
Na série "Duetos musicais" vamos ter mais duas vozes da Lusofonia: Eugénia Melo e Castro e Ney Matogrosso
Eugénia Melo e Castro é uma cantora e compositora portuguesa.
Dos pais, “Geninha” (como é conhecida pelos amigos), recebeu a veia artística, a informação literária e a sensibilidade para o “jazz”. Através do avô, compositor, tomou contacto com a música clássica.
A sua formação musical teve por base o canto, o piano, o violino e a guitarra clássica. Frequentou a London Film School onde cursou Cinema e Fotografia. Em Lisboa, na Escola António Arroio, concluiu o curso de Artes Gráficas.

Em 1977 inicia a sua trajectória cultural, como actriz de teatro, no grupo de teatro “Ânima” (que fundou e onde desenvolveu trabalhos de poesia experimental encenada). Entre 1977 e 1978 actua na companhia teatral “A Barraca”.
No cinema estreia-se em 1978, tendo participado em filmes de Joaquim Leitão e Djalma Limonge Batista.
Foi na televisão, autora e produtora musical, compositora e apresentadora. Em 1980 apresentou a série “Quadrados e QUadradinhos” e produziu a música para 8 bandas sonoras de filmes de animação da série da RTP “Ouriço Cacheiro”.
A sua paixão pela Música Popular Brasileira, que adquiriu ainda adolescente, viria a ser decisiva na relação forte que mantém com o Brasil. A "ponte" foi estabelecida em 1980, através de Wagner Tiso que conheceu em Lisboa por ocasião de uma série de espectáculos de Milton Nascimento em Portugal.
É a partir da década de 1980 que começa a parceria autoral e vocal com alguns dos mais consagrados artistas brasileiros, como Tom Jobim, Chico Buarque, Simone, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Ney Matogrosso, entre muitos outros.
Em 1998, depois de várias jornadas musicais, projectos, shows e lançamentos de discos, Eugénia concebe o programa televisivo Atlântico, criado e produzido em Lisboa, com o qual pretende levar a sua bagagem cultural aos artistas brasileiros e portugueses. O programa, que passa a ser transmitido pela RTP , em Portugal e a TV Cultura, no Brasil tem como ideia principal a união de cantores e compositores das duas nações. É a própria Eugénia quem o apresenta, contando com a parceria de Nelson Motta.
Com todos os seus trabalhos disseminados e integralmente lançados quer em Portugal quer no Brasil, Eugénia de Melo e Castro conquista em 2007 o prémio “Qualidade Brasil” pela totalidade da sua obra musical. E, em 2008, o seu famoso programa televisivo Atlântico foi considerado um dos 50 melhores programas de sempre de televisão em Portugal.

Ney Matogrosso é um cantor, director, iluminador e actor brasileiro.
Ney de Sousa Pereira, o seu nome verdadeiro, é hoje considerado um dos maiores intérpretes do Brasil, tendo adoptado o nome artístico Ney Matogrosso somente em 1971, quando foi para São Paulo.
Com uma infância e uma adolescência marcadas pela solidão, Ney desde cedo demonstrou vocação artística. Apesar de pintar de gostar de teatro tendo chegado a interpretar e de esporadicamente cantar, acabou por entrar na Aeronáutica e mais tarde ir trabalhar no laboratório de anatomia patológica do Hospital de Brasília.
Em 1966 foi para o Rio de Janeiro onde passou a viver da confecção e venda de peças de artesanato em couro e adoptou completamente a filosofia de vida hippie. É neste período que passa a fazer parte dos Secos & Molhados.
Com a dissolu
ção do grupo, inicia carreira a solo tendo com a gravação de “Bandido” visto finalmente reconhecida a sua carreira como solista.
Apresentou-se, em seguida, no Rio e em São Paulo, singularizando-se no cenário artístico pela sua voz aguda e pelas performances em palco onde se apresentava maquilhado e fantasiado. Todas as faixas etárias passaram a aplaudi-lo de pé, tendo-se consagrado como o maior “showman” brasileiro.
“Bandido” é considerado o seu show mais ousado. Várias vezes ameaçado pelo regime militar da época, Ney escandalizava todo o Brasil na década de 80. São desse período alguns dos seus maiores sucessos: "Homem com H", "Vida, Vida", "Pro dia nascer Feliz", "Vereda Tropical", "Amor Objeto", "Seu tipo", "Por debaixo dos panos", "Promessas demais", entre outros.
Na actualidade, após mais de 35 anos de carreira, Ney não esconde mais a cara e apresenta-se em palco com poucas ou mesmo nenhumas pinturas e fantasias. A sua imagem é hoje mais segura, doce, séria e suave, a de um grande "Pescador de Pérolas" (o LP que marcou o início da sua nova fase) da música brasileira.
Ney Matogrosso influenciou toda uma geração de artistas, sendo considerado um dos principais precursores da androginia enquanto estética de arte, ao apresentar coreografias erotizantes onde expõe a sua masculinidade como um contraponto à ousadia nos tempos difíceis.
“A Dança da Lua”, dueto de Eugénia Melo e Castro e Ney Matogrossso, foi o tema mais ouvido na rádio portuguesa no ano de 1983 e faz parte do album “Águas de todo o ano”, gravado no Rio de Janeiro.
A Dança da Lua
Quando eu olhei para o céu
Só vi a primeira estrela
Que cintilou no olhar
Da minha companheira
Dentro da escuridão
Procuro a noite inteira
Onde você está
Ó lua feiticeira
Lunera ó luna lunera
Luna
Lua feiticeira
Ai de quem de mim te escondeu
Lua luar
Lua luar
Dona sol
Renasce e vem dançar
Era tamanho o breu
Nem dava pra ver a estrada
Quando eu peguei na mão
Da minha namorada
Tiro do meu chapéu
Por conta da minha sina
Teu luminoso véu
Ó lua dançarina
Eugénia Melo e Castro é uma cantora e compositora portuguesa.
Dos pais, “Geninha” (como é conhecida pelos amigos), recebeu a veia artística, a informação literária e a sensibilidade para o “jazz”. Através do avô, compositor, tomou contacto com a música clássica.
A sua formação musical teve por base o canto, o piano, o violino e a guitarra clássica. Frequentou a London Film School onde cursou Cinema e Fotografia. Em Lisboa, na Escola António Arroio, concluiu o curso de Artes Gráficas.
Em 1977 inicia a sua trajectória cultural, como actriz de teatro, no grupo de teatro “Ânima” (que fundou e onde desenvolveu trabalhos de poesia experimental encenada). Entre 1977 e 1978 actua na companhia teatral “A Barraca”.
No cinema estreia-se em 1978, tendo participado em filmes de Joaquim Leitão e Djalma Limonge Batista.
Foi na televisão, autora e produtora musical, compositora e apresentadora. Em 1980 apresentou a série “Quadrados e QUadradinhos” e produziu a música para 8 bandas sonoras de filmes de animação da série da RTP “Ouriço Cacheiro”.
A sua paixão pela Música Popular Brasileira, que adquiriu ainda adolescente, viria a ser decisiva na relação forte que mantém com o Brasil. A "ponte" foi estabelecida em 1980, através de Wagner Tiso que conheceu em Lisboa por ocasião de uma série de espectáculos de Milton Nascimento em Portugal.
É a partir da década de 1980 que começa a parceria autoral e vocal com alguns dos mais consagrados artistas brasileiros, como Tom Jobim, Chico Buarque, Simone, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Ney Matogrosso, entre muitos outros.
Em 1998, depois de várias jornadas musicais, projectos, shows e lançamentos de discos, Eugénia concebe o programa televisivo Atlântico, criado e produzido em Lisboa, com o qual pretende levar a sua bagagem cultural aos artistas brasileiros e portugueses. O programa, que passa a ser transmitido pela RTP , em Portugal e a TV Cultura, no Brasil tem como ideia principal a união de cantores e compositores das duas nações. É a própria Eugénia quem o apresenta, contando com a parceria de Nelson Motta.
Com todos os seus trabalhos disseminados e integralmente lançados quer em Portugal quer no Brasil, Eugénia de Melo e Castro conquista em 2007 o prémio “Qualidade Brasil” pela totalidade da sua obra musical. E, em 2008, o seu famoso programa televisivo Atlântico foi considerado um dos 50 melhores programas de sempre de televisão em Portugal.
Ney Matogrosso é um cantor, director, iluminador e actor brasileiro.
Ney de Sousa Pereira, o seu nome verdadeiro, é hoje considerado um dos maiores intérpretes do Brasil, tendo adoptado o nome artístico Ney Matogrosso somente em 1971, quando foi para São Paulo.
Com uma infância e uma adolescência marcadas pela solidão, Ney desde cedo demonstrou vocação artística. Apesar de pintar de gostar de teatro tendo chegado a interpretar e de esporadicamente cantar, acabou por entrar na Aeronáutica e mais tarde ir trabalhar no laboratório de anatomia patológica do Hospital de Brasília.
Em 1966 foi para o Rio de Janeiro onde passou a viver da confecção e venda de peças de artesanato em couro e adoptou completamente a filosofia de vida hippie. É neste período que passa a fazer parte dos Secos & Molhados.
Com a dissolu
ção do grupo, inicia carreira a solo tendo com a gravação de “Bandido” visto finalmente reconhecida a sua carreira como solista.Apresentou-se, em seguida, no Rio e em São Paulo, singularizando-se no cenário artístico pela sua voz aguda e pelas performances em palco onde se apresentava maquilhado e fantasiado. Todas as faixas etárias passaram a aplaudi-lo de pé, tendo-se consagrado como o maior “showman” brasileiro.
“Bandido” é considerado o seu show mais ousado. Várias vezes ameaçado pelo regime militar da época, Ney escandalizava todo o Brasil na década de 80. São desse período alguns dos seus maiores sucessos: "Homem com H", "Vida, Vida", "Pro dia nascer Feliz", "Vereda Tropical", "Amor Objeto", "Seu tipo", "Por debaixo dos panos", "Promessas demais", entre outros.
Na actualidade, após mais de 35 anos de carreira, Ney não esconde mais a cara e apresenta-se em palco com poucas ou mesmo nenhumas pinturas e fantasias. A sua imagem é hoje mais segura, doce, séria e suave, a de um grande "Pescador de Pérolas" (o LP que marcou o início da sua nova fase) da música brasileira.
Ney Matogrosso influenciou toda uma geração de artistas, sendo considerado um dos principais precursores da androginia enquanto estética de arte, ao apresentar coreografias erotizantes onde expõe a sua masculinidade como um contraponto à ousadia nos tempos difíceis.
“A Dança da Lua”, dueto de Eugénia Melo e Castro e Ney Matogrossso, foi o tema mais ouvido na rádio portuguesa no ano de 1983 e faz parte do album “Águas de todo o ano”, gravado no Rio de Janeiro.
A Dança da Lua
Quando eu olhei para o céu
Só vi a primeira estrela
Que cintilou no olhar
Da minha companheira
Dentro da escuridão
Procuro a noite inteira
Onde você está
Ó lua feiticeira
Lunera ó luna lunera
Luna
Lua feiticeira
Ai de quem de mim te escondeu
Lua luar
Lua luar
Dona sol
Renasce e vem dançar
Era tamanho o breu
Nem dava pra ver a estrada
Quando eu peguei na mão
Da minha namorada
Tiro do meu chapéu
Por conta da minha sina
Teu luminoso véu
Ó lua dançarina





















