrugada", de Tennessee Williams, sob a encenação do mestre Carlos Avilez, no Teatro Experimental de Cascais.


Eunice Muñoz é uma actriz portuguesa de referência do teatro português e considerada em Portugal uma das suas melhores de todos os tempos.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Homenageando dois grandes amigos


Este é um post que há muito aqui queria colocar mas o seu carácter um tanto pessoal e o tema de que trata, que possivelmente não terá grande interesse para a maioria dos amigos que passam pelo Farol, foram os motivos que me levaram a adiar este meu desejo. Mas, as duas pessoas a quem ele se dirige e os fortes laços de Amizade que a elas me unem falaram mais alto e deram-me coragem para agora o publicar. Creio que "este" é o momento certo!...

Como já devem ter deduzido, este será um post muito especial e um tanto original, já que pretende ser uma homenagem aos meus dois grande amigos e companheiros “faroleiros”, Argos e Poseidón.

Na vida, assim como no Amor e na Amizade, nem tudo é sempre um “mar de rosas”!... Há momentos bons, maravilhosos e outros menos bons… mas o respeito, a aceitação das nossas diferenças (que, diga-se em boa verdade, são grandes!...), a dedicação, o carinho, e acima de tudo a grande Amizade que nos une, superou e sempre venceu contratempos e “obstáculos” que algumas vezes se atravessaram “no nosso caminho”.

A luz que o nosso Farol irradia não é mais do que essa Amizade que nos liga, nos suporta e nos conduz sempre a bom porto, que não nos deixa vacilar nem recuar ou desistir quando os ventos não estão a nosso favor ou quando uma tempestade se aproxima.

O selinho que se encontra no início do post simboliza e perpetuará a Amizade que me une a Poseidón e a Argos, ligações estas iniciadas há já mais de 5 anos (como o tempo corre!...).

O vídeo que se encontra no fim do post, mais precisamente a canção que nele se pode escutar, foi a chave que um feliz acaso fez com que viesse parar às minhas mãos e com ela abrisse a porta que me permitiu encontrar e conhecer os meus dois grandes amigos.

Obrigada Argos e Poseidón por caminharem a meu lado, por serem como são e por me dedicarem toda a vossa compreensão, carinho e Amizade.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

1 de Junho - Dia Mundial da Criança


"A palavra progresso não terá qualquer sentido enquanto houver crianças infelizes"

(Albert Einstein)





Os putos

Uma bola de pano, num charco
Um sorriso traquina, um chuto
Na ladeira a correr, um arco
O céu no olhar, dum puto.

Uma fisga que atira a esperança
Um pardal de calções, astuto
E a força de ser criança
Contra a força dum chui, que é bruto.

Parecem bandos de pardais à solta
Os putos, os putos
São como índios, capitães da malta
Os putos, os putos
Mas quando a tarde cai
Vai-se a revolta
Sentam-se ao colo do pai
É a ternura que volta
E ouvem-no a falar do homem novo
São os putos deste povo
A aprenderem a ser homens.

As caricas brilhando na mão
A vontade que salta ao eixo
Um puto que diz que não
Se a porrada vier não deixo

Um berlinde abafado na escola
Um pião na algibeira sem cor
Um puto que pede esmola
Porque a fome lhe abafa a dor.

(José Carlos Ary dos Santos)

terça-feira, 17 de maio de 2011

Manuel António Pina ganha prémio Camões

O escritor português Manuel António Pina ganhou o Prémio Camões, o maior prémio literário de língua portuguesa.



É a coisa mais inesperada que poderia esperar”, disse o poeta Manuel António Pina, que acabara de saber que lhe fora atribuído o Prémio Camões de 2011, no valor de cem mil euros. “Nem sabia que estava hoje a ser discutida a atribuição do prémio”, acrescentou.

Todos os jurados levavam nas suas listas o nome de Manuel António Pina e não precisaram sequer de meia hora para chegar a uma decisão unânime na reunião que mantiveram esta manhã na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Pina torna-se assim o 23º Prémio Camões e o décimo português a receber esta consagração, se excluirmos o autor angolano nascido em Portugal, Luandino Vieira, que recusou o prémio em 2006.

O júri integrou dois jurados portugueses (a ensaísta e poetisa Rosa Martelo e o ensaísta e professor de literatura brasileira Abel Barros Baptista), dois brasileiros (o poeta António Carlos Secchim e a ficcionista Edla Van Steen) e ainda dois representantes dos países africanos de expressão portuguesa: a poetisa e ficcionista angolana Ana Paula Tavares e a ensaísta são-tomense Inocência Mata.

Nascido no Sabugal, Guarda, em 1943, Manuel António Pina foi jornalista durante várias décadas e estreou-se na poesia em 1974 com o livro “Ainda Não É o Fim nem o Princípio do Mundo Calma É Apenas Um Pouco Tarde”. No ano anterior publicara o seu primeiro livro para crianças, “O País das Pessoas de Pernas para o Ar”. Consensualmente reconhecido como um dos melhores cronistas de língua portuguesa – ainda hoje assina uma crónica diária no Jornal de Notícias –, Manuel António Pina publicou dezenas de livros de poesia e de literatura para crianças, mas só em 2003 se aventurou na ficção “para adultos”, com “Os Papéis de K.”.

Se a sua obra de ficção é menos conhecida internacionalmente, a sua poesia está traduzida na generalidade das línguas europeias. O seu mais recente livro de poemas, intitulado “Os Livros” (Assírio & Alvim, 2003) venceu os prémios de poesia da Associação Portuguesa de Escritores e a da Fundação Luís Miguel Nava.

In: Público/Cultura, 12-05-2011



O Livro

E quando chegares à dura
pedra de mármore não digas: «Água, água!»,
porque se encontraste o que procuravas
perdeste-o e não começou ainda a tua procura;
e se tiveres sede, insensato, bebe as tuas palavras
pois é tudo o que tens: literatura,
nem sequer mistério, nem sequer sentido,
apenas uma coisa hipócrita e escura, o livro.


Não tenhas contra ele o coração endurecido,
aquilo que podes saber está noutro sítio.
O que o livro diz é não dito,
como uma paisagem entrando pela janela de um quarto vazio.

In: Os Livros, Assírio & Alvim, 2003

Poema inédito


À noite com Job, sob o céu de Calar Alto

Como um Deus incompreensível
confundido pela própria
argumentação
perguntando: “Onde é que eu ía?”

Como uma pergunta
a que só é possível responder
com novas perguntas.

Como vozes ao longe discutindo:
“Alguma vez deste ordens à manhã,
ou indicaste à aurora o seu lugar?”

Como um filme
em que tudo acontecesse
na escuridão do espectador.

Como o clarão da noite última
e vazia que abraça pela cintura
a jovem luz do dia.

Fonte: Público, 13-05-2011

sábado, 19 de março de 2011

19 de Março - "Dia do Pai"


Existe algo ilimitado no amor de um pai,
algo que não pode falhar,
algo no qual acreditar
mesmo que seja contra o mundo inteiro.
Nos dias da nossa infância,
gostamos de pensar
que nosso pai tudo pode;
mais tarde,
acreditaremos que seu amor
pode compreender tudo.

(Frederick Faber)



A todos os pais dedicamos este poema e oferecemos este selinho comemorativo do vosso dia, o "Dia do Pai"

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Mãe


Completas hoje cinquenta e cinco anos de vida. E há quase trinta e três que és minha.

“MÃE”

Que significa realmente este termo?
Uma palavra mínima, m-a -e, demasiado pequena para tanto sentimento.

Que és para mim? És tudo e tentar traduzir “tudo” por palavras é reduzir o seu conteúdo, por outro lado, “tudo” não cabe em vocábulos.

Não serás porventura a melhor mãe do mundo, mas eu também não sou o melhor filho do mundo!
Não serás a mais bela das mães, mas quando sorris iluminas a minha vida.
Não serás a mais perseverante das mães, mas obrigaste-me (e obrigas) a seguir em frente.
Não serás a mais forte das mães, mas foram as tuas mãos que não me deixaram cair, nunca.
Não serás a mais meiga das mães, mas foste tu quem me abraçou e me fez sentir protegido.
Não serás a maior das mães, mas enches o meu mundo.
Não precisas de ser perfeita, basta que sejas minha e nem imaginas o orgulho e o calor que sinto dentro de mim.
Que és para mim? És serenidade. És o meu porto de abrigo. És amor. És uma mãe que nunca desistiu.
Parabéns por este dia, desejo-te as maiores felicidades e que continues a ser sempre “simplesmente mãe”.

Um abraço deste filho que tanto te ama e não sabe dizê-lo.

sábado, 11 de setembro de 2010

Hino 50 Anos RTP


Eu conheco muitas coisas de Portugal pela RTPI é sobretudo graças principalmente aos meus amigos Tétis é Argos.
Gosto tb muito deste video Hino 50 Anos RTP , está excelente mesmo! Parabéns!

Viva a portugal...viva à Televisão RTP...viva aos portugueses...

Y viva Brasil también!

Aqui en FRANCIA conoci muchos amigos portugueses con ellos aprendi muchas cosas.
Para nosotros españoles son como hermanos y por eso nos juntabamo en pandillas.
Esos amigos me hicieron descubrir un grande cantante de los más romántico en la historia de la música el REI Roberto Carlos.

Me apasione por sus músicas desde ese momento para siempre y es así cómo aprendi un poco de la lengua Portuguesa.

Roberto Carlos es quien me ha permetido encontrar mis dos amigos Tétis y Argos en la red en un lugar donde encontrabamos noticias, compartiamos y intercambiamos ideas y opiniones sobre nuestro idolo el REI…, nunca lo olvidare !
En 2006 fui a LISBOA para ver un show inovidable de Roberto CARLOS.