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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Eugénia Melo e Castro e Ney Matogrosso



Na série "Duetos musicais" vamos ter mais duas vozes da Lusofonia: Eugénia Melo e Castro e Ney Matogrosso

Eugénia Melo e Castro é uma cantora e compositora portuguesa.

Dos pais, “Geninha” (como é conhecida pelos amigos), recebeu a veia artística, a informação literária e a sensibilidade para o “jazz”. Através do avô, compositor, tomou contacto com a música clássica.

A sua formação musical teve por base o canto, o piano, o violino e a guitarra clássica. Frequentou a London Film School onde cursou Cinema e Fotografia. Em Lisboa, na Escola António Arroio, concluiu o curso de Artes Gráficas.

Em 1977 inicia a sua trajectória cultural, como actriz de teatro, no grupo de teatro “Ânima” (que fundou e onde desenvolveu trabalhos de poesia experimental encenada). Entre 1977 e 1978 actua na companhia teatral “A Barraca”.
No cinema estreia-se em 1978, tendo participado em filmes de Joaquim Leitão e Djalma Limonge Batista.
Foi na televisão, autora e produtora musical, compositora e apresentadora. Em 1980 apresentou a série “Quadrados e QUadradinhos” e produziu a música para 8 bandas sonoras de filmes de animação da série da RTP “Ouriço Cacheiro”.

A sua paixão pela Música Popular Brasileira, que adquiriu ainda adolescente, viria a ser decisiva na relação forte que mantém com o Brasil. A "ponte" foi estabelecida em 1980, através de Wagner Tiso que conheceu em Lisboa por ocasião de uma série de espectáculos de Milton Nascimento em Portugal.

É a partir da década de 1980 que começa a parceria autoral e vocal com alguns dos mais consagrados artistas brasileiros, como Tom Jobim, Chico Buarque, Simone, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Ney Matogrosso, entre muitos outros.

Em 1998, depois de várias jornadas musicais, projectos, shows e lançamentos de discos, Eugénia concebe o programa televisivo Atlântico, criado e produzido em Lisboa, com o qual pretende levar a sua bagagem cultural aos artistas brasileiros e portugueses. O programa, que passa a ser transmitido pela RTP , em Portugal e a TV Cultura, no Brasil tem como ideia principal a união de cantores e compositores das duas nações. É a própria Eugénia quem o apresenta, contando com a parceria de Nelson Motta.

Com todos os seus trabalhos disseminados e integralmente lançados quer em Portugal quer no Brasil, Eugénia de Melo e Castro conquista em 2007 o prémio “Qualidade Brasil” pela totalidade da sua obra musical. E, em 2008, o seu famoso programa televisivo Atlântico foi considerado um dos 50 melhores programas de sempre de televisão em Portugal.



Ney Matogrosso é um cantor, director, iluminador e actor brasileiro.

Ney de Sousa Pereira, o seu nome verdadeiro, é hoje considerado um dos maiores intérpretes do Brasil, tendo adoptado o nome artístico Ney Matogrosso somente em 1971, quando foi para São Paulo.

Com uma infância e uma adolescência marcadas pela solidão, Ney desde cedo demonstrou vocação artística. Apesar de pintar de gostar de teatro tendo chegado a interpretar e de esporadicamente cantar, acabou por entrar na Aeronáutica e mais tarde ir trabalhar no laboratório de anatomia patológica do Hospital de Brasília.

Em 1966 foi para o Rio de Janeiro onde passou a viver da confecção e venda de peças de artesanato em couro e adoptou completamente a filosofia de vida hippie. É neste período que passa a fazer parte dos Secos & Molhados.
Com a dissolução do grupo, inicia carreira a solo tendo com a gravação de “Bandido” visto finalmente reconhecida a sua carreira como solista.

Apresentou-se, em seguida, no Rio e em São Paulo, singularizando-se no cenário artístico pela sua voz aguda e pelas performances em palco onde se apresentava maquilhado e fantasiado. Todas as faixas etárias passaram a aplaudi-lo de pé, tendo-se consagrado como o maior “showman” brasileiro.

“Bandido” é considerado o seu show mais ousado. Várias vezes ameaçado pelo regime militar da época, Ney escandalizava todo o Brasil na década de 80. São desse período alguns dos seus maiores sucessos: "Homem com H", "Vida, Vida", "Pro dia nascer Feliz", "Vereda Tropical", "Amor Objeto", "Seu tipo", "Por debaixo dos panos", "Promessas demais", entre outros.

Na actualidade, após mais de 35 anos de carreira, Ney não esconde mais a cara e apresenta-se em palco com poucas ou mesmo nenhumas pinturas e fantasias. A sua imagem é hoje mais segura, doce, séria e suave, a de um grande "Pescador de Pérolas" (o LP que marcou o início da sua nova fase) da música brasileira.

Ney Matogrosso influenciou toda uma geração de artistas, sendo considerado um dos principais precursores da androginia enquanto estética de arte, ao apresentar coreografias erotizantes onde expõe a sua masculinidade como um contraponto à ousadia nos tempos difíceis.


A Dança da Lua”, dueto de Eugénia Melo e Castro e Ney Matogrossso, foi o tema mais ouvido na rádio portuguesa no ano de 1983 e faz parte do album “Águas de todo o ano”, gravado no Rio de Janeiro.
A Dança da Lua
Quando eu olhei para o céu
Só vi a primeira estrela
Que cintilou no olhar
Da minha companheira

Dentro da escuridão
Procuro a noite inteira
Onde você está
Ó lua feiticeira

Lunera ó luna lunera
Luna
Lua feiticeira
Ai de quem de mim te escondeu
Lua luar
Lua luar
Dona sol
Renasce e vem dançar

Era tamanho o breu
Nem dava pra ver a estrada
Quando eu peguei na mão
Da minha namorada

Tiro do meu chapéu
Por conta da minha sina
Teu luminoso véu
Ó lua dançarina



terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Mireille Mathieu e Paul Anka


A série “Duetos musicais” apresenta hoje duas bonitas vozes de dois cantores consagrados a nível mundial: Mireille Mathieu e Paul Anka
Mireille Mathieu é uma famosa cantora francesa.

Nascida em Avignon, sul da França, Mireille Mathieu, a mais velha de 14 irmãos, é originária de uma família que enfrentou grandes dificuldades económicas. Herdou o talento musical do pai que, possuindo uma voz de tenor, sempre alimentou o sonho de poder cantar.

Um pouco precoce, com quatro anos Mireille já cantava na igreja e era grande admiradora de Edith Piaff, o que lhe valeu o apelido de “la vie en rose”. Com essa idade cantou pela primeira vez em público na Missa do Galo da Igreja Matriz da sua cidade.

Aos quinze anos a sua vida e da família melhorou um pouco e Mireille começou a estudar canto, ao mesmo tempo que, para subsistir, trabalhava numa fábrica de envelopes.

A 21 de Novembro de 1965, aos dezoito anos, participa num concurso de calouros, no programa “Télé Dimanche”. Embora o público tenha preferido outra candidata, para sua sorte o empresário Johnny Stark assistiu à apresentação e apostou em Mireille. Daí surge o seu primeiro disco, em 48 rotações, que vendeu mais de um milhão de cópias, contando com músicas famosas como “Mon credo”, “C’est ton nom”, “Qu’elle est belle” e “Le funambule”.

Mireille teve como mentores o maestro Paul Mauriat e o compositor André Pascal que, aproveitando a sua potência vocal, começaram a ensinar-lhe as técnicas vocais, para que tirasse o máximo partido da sua belíssima voz. Ao mesmo tempo Mireille tinha aulas de francês e de inglês, além de boas maneiras, comportamento social, como caminhar num palco, num estúdio de televisão, como dominar a distância certa de cantar ao microfone e todas as diversas técnicas necessárias ao bom desempenho de uma cantora.

Com uma carreira de ascensão meteórica, Mireille participa de programas de televisão nos Estados Unidos e apresenta-se, no ano de 1967, no Olympia, quando já era uma celebridade pública. Saudada pela imprensa como a "próxima Edith Piaf", era já bem evidente a semelhança do seu timbre de voz com o de Edith, morta poucos anos antes.

Nessa época, o Instituto Francês de Opinião Pública, após uma pesquisa junto do público, declarou Mireille Mathieu como a cantora preferida do povo francês.

Mireille tornou-se a embaixatriz da cultura francesa ao redor do mundo. Continuando ainda a ser muito requisitada, Mireille frequenta os palcos sofisticados de Monte Carlo e faz regularmente turnés pelo mundo apresentando-se no Carnegie Hall de Nova York, no “Sport Palais” do Canadá ou no “The Ice Palace” de San Petersburg.
Contando com mais de 40 anos de carreira, Mireille já vendeu mais de 150 milhões de cópias dos seus discos, gravou mais de 1200 músicas em 9 línguas e foi a primeira artista do ocidente a fazer um concerto de música popular na China.
Paul Anka é um cantor e compositor canadiano de sucesso.

Paul Anka nasceu em Otava, no Canadá, tendo em 1990 adquirido a nacionalidade americana.

De estatura pequena mas de constituição robusta, Paul começou a destacar-se no desporto, embora a sua verdadeira paixão fosse desde cedo a música.

Aos 11 anos já actuava nos “nightclubs” do Quebec, interpretando as canções dos cantores “pop” da época.

Cedo começou a fazer parte de grupos vocais e a compor canções baseadas na sua experiência pessoal. Também aprende piano e guitarra.

Uma ida a Nova Iorque do grupo musical Rover Boys, de que fazia parte, vai permitir-lhe conhecer um dos directores da ABC-Paramount que fica impressionado com o número de canções compostas por Paul e com a sua forma de as interpretar.

Em menos de um mês Paul grava o seu primeiro grande êxito “Diana”. A música, baseada num popular ritmo latino, o calipso (o “cha-cha-cha” modificado), foi gravada, entre 1957 e 1963, mais de 300 vezes em 16 países. A versão mundial da canção vendeu mais de nove milhões de cópias.

O single seguinte, a famosa "You Are My Destiny", atingiu o “Top Ten” em 1958.

Em 1959, num pequeno papel no filme “Girl’s Town”, Paul conta “Lonely Boy”, que viria a tornar-se um dos seus maiores êxitos. Seguem-se outras canções famosas que também vieram a fazer parte do “Top Ten”, "Put Your Head On My Shoulder," "It's Time To Cry," "Puppy Love," and "My Home Town".

Paul Anka compôs 12 canções que se tornaram discos de ouro. Escreveu ainda um grande número de canções para outros cantores. Destacam-se “My Way” o grande êxito na voz de Frank Sinatra, "It Doesn't Matter Anymore" interpretada por Buddy Holly pouco antes da sua morte e "She's A Lady" que ficou famosa na voz de Tom Jones.
Actualmente Paul Anka é um multimilionário devido ao sucesso do seu clube nocturno, dos direitos das suas gravações e edições e das suas duas editoras.

Paul Anka foi um caso único entre os ídolos dos anos 50 pois além de cantor foi também um compositor de sucesso.








quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Luís Represas e Pablo Milanés


Retomando a série ”Duetos Musicais”, apresentamos hoje duas referências da música portuguesa e cubana: Luís Represas e Pablo Milanés
Luís Represas é um cantor e compositor português considerado já uma referência da música nacional.
Desde muito cedo interessado pela música, Luís Represas comprou aos 13 anos a sua primeira guitarra.
Em 1976 funda a banda Trovante, juntamente com João Gil, João Nuno Represas, Manuel Faria e Artur Costa, grupo este que se viria a revelar um dos mais influentes da música popular portuguesa do pós 25 de Abril.
Ao longo dos 16 anos de vida dos Trovante, Luís Represas, o vocalista da banda, participa em inúmeros festivais internacionais, onde contacta com muitos dos nomes mais importantes da Música Popular actual, tendo gravado vários LP’s e um álbum duplo.
Em 1992, quando os Trovante se separam, Represas inicia a sua carreira a solo.
Para se distanciar do passado, criar novos espaços e viver outras experiências musicais, o cantor viaja para Cuba onde conquista o seu espaço e compõe as músicas que viriam a fazer parte do seu primeiro álbum de originais a solo, “Represas”, totalmente gravado em português e castelhano. Colaboram com ele o baixista português Nani Teixeira e os cubanos Pablo Milanés e Miguel Nuñez.
Pablo Milanês cria com Luís Represas um dos mais reconhecidos duetos nacionais, “Feiticeira”.

Depois de se apresentar ao vivo numa tournée que percorre todo o país, Represas consagra-se na mais popular sala de espectáculos de Lisboa, o Coliseu dos Recreios, enchendo por duas noites a sala num concerto registado e transmitido para televisão pela RTP.

Em 1995 produz o disco “Cumplicidades”, com a colaboração de Bernardo Sassetti e Davy Spillane e enche por quatro noites consecutivas o Auditório do Centro Cultural de Belém, num concerto que dará origem a um CD duplo “Ao Vivo no CCB”, galardoado com dupla platina.

Em Maio de 1999, a convite do então Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, Represas reúne-se à sua antiga banda, os Trovante, para um espectáculo memorável no Pavilhão Atlântico, reencontro este donde resulta um CD duplo, ao vivo, intitulado “Uma Noite Só”, galardoado com dupla platina.

De novo a convite do Presidente da República e na sequência da luta pela causa Timorense, Luís Represas desloca-se a Timor em visita oficial levando consigo a canção “Timor” (o último single gravado pelos “Trovante”), que se tornaria no hino à independência e à paz daquele território.
Em 2000 desloca-se ao Brasil para dois concertos em São Paulo e no Rio de Janeiro e em 2001 grava o seu primeiro disco em Espanha e comemora 25 anos de carreira, com concertos no Pavilhão Atlântico e no Coliseu do Porto.
Em 2003 sai o seu novo álbum de originais gravado em Portugal, República Checa e Cuba e em 2006 lança o álbum “A história toda” que contém a gravação do espectáculo comemorativo dos seus 30 anos de carreira.
“Olhos nos olhos” é o seu nono disco a solo, lançado em 2008 e integralmente gravado em Cuba, que conta com a participação especial da brasileira Simone, dos cubanos Pablo Milanés e Liuba Maria Hévia, entre outros.
Em 2009 Represas participa no DVD de Margareth Menezes, ao lado do baiano Carlinhos Brown e de outros grandes nomes da música popular brasileira.
O seu mais recente trabalho,“Luís Represas – Ao Vivo no Campo Pequeno”, é editado em Março de 2010, sendo um dos registo de um desses espectáculos um verdadeiro “best-of” do artista.
Luís Represas conta ainda no seu “curriculum” com a condecoração “Ordem de Mérito” concedida pelo Presidente da República Portuguesa em 2005, no dia 10 de Junho, “Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades”.
Pablo Milanés é um cantor e guitarrista cubano

Nascido na cidade de Bayamo, capital da província de Granma, Pablo Milanés tem as suas origens musicais na infância quando começa a cantar em numerosos programas de rádio e televisão e a obter prémios nos concursos organizados por essas emissoras.


No início dos anos 50, a mudança da família para La Havana permitiu-lhe entrar em contacto com populares e grupos tradicionais e frequentar o Conservatório Nacional de La Habana. Foram, contudo, os músicos de rua, do seu bairro e dos cafés que lhe permitiram absorver uma maior diversidade e riqueza sonoras. Em 1956 participa no programa “Estrellas Nacientes” onde demonstra já uma excelente capacidade musical e ficando a ser conhecido no mundo artístico.
Além das influências cubanas, como o “feeling” (“sentimento”), Pablo Milanés recebeu a influência de músicas estrangeiras, sobretudo a norte-americana.
No começo dos anos 60 inicia a sua carreira profissional em vários grupos como o trio “Los Armónicos”, o conjunto “Sensación”, embora onde tenha tido mais destaque foi no “Cuarteto del Rey”, grupo especializado em espirituais negros.
Em 1963 compõe a sua primeira canção, “Tu mi desengaño”, começando desde aí a interpretar as suas próprias canções que agrupavam várias influências harmónicas.
Entre 1964 e 1966 incorpora um novo quarteto musical “Los Bucaneros”.
O ano de 1965 é muito importante na carreira de Pablo Milanés porque a composição “Mis veintidós años” revela uma nova linguagem musical em que as tendências tradicionais estão misturadas com novos elementos musicais que fazem adivinhar a sua necessidade de experimentar novos caminhos e experiências musicais. A partir daí Pablo destaca-se pela sua condição de compositor e começam a surgir canções que abordam assuntos como o amor e o compromisso político e social. Passa a fazer parte, a par de outros intérpretes, do “Centro de la Canción Protesta”.
Em 1969 integra o “Grupo de Experimentación Sonora” do “Instituto Cubano del Arte e Industria Cinematográficos” que se dedica à recuperação de músicas tradicionais cubanas perante o confronto com as novas tendências contemporâneas estrangeiras. São desta época canções emblemáticas como “Yolanda”, “Quien me tienda la mano ao pasar”, “Los caminos”, entre outras.
Em 1973 musicalizou alguns versos de José Martí e iniciou tournées fora de Cuba. Os temas sociais, políticos e amorosos foram os mais habituais que continuou a compor a partir da segunda metade dos anos 70 e que ainda perduram na actualidade.
Em meados dos anos 80 colabora na criação do programa de televisão “Proposiciones”, uma experiência cultural inovadora na televisão cubana e em 1988 a organização de outro grande projecto musical oferece a realização de vinte e dois concertos por todo o seu país.
Os seus mais recentes trabalhos estão incluídos no disco “Regalo” editado em 2008 e o seu mais recente concerto teve lugar a 2 de Dezembro de 2010 no “Teatro Principal” de Burgos, em Espanha.
Com mais de 40 anos de carreira, Pablo Milanés editou cerca de quarenta discos e participou em numerosas obras colectivas. Tem sido distinguido com vários prémios, medalhas e Grammy’s.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Montserrat Caballé e Freddie Mercury


Continuando a série "Duetos Musicais", apresentamos agora duas vozes poderosas: Montserrat Caballé e Freddie Mercury


Montserrat Caballé é uma famosa cantora soprano lírica espanhola.

De origem humilde, fez grandes esforços para conseguir concluir o curso de canto no “Conservatori Superior de Música del Liceu”, em Barcelona.

Cantou pela primeira vez a 13 de Abril de 1953 no “Gran Teatre del Liceu”, em Barcelona, numa gala de fim de curso, onde interpretou "Il Ciarlatano".
O início da sua carreira foi também muito modesto e difícil até que conseguiu ir para a Suíça, onde viria a fazer parte da Ópera de Basileia entre 1957 e 1959. Aí estreou com um repertório pouco frequente para as cantoras espanholas, que incluía Mozart e Strauss mas que foi decisivo para a etapa seguinte da sua carreira, na companhia permanente da Ópera de Bremen (1959-1962).
A sua verdadeira estreia mundial viria a dar-se na noite de 20 de Abril de 1965 no Carneggie Hall, quando teve que substituir imprevisivelmente a cantora Marilyn Horne na ópera Lucrezia Borgia de Donizetti. A brilhante actuação rendeu-lhe 25 minutos de aplausos e um rasgado elogio de um dos mais importantes críticos de ópera nova-iorquinos.
Em Abril de 1984, novamente no Carnegie Hall de Nova Iorque, o seu êxito mereceu cerca de meia hora de aplausos ininterruptos.
Em Junho de 1986 foi nomeada “Comendadora da Ordem das Artes e das Letras Francesas” pelo Ministro Francês da Cultura e em 22 de Abril de 1988 foi-lhe feita uma homenagem pelo 25º aniversário da sua apresentação oficial no “Teatro de la Zarzuela” e pelos seus 55 anos de vida.

São dezenas os galardões e troféus atribuídos a Montserrat Caballé, destacando-se: “Medalla del Liceo” (1966), “Llave de Oro de Barcelona”, “Premio de la Academia del Disco Lírico de Paris” (1970), Medalla de Oro del Teatro (1972), “Premio Nacional de Teatro en España” (1971), “Medalla de Oro al Mérito de Bellas Artes” (1973), “Medalla de Oro de la Generalitat de Cataluña” (1982), “Medalla de Oro de Madrid” (1988), entre outros.
Em 2 de Julho de 2008 foi nomeada “Doutora Honoris Causa” pela “Universidad Internacional Menéndez Pelayo” de Santander.

Montserrat Caballé interpretou mais de oitenta personagens de ópera, que vão desde a ópera barroca a Verdi, Wagner, Puccini, e Richard Strauss. Interpretou papéis tão diferentes como Norma, Salomé, Violeta, la Marschallin, Semiramide ou Isolda. Também interpreta canções populares espanholas. Fez a sua incursão na música rock com o cantor Freddie Mercury com a canção “Barcelona” que se converteu no hino dos Jogos Olímpicos de 1992.

Nos últimos anos tem-se dedicado a várias actividades beneméritas. É embaixadora da UNESCO e criou uma fundação para ajudar as crianças necessitadas de Barcelona.

É conhecida mundialmente pela inconfundível pureza e potência da sua voz. A excelente qualidade e perfeito domínio da técnica vocal fazem com que seja considerada uma das primeiras vozes do mundo.



Freddie Mercury foi o vocalista e líder da banda de rock britânica “Queen”.

Farokh Bommi Bulsara (o verdadeiro nome de Freddie Mercury) nasceu na antiga colónia britânica de Zanzibar, filho de pais persas.

Baptizado de Freddie pelos colegas da escola, desde muito cedo mostrou grande interesse pela música, tendo aprendido piano, tornando-se membro do coral e participante regular dos teatros da escola.

Aos 17 anos Freddie muda-se para Londres e em 1966, apaixonado pelas artes, entra para o “Ealing College of Art” a fim de seguir um curso de ilustração gráfica, onde se diplomou em Design Gráfico e Artístico.


Foi no Ealing College que conheceu e se tornou amigo de Tim Staffell, vocalista e baixista de uma banda chamada Smile, que o levou para participar dos ensaios.
Em 1970 quando Tim deixa o grupo, Freddie acaba por ficar como vocalista da banda que passa a chamar-se “Queen”. É por essa altura que Freddie também decide mudar o seu nome para Mercury.
Embora a maior parte da sua carreira se confunda com a do “Queen”, Freddie Mercury também lançou alguns trabalhos a solo: os LPs “Mr. Bad Guy” (1985) e, com a diva Montserrat Caballé, “Barcelona” (1988). Participou ainda do musical “Time”, de David Clark.
Apaixonado pelo balet, chegou a fazer uma apresentação de beneficência em 1979, dançando “Bohemian Rhapsody” com o Royal Ballet de Londres. Tanto o balet como a ópera foram elementos fundamentais no desenvolvimento da sua performance dado que Freddie nunca deixou de se aperfeiçoar. Diz o guitarrista Brian May que, mesmo quando Freddie já estava muito doente, "a sua voz, miraculosamente, se tornava cada vez melhor".
Freddie Mercury compôs muitos dos sucessos da banda que são hoje bem conhecidos, “Bohemian Rhapsody”, “Somebody to Love”, “Love of My Life” e “We Are the Champions”, hinos eloquentes e de estruturação extraordinária, particulares e eternos.
As suas exibições ao vivo são lendárias, tornando-se a imagem de marca da banda. A facilidade com que Freddie dominava as multidões e os seus improvisos vocais envolvendo o publico no show tornaram as suas turnés um enorme sucesso na década de 1970 e principalmente nos anos 80 em que encheram estádios de todo o mundo.
No visual de Freddie há uma mudança que não deixa de ser notada e que certamente fez parte da sua faceta de “performer” em constante evolução. Se na era Glam dos anos 70 aparecia de cabelo comprido, “eyeliner” preto, unhas pintadas, “maillots” de bailado e sapatos de tacão alto, na década de 80 a sua imagem de marca apresentava uma postura mais "macho” em que aparecia de cabedal preto, chapéu de polícia, cabelo curto e meses mais tarde de bigode.
Em 23 de Novembro de 1991 confirmou, numa declaração feita por ele próprio, que tinha contraído SIDA/AIDS, tendo vindo a falecer no dia seguinte, a 24 de Novembro na sua casa de Kensington em Londres.
Em 1992, um ano depois da sua morte, dão-se os Jogos Olímpicos de Barcelona, nos quais Montserrat Caballé interpreta a famosa canção “Barcelona” (gravada em 1988) num dueto virtual com Freddie Mercury. Este dueto será sempre recordado como um marco histórico da música.
Freddie Mercury ficará para sempre lembrado por todos nós pela sua voz poderosa e pelo incrível domínio do palco que o fez conquistar plateias por todo o mundo durante mais de duas décadas.Pelos seus amigos e colegas, Freddie é lembrado como um espírito livre, criativo, generoso, cheio de energia e talento e pelo seu excelente senso de humor.









quinta-feira, 29 de julho de 2010

Cesária Évora e Marisa Monte


Continuamos a série "Duetos musicais" com duas divas da Lusofonia: Cesária Évora e Marisa Monte
Cesária Évora é a cantora caboverdiana de maior reconhecimento internacional.

Nascida no Mindelo, Ilha de São Vicente, Arquipélago de Cabo Verde, Cesária Évora é conhecida como “a diva dos pés descalços”, que é como se apresenta nos palcos, solidária com os “sem tecto” e com as mulheres e crianças pobres do seu país.

Desde muito nova que Cesária cantava e fazia apresentações aos domingos, juntamente com o irmão, na praça principal da sua cidade.
Antes de completar vinte anos já cantava em bares e hotéis, vindo a desenvolver as suas capacidades como cantora com a ajuda de alguns músicos locais.

Cedo é apelidada pelos seus fãs de a "Rainha da Morna", o género musical rico em sentimentos que tornou Cesária conhecida internacionalmente e através do qual, cantando em crioulo, consegue expressar duma forma tão profunda a longa e amarga história de isolamento do seu país e do seu povo.

As dificuldades económicas e políticas de Cabo Verde, aliadas a questões pessoais, fizeram com que Cesária Évora só se tornasse uma estrela internacional aos 47 anos de idade.

Em 2004 conquistou um prémio Grammy de melhor álbum de “world music” contemporânea e em 2007, o presidente francês Jacques Chirac distinguiu-a com a medalha da Legião de Honra de França.

Cesária Évora é sem dúvida uma embaixadora da cultura caboverdiana no mundo, que emociona plateias levando-as a interagir com ela nos seus shows, mesmo na maior parte das vezes não entendendo o seu idioma. Os sons acústicos de violão, cavaquinho, violino, acordeão e clarinete, juntamente com a sua voz tropical, conferem à sua interpretação toques sentimentais e melancólicos que conquistam definitivamente todos aqueles que a escutam.


Marisa Monte é uma consagrada cantora, compositora, instrumentista e produtora musical brasileira.

Nascida no Rio de Janeiro, Marisa de Azevedo Monte, aprendeu piano, violão e bateria na infância. Na adolescência estudou canto lírico e participou do musical “Rocky Horror Show”, dirigido por Miguel Falabella.

Aos 18 anos partiu para a Itália para estudar canto, tendo aí permanecido dez meses. Desistindo do género lírico, Marisa, acompanhada de amigos, passa a cantar música brasileira em bares e casas nocturnas. Um desses shows, em Veneza, foi assistido pelo produtor musical Nelson Motta que viria a ser o director da sua primeira estreia no Rio de Janeiro, em 1987, no show "Veludo Azul". O sucesso foi enorme e imediato, despertando o interesse das gravadoras.

Em 1988, quando lançou o seu primeiro disco, “Marisa Monte ao vivo”, era já considerada uma das mais promissoras vozes da música popular brasileira. O segundo disco, “Mais” (1991), marcou a estreia de Marisa Monte como compositora, tendo sido muito bem recebido nos EUA, Japão, Europa e América Latina, o que impulsionou definitivamente a sua carreira internacional.

Tendo completado 23 anos de carreira este ano, Marisa Monte ganhou até agora 3 prémios “Grammy Latino”, além de muitos outros prémios nacionais e internacionais.
Conta com 10 milhões de CDs e DVDs vendidos em todo o mundo e é considerada pela “Rolling Stone Brasil” (uma das mais notáveis revistas do mundo da área musical), como a maior cantora do Brasil, lugar antes ocupado por Elis Regina.



domingo, 27 de junho de 2010

Dulce Pontes e Andrea Bocelli


A série "duetos musicais" continua com outros dois nomes grandes, Dulce Pontes e Andrea Bocelli.


Dulce Pontes é uma das cantoras portuguesas mais populares e reconhecidas internacionalmente.
Com sete anos de idade, Dulce Pontes começou a frequentar o Conservatório Nacional de Música onde aprendeu piano, o que lhe desenvolveu o hábito da pesquisa e do estudo da música e lhe deu as bases para o desenvolvimento de uma sólida carreira como cantora e compositora. Estudou, em simultâneo, Dança Contemporânea.

Em 1988, após ter sido seleccionada no decorrer de um “casting”, inicia a sua actividade profissional na comédia musical como actriz, cantora e bailarina.

Depois de ter participado em vários espectáculos, bandas e programas de televisão, Dulce obtém, em 1991, o oitavo lugar no Festival da Eurovisão, em Roma, com a canção “Lusitana Paixão”. No ano seguinte edita o seu primeiro disco, “Lusitana”. Em 1993, com o disco “Lágrimas”, Dulce Pontes começa a desenhar um percurso próprio onde apresenta o resultado das primeiras pesquisas nas áreas da música popular portuguesa, de raiz africana e berbere, enriquecendo os ritmos ibéricos com sons e motivos inspirados na tradição da música árabe e balcânica, principalmente búlgara.

A sua interpretação de “Canção do Mar” fez parte da banda sonora da versão internacional da telenovela brasileira “As Pupilas do Senhor Reitor”, de 1994. A mesma interpretação foi um dos temas escolhidos para compor a banda sonora do filme “Primal Fear”, de 1996, de Gregory Hoblit, interpretado por Richard Gere e Edward Norto. O sucesso do filme trouxe ainda mais reconhecimento internacional para Dulce Pontes.

Foi desta forma que a voz de Dulce Pontes cruzou o oceano e começou a ser ouvida nos dois hemisféricos onde também passou a ser solicitada para inúmeros espectáculos.

Dando nova vida a antigas tradições musicais da Península Ibérica, não só através da interpretação como da composição, Dulce canta, a par do português, muitas canções em galego e mirandês, redescobrindo melodias e instrumentos há muito esquecidos.

Distinguindo-se sobretudo pela sua voz versátil e com uma capacidade invulgar de transmitir emoções, é tida como uma soprano dramática com uma voz potente e penetrante.

Dulce Pontes é considerada uma das melhores artistas dentro do panorama musical português da actualidade e, à semelhança de Amália Rodrigues, muito tem contribuído para a divulgação de Portugal e da música cantada na língua de Camões.


Andrea Bocelli é um tenor, compositor e produtor musical italiano.

Tendo nascido com graves problemas de visão, aos doze anos, atingido na cabeça quando jogava futebol, Bocelli ficou definitivamente cego.

Foi durante a infância que se apaixonou pela música, tendo aos seis anos iniciado aulas de piano e mais tarde de flauta, saxofone, trompete, harpa, violão e bateria. É justamente a paixão pela música que o virá a ajudar a seguir em frente depois da perda total da visão.

A sua primeira vitória musical surgiu também aos doze anos de idade quando venceu o prémio Margherita d'Oro, em Viareggio, com a canção "O Sole Mio".

Apesar de se ter graduado em Direito e de ter ainda trabalhado como advogado durante um ano, Bocelli nunca abandonou a música, continuando também com aulas de canto com grandes maestros e tenores. Viria então a dedicar-se à música a tempo integral.

O ano de 1994 foi o ano da consagração. Andrea Bocelli ganhou o Festival de San Remo com a canção "Il mare calmo della sera", o que o levaria ao seu primeiro “disco de ouro”. Nesse mesmo ano teve a sua estreia na ópera “Macbeth”, de Verdi, cantou em Modena com Pavarotti num concerto de beneficência e no Natal teve uma apresentação para o Papa João Paulo II.
Em 1995, volta de novo a ganhar o Festival de San Remo com a canção "Con te partirò".

Em 1996, cantou com a soprano inglesa Sarah Brightamn uma versão em dueto de "Con te partirò", intitulada "Time to Say Goodbye", que bateu recordes de vendas e ficou cerca de seis meses no topo das dez canções mais tocadas no mundo.

A partir daí tem vindo ano após ano a acumular sucessos.

Andrea Bocelli é um excelente cantor de ópera, um tenor refinado cuja voz combina a força de um tom heróico com um toque juvenil, reforçado por um timbre inconfundível e uma interpretação muito própria.

Bocelli é a voz soberba que a ópera esperava há vários anos, uma verdadeira ponte entre a música “popular” e a “clássica” o que, associado a um primoroso repertório, lhe confere um dos maiores sucessos teatrais e discográficos da actualidade.

O Mare e Tu

Sentir em nós...
Sentir em nós
Uma razão
Para não ficarmos sós
E nesse abraço forte
Sentir o mar
Na nossa voz,
Chorar como quem sonha
Sempre navegar
Nas velas rubras deste amor
Ao longe a barca louca perde o norte.

Amore mio
Si nun ce stess'o mare e tu
Nun ce stesse manch'io
Amore mio
L'amore esiste quanno nuje
Stamme vicino a Dio
Amore

No teu olhar
Um espelho de água
A vida a navegar
Por entre sonho e a mágoa
Sem um adeus sequer.
E mansamente,
Talvez no mar,
Eu feita em espuma encontre
o sol do teu olhar,
Voga ao de leve, meu amor
Ao longe a barca nua
a todo o pano.

Amore mio
Si nun ce stess'o mare e tu
Nun ce stesse manch'io
Amore mio
L'amore esiste quanno nuje
Stamme vicino a Dio
Amore
Amore mio
Si nun ce stess'o mare e tu
Nun ce stesse manch'io
Amore mio
L'amore esiste quanno nuje
Stamme vicino a Dio
Amore.

domingo, 23 de maio de 2010

Nana Mouskouri e Julio Iglesias


Pretende-se com este post iniciar uma série musical onde se partilhem vídeos de “duetos famosos”, a maior parte das vezes de artistas bem conhecidos de todos nós.

Iniciam a série, a grega Nana Mouskouri e o espanhol Júlio Iglesias.

Nana Mouskouri é uma cantora e política grega.

Frequentou o Conservatório de Música de Atenas durante 8 anos mas desistiu do canto lírico pelo grande amor que sentia pela música popular.

O seu repertório inclui uma variedade impressionante de músicas, idiomas e estilos que vão desde a opera até o rock, passando pela música tradicional europeia (grega, francesa, italiana, holandesa, britânica, etc), country, gospel, pop em vários idiomas, latina, folclore de vários países do mundo, bossa nova, samba e muitos outros estilos.


Nana destaca-se também por falar fluentemente sete idiomas e ter gravado músicas em mais de 11 línguas, incluindo grego, inglês, francês, espanhol, alemão, português e italiano, entre outras. A cantora afirma que a música é a linguagem universal, que não conhece idiomas, religiões, raças ou barreiras de nenhuma espécie.
Hoje em dia, após mais de quarenta anos de carreira, Nana Mouskouri é a cantora (mulher) que vendeu mais discos na história da música; que tem recebido o maior número de discos de ouro, platina e diamante; que tem o maior número de discos gravados e provavelmente a que tem feito o maior número de turnês.

Julio Iglesias é um cantor espanhol de fama internacional.

Sempre teve especiais aptidões para o desporto, chegando a jogar no Real Madrid como guarda-redes, entre 1958 e 1963. Com um futuro promissor no futebol, aos 20 anos de idade o seu sonho foi interrompido por um acidente de carro que quase o deixou paralítico e que lhe pôs fim à carreira futebolística.
Cantar começou por uma distracção para esquecer o tempo em que foi um atleta. Enquanto se recuperava no hospital começou a escrever poesia. Dia após dia ia também melhorando na difícil arte de tocar guitarra, conseguindo compor músicas para os seus poemas. A partir daí, Julio Iglesias começou a apaixonar-se pela música.
Tornou-se conhecido depois de vencer o Festival de Benidorm, onde cantou “La Vida Sigue Igual”. Em 1969 gravou o primeiro LP e estreou-se no cinema com o filme “La Vida Sigue Igual”.

A sua voz e o seu estilo romântico, aliados ao seu grande carisma, tornaram Júlio Iglesias o artista latino mais conhecido e mais bem sucedido de todos os tempos.

São mais de 250 milhões de discos vendidos, 80 álbuns lançados (em línguas como, além do espanhol, o português, o francês e o alemão), 2600 condecorações com disco de ouro e de platina e mais de 500 cidades já visitadas nos seus quatro mil espectáculos realizados. A cada trinta segundos é tocada uma canção de Júlio Iglesias.
Para partilhar, alguns vídeos deste dueto famoso: